Switch Mode

Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 398

A Derrota do Dragão de Duas Cabeças, e a Espada Divina Ressuscitada

💗 Apoie o Nihon Project

Vire um apoiador mensal e ajude a manter as traduções saindo, com prioridade de capítulo e outras recompensas.

Apoiar no Apoia.se

Capítulo 398 – A Derrota do Dragão de Duas Cabeças, e a Espada Divina Ressuscitada

Da parte tipo barbatana dorsal do dragão de duas cabeças, algo em formato de espada é disparado em direção ao Reginleiv.

Mas as doze esferas de cristal, girando ao redor do Reginleiv feito satélites, defletem todas elas.

É a Espada Voadora em estado [Esfera]. Nesse estado, dá pra usar como tipo escudo que deflete qualquer ataque à distância.

— Certo, então. Já é hora de dar conta disso também. Tô preocupado com o lado do Ende e do pessoal, e as ordens de cavaleiros parecem tá tendo dificuldade também.

A situação da batalha está levemente favorável pro nosso lado. As espécies inferiores/intermediárias estão mais fortes do que eu esperava, e algumas ordens de cavaleiros estão levemente em desvantagem, mas, no geral, estamos ganhando.

Do lado da Sū e da Eruze e do pessoal, parece já ter resolvido também. Se elas voltarem pra apoiar as ordens de cavaleiros, vai ficar ainda mais favorável. Preciso me apressar também.

Abaixo de mim, o dragão de duas cabeças abre a grande boca em direção ao Reginleiv voando, e a luz começa a se concentrar dentro dela.

— Opa, não vou deixar isso acontecer.

As doze [Esferas] que estavam voando, transformo em formato de duas [Lanças de Investida], disparando em direção às duas bocas do dragão de duas cabeças.

"Gakya!", as duas [Lanças de Investida] cravadas na garganta se abrem feito guarda-chuva, começando a girar.

Avançando feito broca de escavação, as [Lanças de Investida] atravessam o interior da boca do dragão de duas cabeças, saindo pela nuca.

Da mandíbula das duas cabeças pra cima, surgem inúmeras rachaduras, desmoronando, "garagara", derretendo com fumaça preta.

Mas isso também começa a se regenerar na hora, voltando ao original. Bom, já sabia que ia regenerar, mas destruí mesmo assim.

— A posição do núcleo, hein…

Uso o "Olho Divino" pra investigar o corpo do dragão de duas cabeças. Peito e abdômen… e a cauda. Três, então. Meio trabalhoso, mas dá pra fazer.

Das [Lanças de Investida] que voltaram, pego uma na mão do Reginleiv, e a outra retorno temporariamente pro estado de vinte e quatro [Adagas].

E, fundindo essas uma atrás da outra na [Lança de Investida] na mão, transformo numa [Lança de Cavalaria Pesada] ainda maior.

— Certo, vamos.

Corro pelo ar segurando a [Lança de Cavalaria Pesada] em direção ao dragão de duas cabeças.

Colido de frente contra o peito do dragão de duas cabeças, esmigalhando o tórax dele em pedaços.

Como esperado, é resistente. Deve ter defesa mais reforçada que a cabeça. A [Lança de Cavalaria Pesada] girando também não avança tão bem assim. Esse desgraçado… criatura teimosa demais.

— [Liberação de Ki Divino]!

O Reginleiv se envolve em Ki Divino. Ao mesmo tempo, a resistência que havia até então desaparece, e a [Lança de Cavalaria Pesada] começa a avançar.

Logo, um núcleo vermelho de cerca de três metros de diâmetro toca a ponta da [Lança de Cavalaria Pesada].

— Estilhaça.

Acelero o Reginleiv, esmagando de uma vez aquele núcleo em pedaços.

Atravessando direto até o outro lado das costas, mudo de direção em 180 graus, e ataco de novo o dragão de duas cabeças, empunhando a [Lança de Cavalaria Pesada].

Dessa vez, miro o núcleo no abdômen.

De novo, a [Lança de Cavalaria Pesada] envolta em Ki Divino se crava nas costas do dragão de duas cabeças, avançando pelo interior do corpo.

E, à frente, o grande núcleo vermelho é perfurado sem misericórdia pela [Lança de Cavalaria Pesada], e o Reginleiv atravessa até o lado do abdômen.

— Com isso, acaba.

