Kuma Kuma Kuma Bear – Capítulo 93

A Ursa Caça o kraken

No dia seguinte à minha pequena sessão de brainstorming, fui até a guilda dos aventureiros para conseguir permissão para agir. Os funcionários da guilda corriam de um lado para o outro exatamente como no dia anterior. Era tão estranho ver que metade do trabalho sendo feito ali era para uma guilda completamente diferente, embora o pessoal da guilda comercial estivesse seguindo as instruções da Atola à risca.

Avistei Atola, ocupada como sempre, e puxei conversa.

— Yuna, o que houve?

— Posso te perguntar uma coisa rapidinho? Por favor? Preciso pedir um favor.

— Para você? Qualquer coisa.

Oh. Qualquer coisa? Se eu fosse um cara, acho que teria reagido diferente. Err. Tá, esse foi um pensamento esquisito, né? Era o suficiente para me fazer querer gritar: Por favor, tira esses melões da minha cara. Não é como se eu estivesse com ciúmes nem nada, ok?

— Podemos falar longe das outras pessoas? — perguntei, olhando ao redor.

Ela assentiu e me levou para um quartinho nos fundos.

— Está meio bagunçado, mas pode se sentar.

Havia pilhas e mais pilhas de documentos. Eram todos de trabalho? Uau, isso se acumulou rápido, tipo… em um dia? Será que Atola sequer dormiu?

— Então, o que você queria me perguntar?

— É sobre o kraken. Sobre derrotá-lo e tudo mais.

Atola franziu os lábios.

— Uh. Desculpa. Foram dias longos. Acho que ouvi errado. Parece que você disse que quer lutar contra o kraken. O que seria loucura. E burrice.

— Não, foi isso mesmo que eu disse.

— Foi isso que você… ok, não, você não pode estar falando sério.

— Mas agora eu tenho um motivo.

— Que motivo? É algo que valha arriscar sua vida?

— É… pessoal.

Soou bem mais legal do que “eu quero lutar por arroz, shoyu e missô”.

— Você queria me pedir para te emprestar algumas pessoas para ajudar porque você vai derrotar o kraken? Porque eu não posso, Yuna. Não há um único aventureiro que possa lutar contra um kraken. Blitz e os outros talvez conseguissem te dar uma mão, mas acabei pedindo para eles fazerem outra coisa ontem.

Eu sabia disso. Eu os vi partindo ontem.

— Eu sei — eu disse — eu vi quando eles saíram. Não se preocupe. Eu vou enfrentar sozinha.

Atola veio até mim e colocou a mão na minha testa.

— Parece que você não está com febre. Yuna, um kraken não é um monstro que se derrota sozinho — nem você conseguiria, e olha que não importa quantos bandidos você já capturou.

De fato, nem no jogo dava para solar esse tipo de monstro.

— Imagino que eu não consigo simplesmente pedir para você confiar em mim, né?

— Bem, qual a chance de você vencer?

— Se o kraken aparecer em um certo lugar, eu consigo derrotá-lo com certeza.

Atola olhou fundo nos meus olhos por um momento… e finalmente suspirou.

— Argh, tudo bem. O que eu devo fazer?

— Na estrada onde os bandidos estavam, existe um penhasco enorme voltado para o mar, certo?

— Certo.

— Quero lutar lá. Preciso que você garanta que ninguém chegue perto. Vai ser perigoso naquele dia, então quero que ninguém sequer chegue perto da costa.

— Como você pretende trazer o kraken até lá?

Eu contei que ia preparar uma isca.

— Mas não sei se vou conseguir pescar ele.

— Yuna… ninguém jamais pensou em pescar um kraken, muito menos tentou. E mesmo que você consiga atrair, ele pode fugir, certo?

— Não vou deixar isso acontecer.

Quando ele chegasse perto do penhasco, estaria no meu território.

— Hmm. Se você tem certeza. Me dê um tempo. Vou fazer algumas negociações.

— Obrigada.

— Não precisa agradecer. Você está fazendo isso por todos nós.

(Eu estava fazendo pelo meu estômago, na verdade, mas ela não precisava saber.)

— Ah — ela continuou — eu queria te pedir lobos adicionais. Isso definitivamente ajudaria a me convencer.

Fácil. Disse que podia produzir mil, até dois mil — mas ela só pediu duzentos. Ah, bem.

No dia seguinte, Atola foi até a hospedaria.

— Como prometido, os moradores serão impedidos de sair da cidade daqui a dois dias.

— Uhh, não leve a mal, mas eu tô impressionada que você conseguiu tão rápido.

Quero dizer… eu pedi isso só ontem. Achei que demoraria bem mais.

