Capítulo 600 – A Luta de Pai e Filho, e os Dois Gorudo
Junto com o Kohaku carregando o Kuon, aplicando [Levitação], puxando com [Fly], viso o topo mais alto da torre de árvore.
『Mocinho, do lado direito, vem vindo lagartixa desgraçada』
Diante da voz da "Coroa" "Prata" na cintura do Kuon, Silvā, direciono olhar pro lado direito, e vejo dragão fundido-máquina tipo Pteranodon, "gyāgyā" grasnando, vindo em direção pra cá.
— [Vento venha, redemoinho de tempestade, Saikuron Sutōmu]
『Gyowaaaaa!?』
Recebendo a lâmina de magia de vento disparada por mim, algumas dezenas de dragões fundidos-máquina, com asa completamente rasgada, caem em direção ao chão.
Mesmo assim, com certeza, morreriam com o impacto da queda, mas, pensando que causaria incômodo pro pessoal embaixo, disparo adicional de [Faiā Sutōmu], queimando tudo até o fim.
Nosso lado tá com pressa. Não atrapalha.
『Oo… como esperado do papai do mocinho. Sem nem um pingo de piedade…』
— Encontrando inimigo e derrotando, acho que é coisa comum, não?
『Bom, é isso mesmo, viu…』
Levando comigo o Kuon e o pessoal conversando algo, continuo subindo cada vez mais alto.
Eventualmente, chego até altura maior que o topo mais alto da torre de árvore, e o topo da torre, sua forma completa, se revela.
— Isso é…
— Uuum…
Como direi, afinal, o que tava no topo da torre de árvore era um bloco de raiz redondo grande, esférico.
Se comparar, seria tipo tumbleweed… aquele negócio soprado pelo vento em filme de faroeste, rolando pela terra árida. Igual isso, várias raízes entrelaçadas em todas as direções, virando esfera grande.
— Feito trancado dentro de casca, pra não deixar ninguém se aproximar, hein.
Trancado dentro de casca, é. Provavelmente, deve ser exatamente isso mesmo. Talvez seja manifestação da resistência deles, sem deixar ninguém atrapalhar.
— O que fazemos?
— …Por ora, vou tentar queimar. [Fogo venha, disparo vermelho contínuo, Faiā Aroo]
Disparo umas três flechas de fogo em direção ao tumbleweed gigante embaixo.
Mas, apesar do fogo ter acertado, a raiz de árvore não queima nem um pouco. Ou melhor, a magia foi convertida em mana, absorvida? Não pode ser, será que essa árvore em si diminui a concentração de mana daqui, afastando os espíritos?
— …Parece impossível, hein.
— Bom, se isso queimasse, a torre em si também deveria queimar, afinal.
Por ora, desço até o chão junto com o Kohaku carregando o Kuon, e eu também aterrisso no topo.
Sob os pés também tem bloco de raiz de árvore, então, por precaução, fico alerta. Se, sem perceber, a raiz agarrasse meu pé, "shuru!", seria coisa séria.
O tumbleweed erguido diante dos olhos é maior que o castelo de Brunhild. Castelo do apóstolo do deus maligno, digamos assim?
Se queimar não deu certo, então… vou cortar, é?
Experimentando, transformando material cristalino que tava no [Storage] em formato de machadinha, golpeando na raiz do tumbleweed, tinha resistência pra machado de material cristalino, mas consigo cortar direitinho.
— Sendo que magia não funciona, só resta cortar manualmente mesmo, hein… nn!?
Pensando "trabalhoso, hein", quando olho pro lado do Kuon, ele, descendo do Kohaku, segurava algo tipo espada grossa tipo motosserra.
Opa!? Isso é aquela motosserra usada no Frame Gear quando lutamos contra o Dragão Árvore Igudorashiru!?
— Parece que a Kūn-anē-sama fez de quinto, aproveitando, uma versão pequena pra uso humano, e fui obrigado a levar junto com a Furei-anē-sama. Achei que ia virar item esquecido morto no [Storage] do smartphone, mas ainda bem que serviu de algo.
Falando isso, o Kuon balança algumas vezes a espada-motosserra… Chein Burēdo, e, "supapapan", a parede de raiz diante dos olhos se despedaça, cortada em formato quadrado, virando entrada.
Estranho. Não é o jeito de cortar de motosserra que eu conheço.
— Abriu, viu.
— Ah, uhum…
Entramos pela entrada cortada em quadrado.