Feito flecha disparada, o Reginleiv voa em direção ao núcleo restante, na cauda.

O núcleo da cauda, com espessura incomparável comparado ao do peito e do abdômen, é perfurado com facilidade pela [Lança de Cavalaria Pesada], estilhaçando junto com a cauda toda.

Com todos os núcleos destruídos, o dragão de duas cabeças desmorona soltando fumaça preta arrastada.

Espalhando substância negra tipo lodo na areia, a espécie superior mutante derrete feito boneco de cera derretendo, "dorodoro".

— Foi mais fácil do que esperava, hein. Certo. Vou até o pessoal,

— «Touya-san! Direção das três horas, tem mutante!»

Diante da voz repentina da Yumina, olho na direção indicada, e vejo dois Cavaleiros Pesados sendo capturados e se debatendo, presos por uma espécie intermediária em formato de anêmona-do-mar.

Os tentáculos dourado-escuros engolem num instante os dois Cavaleiros Pesados, absorvendo-os completamente pro interior do corpo num piscar de olhos.

— Floura! E os pilotos!?

Lanço a voz em direção à Floura, do "Torreão da Alquimia", instalado na tenda de resgate emergencial na areia.

— «Tudo bem, viu. Os dois pilotos escaparam a salvo com o dispositivo de teletransporte de emergência, estão aqui, viu.»

Aliviado, respiro fundo. Dizem que sacrifício é inevitável em batalha, mas, mesmo assim, quero evitar isso ao máximo possível.

Quem foi engolido era da nossa ordem de cavaleiros. Foram alvo justamente por estarem apoiando outra ordem.

Aquele tipo de tentáculo pode ser oponente bem incômodo.

Tentando derrotar logo com o Reginleiv, empunho de novo a [Lança de Cavalaria Pesada], mas o comportamento da anêmona intermediária tá estranho.

A anêmona intermediária se afasta da areia, recuando pra parte rasa do mar.

Enquanto desconfio desse movimento, de repente surge rachadura no céu atrás da anêmona, e o espaço se estilhaça.

Dentro daquele espaço onde se espalha escuridão, a anêmona desaparece. E, feito filme sendo rebobinado, o espaço estilhaçado se restaura de volta ao original. Fugiu, será?

— Que negócio é esse afinal…?

Fico paralisado por um tempo diante desse comportamento inexplicável do mutante. No instante em que aquele espaço se rompeu, parecia ter alguém em pé dentro da escuridão… nova espécie dominante mutante, será…?

— …Não adianta ficar pensando. Por ora, vou terminar essa batalha.

Abro totalmente o canal de comunicação do Reginleiv.

— «Todas as espécies superiores foram derrotadas! A partir de agora, entramos na fase de limpeza! Cada um, aniquile sem exceção o inimigo à frente!»

— «««Ooh!!»»»

Um grito de guerra sobe de cada ordem de cavaleiros. Os Frame Gears, com moral elevado, abatem suas espadas contra o bando de espécies inferiores.

Já resolvi 80% da situação. Resta ver o lado do Ende e do pessoal…

Coloco a Espada Voadora em modo [Adaga], mandando em direção à ordem de cavaleiros que está sendo pressionada. Enquanto controlo a Espada Voadora voando em todas as direções, direciono o "Olho Divino" pro [Prison] instalado na areia.

Parece bisbilhotar, mas, sabe-se lá o que pode acontecer.

O "Olho Divino" capta o interior do [Prison]. Isolado do mundo externo, ali dentro, se desenrola uma batalha atípica.

— Reto. Ruto. Quanto tempo.

A Meru fala isso, mas os gêmeos espécies dominantes só mostram sorriso frio.

— Pedi que vocês dois auxiliassem o novo "Rei", isso não é como combinado.

— Ha. Cuidar daquele garotinho, nem brincando. Nós queríamos fazer coisa mais divertida.

— Por isso, entramos na conversa de viagem entre mundos da Yura. A Yura, o Gira, e essa Nei aqui, todos perseguiam você a sério, mas, pra nós, isso importava pouco. Só não queríamos perder a chance de exercer nosso poder à vontade no mundo pra onde íamos.

A sobrancelha fina da Meru se contrai levemente.

— Onde está a Yura agora? Ele é quem puxa todos os fios, não é?

