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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 37

Visita do Duque e um Pedido Direto

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Capítulo 37 – Visita do Duque e um Pedido Direto

Pouco depois de o Lime-san anunciar as visitas, o duque e a Sue chegaram ao terraço, vindo do jardim.

— Olá, parabéns pela mudança. Agora somos vizinhos, conto com você.

O duque ri, jovial. "Vizinhos", mas a casa ducal fica no distrito interno da Capital, e a minha no externo; é bem longe. Bom, comparado a Reflet e à Capital, talvez seja vizinho.

— Quanto tempo, Sue.

— Bom dia, mana Yumina.

A Yumina cumprimenta a Sue. Ah, é, essas duas são primas. Vendo as duas lado a lado de novo, ambas louras, são parecidas mesmo. O temperamento é bem diferente, mas.

— Quem diria que a mana Yumina ia ficar noiva do Touya. Levei um susto.

— Quem mais levou um susto fui eu……

Nisso eu não abro mão. Continua sendo um território que não compreendo. Quando as duas se sentam à mesa do terraço, o Lime-san traz chá pra ambas. Mordomo de primeira, sem dúvida.

— Eu pensava no Touya como genro pra Sue, sabe. Fui passado pra trás. A Yumina e o meu irmão não dão ponto sem nó.

— Você pensava nisso, pai? Bom, por mim o Touya é muito bem-vindo. Estar com ele parece divertido.

— Ô, é mesmo? Então, junto com a Yumina, leva a Sue também, Touya?

— Pronto, chega. Não exagera na brincadeira, francamente.

O duque deve estar de brincadeira, mas a Sue me olhando com olhinhos brilhando me preocupa um pouco. Não quero mais complicação que isso.

— Bom, por hoje eu recuo. E, hoje, eu tenho um pedido a vocês.

"Por hoje" como assim. Ignorando o meu olhar de través, o duque segue.

— Na verdade, ficou decidido firmar aliança com o Reino de Mismede. Por isso, eu queria providenciar um encontro entre os dois reis……

O país dos semi-humanos, o reino do sul governado por um rei ferino, Mismede. O país das irmãs ferinas-raposas, a Olga-san e a Alma. Sei, então vão firmar aliança. Que bom.

— Pro encontro, o ideal seria um dos reis ir à capital do outro, mas isso sempre traz perigo. Não dá pra descartar sabotagem de opositores, nem ataque de feras no caminho. E aí, então…

— …A [Gate] do Touya-san, né?

— Exato, Lindsey, você é rápida.

Com um sorriso de canto, o duque esvazia o chá. É, de fato, com a [Gate] dá pra se mover com segurança. Mas……

— Aquela magia só vai pra onde eu já estive, viu? Não me diga……

Mau pressentimento… ou melhor, má certeza.

— Isso. Quero que você vá a Mismede.

Era isso… Eu entendo. Entendo muito bem. É prático mesmo. Se não fosse "só pra onde já estive", eu até montava uma transportadora.

— Quanto tempo leva pra ir a Mismede?

— Deixa eu ver, seis dias de carruagem…

Ô? Mais curto do que eu pensava?

— Aí você chega ao Grande Rio Gau, e, cruzando o rio, mais uns quatro dias até a capital de Mismede. Se tudo correr bem, claro.

Dez dias…… Pesado, hein… Mal ganhei uma casa e já saio numa viagem sem poder morar nela, que história é essa.

— Este pedido vai ser feito pela guilda, como um pedido direto a vocês. Naturalmente tem recompensa, e sobe o rangue na guilda. Não é mau negócio.

Que rapidez de articulação. Bom, como trabalho, é da categoria fácil. É como viajar um pouco pra outro país. De fato, não é mau negócio. E eu quero conhecer Mismede.

— Entendi. Aceito. Pessoal, pode ser?

Todas assentiram. Sem objeções.

— Ótimo. Como ela está justamente voltando ao país, a embaixadora guia vocês até a capital de Mismede.

— A Olga-san vai voltar? Então a irmã, a Alma, volta junto?

— Sim. Vocês vão se juntar à embaixadora, à irmã dela e à comitiva de cavaleiros de escolta, e ir a Mismede.

Saquei. Isso reconforta. Pelo que ouvi, Mismede tem mais natureza que Belfast, com zonas de mata fechada e muitas feras. Será que é tipo a América do Sul ou o Sudeste Asiático.

Que tipo de lugar será. O país ainda desconhecido dos semi-humanos, o Reino de Mismede. É pra lá que a gente vai.

— Mas… será que vai dar certo…?

— O que foi, Yae?

— De saberem, lá, que o senhor usa a [Gate]. É uma magia que invade o lugar de alguém sem ninguém saber, viu? Em vez de só desconfiarem, podem te tomar por elemento perigoso e até tentar te assassinar……

Ô, ô, não fala uma coisa apavorante dessas.

Mas, de fato, esse risco existe. Ser visto com essa suspeita seria terrível.

— Não, quanto a isso está tranquilo, não? Confirmei com a Charlotte: a [Gate] tem lugares aonde não pula — não pula pra áreas de defesa mágica, as chamadas barreiras, certo? Então acho que não vão desconfiar tanto.

O duque derruba numa boa o medo da Yae.

— É mesmo, Touya?

— …Soube agora.

À minha resposta, a Elsie me lança um olhar exasperado. Ué, é que, quando aprendi a [Gate], eu não soube os detalhes dela num livro!

— Qualquer barreira mágica, por mais fraca, bloqueia, pelo visto. Por exemplo, basta cercar esta Capital com uma barreira fraca pra que você consiga pular da Capital, mas não pular pra dentro dela. Aliás, fora o quarto da Yumina no castelo, a Charlotte já levantou barreiras em todo o resto, viu?

Eita, já tinha tomado providência. Mesmo daquele jeito (com licença), maga da corte é maga da corte. Não dá ponto sem nó.

— …Mas dá pra infiltrar o Touya-san num país e, num ataque-surpresa, mandar um grande exército pela [Gate]… então é melhor mesmo não deixarem saber.

— Hmm… de fato. Então, como o óculos que dei à Charlotte, é só imbuir a magia [Gate] em algo.

Saquei. Por exemplo, imbuir num espelho de corpo inteiro e usá-lo no encontro; depois, quebrá-lo, e some o medo do outro lado.

"Um espelho A e um espelho B com uma magia que liga os dois", uma justificativa convincente, e talvez funcione. Um dos espelhos vou ter que fazer ao chegar lá, mas.

— Então vamos por aí. Quando é a partida?

— Deixa eu ver… vamos deixar pra daqui a três dias.

— Entendido.

Bom, vai ficar bem corrido. Preciso preparar a viagem longa.

— Que inveja, eu também queria ir à capital de Mismede.

A Sue chupa o dedo, com inveja. Não me diga que vai querer ir junto. Não quero mais encrenca.

— Quando eu voltar da viagem, dá pra ir a qualquer hora, então da próxima eu te levo, Sue.

— É sério?! O Touya é confiável mesmo!

Debruçada na mesa, a Sue me lança um sorrisão. Já que ela fica tão feliz, preciso cumprir a promessa direitinho.

Depois disso, ficamos acertando com o duque os detalhes da ida a Mismede até o fim da tarde.


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