Achando que dentro seria escuro, mas, de todo canto da raiz, cresce algo tipo flor redonda, brilhando verde-claro. Razoavelmente claro, então acho que não precisa de [Light].
Dentro é igual à imagem que vi com o Doutor e o pessoal antes, no centro, tem altar grande tipo pirâmide, e, em cima disso, aquela luz suspeita brilhava.
Será que ali tá o Gorudo e o apóstolo do deus maligno?
Pensando em voar de uma vez com [Fly], mas o campo de mana envolvendo meu corpo é sugado pela raiz embaixo.
— Dentro dessa cúpula de raiz, parece que não dá pra usar magia, hein.
O Kuon esfrega o pé na raiz. …Ah, testou [Slip], é.
— E o olho mágico?
— Provavelmente, [Esmagamento] ou [Fixação], coisas que exercem efeito no adversário, só tem pouco efeito mesmo. Se for algo tipo [Presciência], usado em mim mesmo, tá tudo bem.
Toda vez que o Kuon pisca, a cor do olho muda. Também confirmo, e parece que magia tipo [Boost] ou [Accel], usada em mim mesmo, funciona. Basicamente, essas usam a mana interna do corpo, afinal.
— Ativa, então não é que não funciona, mas é só um instante. [Slip] também, se acertar bem o timing, talvez dê pra fazer cair também.
— De qualquer forma, voar tá impossível, hein…
Ergo o olhar pra pirâmide de pé diante dos olhos. Educadamente, tem algo tipo escada, então dá pra subir, mas não vai ser que, de repente, isso vira ladeira, tipo armadilha desse tipo… não vai, né?
Lembro do mecanismo de programa de comédia antigo que vi na internet, franzindo a testa.
— Kohaku, dá pra fazer?
『Claro que sim』
Quando monto atrás do Kuon, o Kohaku corre com ferocidade em direção à pirâmide.
『Mu』
O espaço diante do Kohaku correndo se distorce, "gunyari". O que salta pra fora dali é dragão fundido-máquina com corpo mecanizado.
Só que, não é tipo Tyrannosaurus, é dragão fundido-máquina exatamente igual a Triceratops, com três chifres grandes.
『Burorooo!』
『Idiota』
O Kohaku, erguendo grande a pata dianteira, com o ímpeto, golpeia pra baixo.
Algo tipo lâmina de onda de choque disparada dessa garra grande corta verticalmente o corpo do Triceratops.
O cadáver do Triceratops, perdendo o ímpeto, cai no local, jorrando quantidade absurda de sangue.
Feito desviando de algo sujo, o Kohaku salta por cima disso com leveza.
— Pai, ali também.
— Não importa o que fizer, tá decidido a não deixar a gente se aproximar mesmo?
Na direção que o Kuon direciona olhar, o espaço também se distorce, aparecendo novo Triceratops.
Um atrás do outro, do espaço distorcido ao nosso redor, o dragão fundido-máquina Triceratops é invocado. Como esperado, só com o Kohaku, isso é impossível mesmo.
Fun, olho por olho, invocação por invocação.
— Vem! Sango, Kokuyō, Ruri, Kōgyoku!
Estalando o dedo, invoco as quatro feras divinas nesse local.
『Ho, isso, isso』
『Aran, tem bastante colega da Ruri-chan, hein』
『Esses aí não são dragão nenhum. Não zomba de mim, Kokuyō』
『Meu senhor, ordene』
As quatro feras divinas, aparecendo na forma pequena de sempre, junto com pequena fumaça, "pon!", mudam pra forma original gigante.
— Peço pra lidar com esses aí. Aqui quase não tem mana, então magia de longo alcance não faz efeito, tomem cuidado.
Junto com eu falar isso, da boca do Kokuyō, lâmina de fluxo d'água, e da boca do Ruri, bafo de fogo, disparam, cortando e queimando o Triceratops próximo.
Opa?
『Isso aqui é liberado transformando poder divino interno, então não tem relação com concentração de mana, viu. Nós somos "feras divinas" contratadas, provisoriamente, com "deus" de verdade mesmo, sabia?』
Aa, entendi… espera, opa? Se for isso, será que, usando poder divino, dava pra voar com [Fly]…?
— O que foi?
— Não, nada…
O Kuon se vira, olhando pra mim, mas finjo não saber. Não percebi mesmo… vergonhoso… espero que meu rosto não tenha ficado vermelho…
Voar agora também seria vergonhoso, então vou correndo mesmo assim.
『Meu senhor, aqui deixo a seu cargo』
— C, certo! Kohaku, vamos!