— Sei lá. A gente não interfere muito um no outro. Depois que a Yura conseguiu esse "poder dourado", parece que anda fazendo várias coisas, mas não sei os detalhes. Nem preciso saber.

Nem pra esses gêmeos, que deveriam ser aliados, ele revela suas próprias ações. A Meru lembra que a Yura sempre teve esse lado sigiloso.

No "Mundo Cristalino", a Yura era técnico excelente, e também pesquisador. E, a Meru já tinha percebido, também era ambicioso insaciável.

Sempre sedento, faminto. Pra conseguir o que deseja, não escolhe meios, não hesita em sacrifício, nem se arrepende. Usa qualquer coisa que possa ser usada — homem feito demônio de gelo.

— Não importa o que a Yura tá pensando. Pra nós, contanto que a gente se divirta, tá bom. E aí? Já acabou a conversa? Se acabou, já vamos matar. Achamos que já não precisávamos mais do poder da ex-"Rainha", mas, já que tá bem na nossa frente, vamos ficar com ele mesmo.

— Encosta um dedo na Meru-sama, e eu esmago seu núcleo até virar pó.

— Não fala coisa que não consegue fazer.

A Nei se coloca diante da Reto, direcionando seus olhos revoltos de raiva pra ex-companheira que virou mutante.

Diante disso, a Reto sorri friamente, braços cruzados.

Ao lado dela, o irmão Ruto direciona o olhar pro Ende à sua frente.

— Da última vez deixei escapar, mas dessa vez vou te matar, Endemyuon. Se você morrer bem na frente da "Rainha", vai ser divertido, né. Como será que eu mato você, hein. Fico até em dúvida.

— Ah, eu também fico em dúvida. Em como vou socar esse idiota na minha frente.

Diante da provocação do Ruto, o Ende encolhe os ombros como se debochasse.

Não gostando disso, o Ruto direciona olhar afiado pro Ende, soltando voz grave.

— Hã? Parece que apanhou demais naquela vez. Ficou meio maluco da cabeça? Você, que nem conseguiu tocar um dedo em mim, como vai me socar?

— Ah, tipo, assim, chegando perto,

Sem nenhum movimento preparatório, o Ende se move num instante pra frente do Ruto.

— Q…!?

— Cravando fundo com tudo, assim.

O punho direito do Ende, com rotação aplicada, explode contra a bochecha esquerda do Ruto.

Torcendo o pescoço em direção estranha, o Ruto, atingido, é lançado longe, quicando várias vezes no chão.

— Ruto!?

Recebendo o grito da irmã, o Ruto, lançado rolando, colide contra a barreira do [Prison], só assim finalmente parando o movimento.

Se levantando na hora, o Ruto encara o garoto de cabelo branco que o socou. Na bochecha esquerda dele tinha se aberto uma rachadura profunda, mas se regenera imediatamente.

— Você… como ousa me socar…!

— Não fica bravo só por levar um soco, Ruto. Raiva embaça o julgamento. Perturbação do coração às vezes pode custar a vida, parece. Foi o mestre quem falou.

— Se achando demais…! Quem você pensa que é!

Diante da provocação do Ende, o Ruto chuta o chão e avança. Como revanche, dispara o próprio punho direito contra o garoto de cachecol.

Mas, no instante em que o punho explodiria no rosto dele, a mão esquerda erguida do Ende segura firme aquele punho.

— Q…!?

— Só isso? A Eruze com [Boost] é mais afiada que isso. Se nem isso eu conseguisse parar, o mestre ia me repreender.

Diante do Ruto de olhos arregalados, o Ende gira o corpo, e um violento chute giratório de costas se crava no abdômen dele.

— Gofu!?

O Ruto é lançado longe de novo pra trás. Rolando no chão, espalhando areia por toda parte.

— Ruto!

A irmã Reto tenta correr até o Ruto, mas a Nei e a Rise bloqueiam esse movimento.

— Vocês atrapalham! Saiam da frente!

A Reto transforma num instante o braço direito em lâmina, virando espada dourado-escura. E abate ela mesma contra a Nei à sua frente.

Mesmo que seja improviso, é lâmina envolta em Ki Divino do deus maligno. Sendo mera espécie dominante de Phrase, a Nei não teria como aguentar. Se não desviar, só resta ser cortada ao meio.

Mas, no instante seguinte, o que a Reto sentiu não foi a sensação de cortar um espécie dominante, e sim, "gaki!", uma resistência dura.