— Eu só precisei convencer o pescador mais velho. Lidaremos com o resto pela guilda dos aventureiros. Sem problemas.

— Não acredito que o pescador aceitou isso tão facilmente.

pescadores não era supostamente velhos durões?

— O pescador mais velho aceitaria qualquer coisa se fosse você pedindo. Você trouxe comida, eliminou os bandidos e ainda salvou os prisioneiros. Também desmantelou a tirania da guilda comercial.

— A guilda comercial não tem nada a ver comigo.

— Nada disso. Você trouxe comida e derrotou os bandidos — foi assim que os crimes deles foram revelados. Por isso o velhote está disposto a te ouvir. Ele deixou uma mensagem para você também. Ahem: “Não se esforce demais. Sou grato a você, garota urso. Não faço ideia de como vai derrotar aquele monstrengo, mas é só me avisar quando precisar de ajuda.”

Nunca imaginei que aquele rabugento diria algo assim.

Uau. Agora eu realmente espero que ninguém descubra que estou lutando pelo arroz.

— Você não contou para ele que eu vou lutar contra o kraken, né?

— Tive que contar, para convencer. Pedi para ele não comentar com ninguém, então vai ficar tudo bem. Se o povo descobrir, vai ser um caos.

Sem brincadeira.

No dia da luta, acordei bem cedo e olhei pela janela do meu quarto. Estava ensolarado; ótimo clima para uma batalha.

Quando desci, encontrei Deigha.

— Senhorita, vai aonde hoje?

— Vou dar uma caminhada. Algum problema?

Eu não podia simplesmente dizer “vou ali enfrentar o kraken”.

— Caminhada, huh. Então eu vou preparar um café da manhã delicioso para você, então coma bastante.

— Sua comida é sempre deliciosa, Deigha.

Isso não era mentira. Todas as refeições dele eram incríveis, e o arroz… perfeito.

— Você vai me fazer chorar, menina! — ele fungou, enxugando os olhos com suas mãos enormes.

— Vou deixar o jantar pronto, então você volte, hein?

— Eu volto antes do jantar.

Era isso que ele queria dizer, certo? Ou estava preocupado com eu pagar a hospedagem? Acho que eu era a única cliente dele, afinal.

Quando fui até a saída do porto, Atola e vários funcionários da guilda estavam lá.

— Bom dia — eu disse.

E todos me cumprimentaram de volta. Ela não tinha contado a eles… tinha?

— Então — disse Atola — estou indo. Não importa o que aconteça, ninguém pode vir para cá.

Ela estava indo? Indo onde exatamente?

— Você não está planejando vir comigo, né, Atola?

— Claro que estou. Não tem como te deixar ir sozinha.

— É perigoso.

— Se as coisas ficarem feias, eu te pego e fujo. Vai ficar tudo bem.

— Eu vou ficar bem. Você pode fugir sozinha se ficar perigoso, ok?

Depois de sairmos da cidade, invoquei Kumayuru e Kumakyu.

— Esses são seus invocados?

Como não dava para esconder, contei a Atola sobre os ursos.

— Pode montar no preto.

— Tem certeza?

— Sim. Quero derrotar isso rápido e voltar.

— Que reconfortante.

Subi na Kumakyu e fomos até o penhasco onde eu planejava lutar contra o kraken. Enquanto isso, eu observava o mar. Estava tão calmo. Difícil imaginar que havia um kraken lá fora — mas tinham visto um bem longe no dia anterior.

— Ei, Yuna, por que você está fazendo tanto por nós? Você não tem ligação com este lugar. Você não tem amigos aqui. Não consigo entender por que quer lutar com o kraken.

Ela me olhou tão seriamente. Sim, eu realmente não podia dizer “por arroz, shoyu e missô”.

— Eu tenho muitos amigos aqui. Você, Deigha, Yuula e Damon.

Era verdade, não era? Até Atola, que eu achei ridícula no começo, era bem gentil. E Deigha parecia realmente preocupado comigo.

Arroz à parte, eu realmente queria ajudar.

— Obrigada. Fico feliz em ouvir isso, mas por favor, não faça nada imprudente.

Finalmente chegamos ao penhasco.

— Você vai lutar aqui? — ela perguntou.

— Só se o kraken vier.

Tirei a isca que usaria para atrair o kraken: o corpo do wyrm que derrotei quando enfrentei os dez mil monstros na capital. Como o tempo ficava suspenso no meu armazenamento, ele ainda estava fresco.

— Es—isso é o quê?!

Atola quase surtou ao ver o wyrm.

— É um wyrm.

— Certo, sim, é… é mesmo. Mas como? Os lobos já eram estranhos, mas o que é essa sua bolsa de itens?