『Como desejar』
Aproveitando a fala do Ruri, faço o Kohaku correr. Não é que tô disfarçando. Uhum.
『Bom, como vou temperar isso, hein』
『Vou cortar em pedacinhos, viu』
『Lagartixa desse tipo, saiba seu lugar』
『Vou queimar até o fim』
Atrás, depois dessas quatro vozes confiáveis, junto com rugido do bafo do Ruri e som estrondoso do fluxo d'água do Kokuyō, ecoa grito agonizante do Triceratops. Namu namu.
De novo percebo, mas, virando eu completamente raça divina, o Kohaku e o pessoal, feras invocadas contratadas, também viraram subordinados meus, e o poder deles parece ter subido bastante também.
Exercendo esse poder plenamente, com as feras invocadas se soltando à vontade nas costas, o Kohaku corre em direção à pirâmide diante dos olhos.
A ladeira de subida, formada por tronco de árvore tipo escada, feito saltando, o Kohaku dispara correndo em direção ao topo.
A luz visível no topo, sinto que fica cada vez mais brilhante. Esses caras, afinal, o que tão fazendo, hein.
Quando subimos metade da ladeira de subida, aparece, feito bloqueando o caminho, soldado fundido-máquina com cabeça de falcão ou cachorro.
『Não atrapalha!』
A onda de choque nascida do rugido do Kohaku lança longe de uma vez os soldados fundidos-máquina diante dos olhos.
O soldado fundido-máquina que não conseguiu ser lançado longe, eu perfuro com a Buryunhirude, e o Kohaku, sem parar, dispara subindo a escada da pirâmide.
Eventualmente, o que chegamos ao topo vemos é espaço estranho, com algo tipo grande anel colocado verticalmente no meio do espaço amplo tipo praça.
O centro do anel, que deveria estar vazio, oco, por algum motivo, tava cheio de escuridão, e, o centro disso, brilhava luz ofuscante. O que é aquilo, afinal?
『Nu!?』
O Kohaku, carregando a gente, de repente, salta pra trás.
E, no chão onde estávamos até agora, algumas penas douradas cravam, "kakaka!".
No instante que crava, a pena, feito balão d'água estourando, vira algo tipo grudento, expandindo, dissolvendo a raiz do chão, "juoo…", feito ácido.
Essas penas são…!
Direcionando olhar pra cima, dentro da raiz do tumbleweed, contraluz pela luz brilhando no centro, consigo ver a silhueta flutuando no ar.
Corpo pequeno dourado, com os dois olhos brilhando vermelho. Da mochila nas costas, quatro asas douradas grandes abertas.
O "Coroa" "Dourado", Gorudo, permanecia flutuando no ar, olhando com desprezo pra gente.
『Não pensei que chegariam ATÉ aqui. Mas ninguém vai atrapalhar meu propósito. [Transição de Existência Paralela]』
A figura do Gorudo flutuando no ar treme, dividindo-se em dois lados, virando dois Gorudo.
Gōrudo… não, é diferente. Clone… habilidade do "Coroa" "Preto", é…!
O "Coroa" "Preto", Nowāru, consegue chamar de mundo paralelo versão de si mesmo com eixo temporal diferente, fixando a existência.
Com isso, fica possível criar existência igual a si mesmo de alguns segundos antes, ou de alguns segundos depois.
Naturalmente, isso exige "compensação" grande. Sacrificando "tempo vivido" do contratante, rejuvenescendo essa pessoa.
À primeira vista, parece invejável, mas, um passo errado, é "compensação" assustadora capaz de reverter até embrião.
Algumas penas nas costas do Gorudo viram cinza, caindo no chão de raiz de árvore, desmoronando feito areia, desaparecendo.
Inúmeros Slime de Orichalcum contidos na pena, provavelmente, devem ter acabado de pagar "compensação".
『『[Pena da Gula]』』
Dos dois Gorudo, dispara-se pena dourada.
— Kohaku, desvia!
『Entendido!』
Aquela pena tem capacidade de predação. Absorvendo o que toca, virando força própria. Se, descuidado, bloquear com espada, a espada seria devorada.
O Kohaku, carregando a gente, foge da pena atacando. A pena cravada no chão de raiz estoura, virando objeto tipo líquido viscoso, dissolvendo e absorvendo parte da raiz de árvore.
『[Mudança] · [Machado de Guerra]』
『[Mudança] · [Espada Longa]』
Os dois Gorudo mudam a armadura da mão direita, cada um, feito bala derretendo, "gunyari", transformando pra formato de machado e espada.