Olhando, a Nei erguia uma pequena espada, bloqueando o próprio braço-lâmina.

Recebendo a espada virada mutante dela mesma, a Nei sorri maliciosamente.

— Fiquei um pouco insegura, mas, de fato, como o Touya disse, consegui bloquear.

— O que é essa espada!?

Duas, três vezes, a Reto abate a lâmina dourado-escura, mas não consegue cortar a espada branco-prateada que a Nei segura. Faz sentido, a espada que a Nei tinha não era espada qualquer.

É a espada dupla, tesouro divino, que estava no mundo de onde o Ende fugiu, derrotado pelos irmãos Reto e Ruto.

Depois disso, foi recuperada pelo Touya, mas, dessa vez apenas, foi emprestada às irmãs Nei e Rise.

Espécie dominante, mas ainda é Phrase. Existe possibilidade de ser "devorada" pela Reto e o Ruto, mutantes. Como uma das medidas contra isso, o Touya emprestou às duas a espada divina que dormia no próprio [Storage].

Claro, já tinha obtido permissão dos deuses terrestres.

— Já pensava isso há tempos, mas você é reeealmente irritante. Especialmente a parte que fica reclamando de tudo com a gente, e atrapalhando sempre.

— Que coincidência. Eu também não gostava de vocês. O jeito egoísta, a falta de respeito com a Meru-sama. Antes éramos companheiras, mas agora somos inimigas. Posso enfrentar você sem hesitação.

— Essa parte é irritante mesmo, francamente!

A Reto lança golpes contínuos com o braço-lâmina dourado-escuro.

Mesmo manejando espada divina, capacidade física e poder destrutivo, o outro lado é superior. A Nei mal consegue segurar aquela lâmina.

Mas, do ponto cego da Reto, que estava em ofensiva, outra espada divina desenha um arco. Corta com perfeição o braço-lâmina da Reto, salvando a Nei da situação crítica.

O braço direito da Reto, caído no chão, derrete, "dorodoro".

— Che…! É verdade, esqueci que você também tava aqui. Mulher de presença fraca como sempre…!

O braço direito da Reto, recuando pra trás, se regenera num piscar de olhos.

Diante dela, estava a Rise, empunhando a espada divina que cortou o braço.

— Tudo bem, Nei?

— Ah. De algum jeito, sim. Não podia ter entrado mais cedo?

— Vocês pareciam se divertir na conversa, achei que atrapalharia.

— Que parte disso soou como conversa divertida…?

Diante da fala da irmã caçula, que não dá pra saber se é a sério ou brincadeira, a Nei fica com voz de espanto.

A Rise, desde a época no "Mundo Cristalino", sempre foi excêntrica.

Não é criatura má, mas costuma agir de forma imprevisível. No início, achava que estava ao lado da Yura junto com a Nei, mas, sem perceber, já tinha ido pro lado do Ende.

A Nei achava que talvez ela tivesse sido enrolada pelo Ende, mas também considerava alta a possibilidade de ela ter seguido por vontade própria. Bom, de qualquer forma, o culpado raiz é aquele homem leviano, então já tinha decidido no coração que ia socá-lo.

— Ran, duas contra mim, é. Tá bem. Se é assim que vocês querem, vamos lá então…!

O corpo da Reto se cobre, "mekimeki", de metal dourado-escuro. Algo tipo armadura angular se equipa no braço, perna, tronco.

Exceto o rosto, tudo fica coberto por essa armadura. Deve ser versão reforçada do "Armamento de Cristal", modo de combate das espécies dominantes.

— Não brinca comigo… perdedora, lixo derrotado! Gaaaaaaaaaah!

Ouvindo essa voz, a Nei e o pessoal direcionam o olhar, e veem o Ruto, que enfrentava o Ende, também começando a se armar completamente. Faz sentido serem gêmeos, hein.

— Reiniciando. Dessa vez, com certeza, vou te matar.

— Vou esmagar até o núcleo em pó. Tá preparado?

Reto VS Nei & Rise.

Ruto VS Ende.

Os dois confrontos, num canto do [Prison], a "Rainha" de Phrase observava em silêncio.


💚 Gostou do capítulo?

Um PIX rápido ajuda demais a manter o site no ar. Arrecadado esse mês: R$ ...

Fazer um PIX

Comentários

Opções

não funciona no modo escuro
Redefinir