— É uma bolsa de alta qualidade.

— Você está cheia de surpresas, não é? Entendo por que você tinha o selo de Elfanica. Mas o que vai fazer com esse wyrm?

— É isca de kraken.

— E você vai desperdiçar isso assim?! Carne de wyrm é uma iguaria, e as partes valem muito dinheiro.

Ugh, eu sabia — as pessoas comiam isso. Tudo bem. Eu não precisava de dinheiro.

— Se esse wyrm puder salvar a vila, é um preço barato.

Soou mais legal na minha cabeça. Honestamente, eu só não queria comer isso, e vender atrairia atenção demais.

— Yuna, você é tão…

Ok, vamos lá.

Usei magia de gelo para congelar a metade inferior do wyrm e pendurá-lo na beirada do penhasco. A metade inferior ficou submersa no mar.

Eu já tinha visto gente pescando com minhocas na TV. Wyrms eram meio parecidos com minhocas, né? E krakens comiam humanos; deveriam comer wyrms também. O wyrm era grande e fresco, então o cheiro deveria se espalhar fácil pela água.

Se desse certo, o kraken viria direto até nós.

Se não desse, eu teria que montar nos meus ursos e lutar sobre a água. Mas isso era arriscado demais.

— Ele ainda não veio.

Já tinha passado um tempo desde que pendurei o wyrm. Eu estava sentada entre Kumayuru e Kumakyu, olhando o mar tranquilo. Talvez eu realmente não pudesse pescar um kraken com um wyrm.

— É preciso paciência quando se pesca — disse Atola. — Continue observando.

Ugh. Eu acho? Sou uma hikikomori, como eu deveria saber? Nunca pesquei antes. Esperar o peixe morder era chato, e eu estava ficando com sono ali, deitada nos meus ursos.

Mas então…

As ondas estavam mais altas, ou era impressão minha?

Meus ursos começaram a fazer barulhinhos ao ver aquilo.

Levantei e continuei observando, como Atola disse.

— Yuna?

O que era aquilo ao longe?

Usei minha habilidade de Detecção e… lá estava.

O kraken, praticamente voando pelo oceano em direção ao penhasco.

E então ele emergiu!

Seus tentáculos longos saltaram da água e se enrolaram no wyrm. O gelo que segurava o corpo quebrou quando ele puxou o wyrm para o mar.

— Yuna!

— Atola, recue!

Ativei minha magia de terra e formei uma imagem mental.

Um urso gigantesco — tão grande quanto o penhasco.

Emergindo do fundo do mar, vários ursos colossais feitos de terra se ergueram, formando uma barreira semicircular presa ao paredão do penhasco.

Era a primeira vez em muito tempo que eu usava tanta mana de uma vez. Ugh. Instantaneamente fiquei exausta.

Os ursos não eram só enormes — eu os fortifiquei para o kraken não poder quebrá-los.

Minha mana despencou, mas valeu a pena: eu tinha preso o kraken contra o penhasco.

A criatura devorava o wyrm, totalmente alheia ao fato de estar presa na minha… “ursorreira”.

Parecia um gigantesco cefalópode, mais para lula do que polvo.

Criei uma quantidade absurda de ursos de fogo e soltei todos em cima do kraken que se banquetava. Os ursos de chamas voavam e queimavam o monstro, e o cheiro doce de lula grelhando pairou no ar.

O kraken imediatamente mergulhou, sacudindo os ursos flamejantes.

Ele percebeu minha presença e esticou um tentáculo longo, tentando me agarrar.

Será que ele alcançaria até aqui em cima?

Eu não ia esperar para descobrir — lancei uma lâmina de vento, cortando o tentáculo exatamente quando ele alcançou o topo do penhasco. Outro tentáculo surgiu. Desviei e lancei chamas. Embora o tentáculo tenha pegado fogo de imediato, o kraken recuou para o oceano e apagou tudo.

Continuei arremessando urso de chamas atrás de urso de chamas dentro da parede cercada pelos enormes ursos. O kraken estendeu um tentáculo até mim, ali no alto do penhasco. Recuo. Mais ursos de chamas. Não, ainda mais. Estar no chão ajudava muito, muito mais, hein?

Não dei trégua.
O kraken desistiu do ataque e tentou escapar de volta para o oceano, mas a Grande Muralha de Ursos bloqueava seu caminho. Tentou escalar a parede, mas algumas rajadas de magia o derrubaram direto de volta para o mar. Quando tentava mergulhar, eu lançava mais ursos flamejantes. A temperatura só aumentava com os ursos de chamas, transformando o semicírculo de mar preso pela muralha em uma panela quente.