Saltando das costas do Kohaku, disparo bala da Buryunhirude em direção ao Gorudo segurando o machado, chamando atenção pra cá.
Conforme planejado, o Gorudo com o machado empunhado voa em direção pra cá.
O machado golpeado pra baixo, eu bloqueio com a Buryunhirude em modo lâmina.
『Idiota. Devora, [Gula]』
O machado bloqueado se enrola feito tentáculo na Buryunhirude. Igual quando foi com a Yakumo, provavelmente, deve tá tentando [Corrosão] no meu poder divino, mas…
— Já tenho contramedida preparada, viu. [Liberação da Autoridade Divina]!
『Gu!?』
Meu corpo e a Buryunhirude ganham brilho cor platina.
O tentáculo do Gorudo recebendo a luz é repelido, "bachi!", com som.
[Liberação da Autoridade Divina] dá ao poder divino que envolve o corpo propriedade de repelir o poder divino do adversário.
Primeiro, o motivo de eu não poder usar poder divino é relacionado a deus maligno, e não foi dito que não posso usar se for poder do deus caído, deus da corrosão.
Porque o poder do deus maligno é poder nascido na terra, mas o poder do deus caído é poder nascido no mundo dos deuses.
Contra poder de deus caído, contrapor com poder de deus não tem problema. Poder de deus caído é coisa que não deveria estar na terra.
…Mas, cadê o apóstolo do deus maligno, afinal? Achava com certeza que estaria aqui, mas…
『Maldiçã…! Como imaginei, deveria ter eliminado você primeiro…!』
Quando o Gorudo desce ao chão, tocando com as duas mãos a raiz sob os pés, "gyurugyuru", a raiz se enrola nas duas mãos, criando braço tipo gigante, incompatível com o corpo pequeno dele.
『[Criação de Braço de Árvore]』
"Bun!", soco grande é disparado. Como esperado, impossível bloquear com a Buryunhirude, então salto desviando isso, e, "gogan!", a raiz de árvore presente naquele lugar é escavada.
Feito causando pequena explosão… a raiz de árvore no chão solta fumaça, "busubusu", e, quando olho, os dois braços grandes do Gorudo, feitos de árvore, tavam envoltos em chama.
Esse fogo e essa força são… habilidade de Coroa "Vermelho"!
『Já falta pouco… já falta pouco mesmo! Não vou deixar atrapalhar…!』
— Você é, afinal…
Diante desse olho vermelho impregnado de loucura, de novo, coloco a Buryunhirude em posição.
『Devora, [Gula]』
『Assim não vai dar certo, oras! Segundo Selo, liberar!』
A espada do Gorudo tentando [Corrosão] no Kuon é lançada longe pela Silvā.
A lâmina brilhando levemente rejeita o tentáculo do Gorudo. Isso protegia, feito barreira, o Kuon segurando a Silvā.
Esse poder não é habilidade da Silvā, e sim barreira que amplifica e converte a mana do Kuon. A Silvā, digamos, tem papel de amplificador.
Pela habilidade do artefato divino que o Kuon possui, [Anulação de Poder Divino], o poder de [Corrosão] não se manifesta, sendo repelido pela barreira da Silvā.
『Some!』
Recebendo a onda de choque disparada pelo Kohaku, o Gorudo é lançado longe, mas, no ar, ajustando a postura, permanece flutuando no local. Aquele olho vermelho se direciona pra espada prateada segurada pelo Kuon.
『Essa espada… não pode ser, é a "Infinito"?』
『Ora ora, nunca imaginei que fracasso feito eu seria lembrado, que alegria. Faz tempo, hein, será que devo chamar assim, Criador?』
Com fala impregnada de bastante ironia, direciona-se ao Gorudo a "Coroa" "Prata", Infinito Silvā.
Sendo golem tipo arma com vontade própria, criado por Kuromu Ranshesu, mas, no meio do caminho, o desenvolvimento foi abandonado, descartado, será que ainda guarda rancor disso até hoje? Pensa isso o Kuon.
『Fracasso? Você é só coisa que teve o desenvolvimento interrompido. Não penso que seja fracasso especialmente. Mas pensava que gastou tempo e recurso à toa』
『Kaa! Essa fala irritante! Esse cara não mudou nada, viu! Mocinho! Dá uma lição nele!』
— Eu, é? Bom, tudo bem, mas…
Inclinando levemente a cabeça, o Kuon golpeia pra baixo a Silvā em direção ao Gorudo.
O Gorudo bloqueia isso com a espada do braço direito transformado.
Golem dourado e menino, trocando golpes de espada intensamente.
Nesse momento, o Gorudo não tinha percebido. O olho direito do menino brilhava, "chokochoko", cor vermelho-dourado.
De repente, chega o momento. Na espada do Gorudo, chocada, entra rachadura, "pikiri".
『!?』
No meio do choque contínuo. Mesmo com rachadura entrando, não dá pra parar o próximo golpe.
No segundo golpe, chocando, a espada do Gorudo, "bakya!", quebra, se partindo. É efeito do olho mágico de [Esmagamento] do Kuon e do aumento de magia aplicada da Silvā.
Continuando, o corte disparado pelo Kuon, o Gorudo desvia criando distância.
『Que tal, hein! A combinação do olho mágico manhoso do mocinho com o meu!』
— …Quem que é manhoso, hein?
『Uoaaa!? N, isso agora foi força de expressão!』
O Kuon, com sorriso satisfeito, bate a Silvā latindo, "pechipechi", com a espada do artefato divino que tinha na outra mão.
Se cortado com artefato divino carregando poder divino, mesmo a Silvā, se partiria ao meio. Diante desse medo, a Silvā treme.
A propósito, "manhoso" significa "esperto pra tirar proveito", "malandro sem escrúpulo, astuto".
O Kuon ativava o olho mágico a cada instante do choque de espadas. Nesse território, magia não funciona… ou melhor, precisamente, dissipa rapidamente.
Por isso, decidiu ativar o olho mágico só no instante que a espada do adversário tocava. Mesmo assim, o efeito é fraco, exigindo vários choques consecutivos.
Olhando pra espada do braço direito quebrada, o Gorudo, imediatamente, dali mesmo, nova espada cresce, "nyokinyoki".
『Olho mágico… órgão de ativação de magia por reconhecimento visual, é? Efeito fraco mesmo. Sem problema』
『Tsc, essa capacidade de regeneração… é a do "Roxo", né… pegando o melhor de cada Coroa, isso já é covardia demais, viu』
Dando corpo imortal ao contratante, e o próprio dono também tendo alta capacidade de regeneração, "Coroa" "Roxo", Fanátiku Viora. Como "compensação" disso, o contratante tem a mente desgastada, virando eventualmente pessoa vegetativa.
Da unidade de suporte nas costas do Gorudo, Kerubimu, algumas penas douradas perdem a cor, caindo, virando areia. Milhares de slime tipo célula, provavelmente, devem ter pagado a "compensação".
『Criança de olho mágico, não atrapalha meu propósito. Some, [Emissão de Fóton]』
"Popopopo", ao redor do Gorudo, flutuam esferas de luz. Eventualmente, isso vira vários feixes de luz, disparados de uma vez em direção ao Kuon.
— [Armamento do Artefato Divino]
Quando o Kuon murmura isso, a espada tipo espada-arma que segurava se desfaz num instante em fio cor platina, sendo tecida de novo em forma de escudo grande.
Comparado ao escudo que a irmã mais nova Sutefu usa, o artefato divino transformado em escudo levemente maior bloqueia firmemente o laser disparado.
『Nu…!』
Primeiro, esse artefato divino só muda pra nove formatos, e não é que um formato seja arma exclusiva de uma criança específica. Consegue usar sem problema até arma que não é a especialidade.
— Falando várias coisas com tom de superioridade, hein… fantasma do passado, deveria desaparecer como fantasma logo de vez, não acha? Se quiser, posso ajudar, sabia?
『Você…!』
『Hyuu! Independente de quantas vezes eu ouço, a provocação do mocinho não perdoa nada mesmo! Ouviu isso, seu velho Kuromu! Que era pra sumir logo!』
Aproveitando a fala do Kuon, a Silvā embarca, provocando ainda mais.
Embaixo disso, "esse jeito ruim de personalidade herdou do pai mesmo, hein"… o Kohaku fazia sozinho essa análise fria.
『Tá bem… se for isso, não vou mais poupar…!』
As quatro asas da Kerubimu nas costas do Gorudo se abrem ainda mais, e, atrás disso, vários anéis de luz flutuam. Feito a luz girando, ao redor, faísca crepita, "bachibachi".
『N, apareceu algo bem sinistro, hein… eu que provoquei, mas, tá tudo bem mesmo, mocinho…?』
— Bom, deve tá tudo bem. Também tenho arma secreta, afinal.
『Arma secreta…?』
Diante da voz duvidosa da Silvā, o Kuon só sorri.