O kraken se contorcia. Se arremessava contra a muralha de ursos repetidas vezes, mas eu estava despejando mana demais naquela barreira. Não iria ceder tão fácil. A água começou a borbulhar e ferver. O kraken estendeu seus tentáculos e tentou escalar a muralha, mas eu não deixei. Lancei um corte em forma de urso para cortar a ponta do tentáculo — mas ele imediatamente se regenerou e esticou de novo.

Ou não — não era isso.
As partes cortadas se reconectavam.

Cortar era inútil, então. Enquanto ele tivesse mana para regenerar daquele jeito, acabaríamos repetindo o mesmo padrão. Talvez isso se tornasse uma batalha de resistência de mana? O resultado dependeria de se o kraken ficaria sem energia antes de eu ficar sem mana… ou se eu ficasse sem mana e ele conseguisse escapar.

O kraken estendia tentáculos à muralha de ursões sem parar.
Corta, corta, corta.

Argh, devia ter feito a muralha ainda mais alta. Como isso não era combate físico, teria sido melhor lutar com o traje de urso branco, mas eu não pensei nisso. E se eu quase ficasse sem mana, teria que tirar a roupa bem na frente da Atola para trocar pelo traje branco, e… não. Definitivamente não.

O kraken se debatia dentro da água fervente. Uma parte do penhasco desabou e caiu, mudando a paisagem inteira. Eu continuei. Não podia deixar ele fugir, não podia parar. Tarde demais para corrigir isso, mas eu realmente devia ter feito uma tampa gigante ou algo assim.

A ofensiva e a defensiva — se é que dava para chamar assim — de jogar ursos de chamas sem parar continuou. O kraken esticava seus tentáculos e se esforçava ao máximo para escapar, mas eu não deixei. Isso tinha que acabar logo. Eu estava ficando cada vez mais cansada. Meu mana estava realmente acabando…

Então, felizmente, os movimentos do kraken começaram a enfraquecer. Ele não conseguia mais erguer os tentáculos. Parou até de tentar se jogar contra a muralha de ursos. Diminuí o ataque e observei seu comportamento até que — finalmente, finalmente — o kraken parou de se mover.

Usei minha habilidade de Detecção.
Nenhum sinal do kraken.

…Acabou.

Sentei no chão e desabei de costas, completamente esgotada. Aquilo tinha consumido tanto mana. Meu corpo parecia pesado, mas o kraken estava morto e ninguém precisou correr pelado por outro mundo.

— Yuna!

Atola veio correndo, pingando suor. Este lugar devia estar horrível agora.

— Acabou?

— Acabou.

— Tem certeza?

Atola olhou para o kraken boiando na água fervente. Nenhum tentáculo se movia.

— Sim — respondi. — Atola, posso deixar o resto com você? Acho que usei mana demais e… eu não… consigo me mover. Sonooo…

Eu nem tinha força para andar.

— Sim, claro — eu cuidarei de tudo. E… obrigada.

Meu agradecimento de verdade seriam arroz, shoyu e missô, mas isso eu não podia falar.

Chamei meus ursos. Kumakyu veio, se agachando para facilitar que eu subisse.

— Valeu, garotão.

Quando chegamos de volta ao porto, uma multidão se reunia nos arredores.

— Mestre da guilda! — os funcionários correram. — O que está acontecendo?

— Recebemos um aviso de que o kraken foi visto na direção em que vocês foram, então o povo começou a ficar preocupado.

Atola hesitou um pouco antes de responder:

— Essa garota, Yuna, derrotou o kraken.

Ela apontou para mim.

Ah. Esqueci de pedir para ela não contar. Tanto faz. Eu só queria chegar na estalagem e dormir pelos próximos mil anos.

— Mestre da guilda, é verdade?

— Sim. Se não acreditam, podem ir ver. O corpo está lá.

— Não é perigoso? — perguntou um funcionário.

Atola balançou a cabeça.

— Perigoso? Por quê? Não há bandidos. E o kraken acabou também.

— Bem…

— Mais importante: poderiam abrir caminho? Quero deixar a heroína que salvou o porto voltar para a estalagem e descansar.

— Mas, mestre da guilda, você realmente quer esses ursos dentro da cidade?

Eles olhavam para Kumakyu e Kumayuru.

— Eu garanto que não são perigosos. E vocês realmente vão pedir para a pessoa a quem devemos tudo — logo depois de lutar com um kraken até ficar exausta demais para se mover — descer do urso?

O olhar dela agora era mortal.

— Vocês realmente vão dizer isso na minha frente?

Isso calou todo mundo.

O pessoal da guilda e os moradores abriram caminho, e Kumakyu avançou pela cidade até a estalagem.

— Senhorita! — Deigha gritou no maior volume possível quando entrei.

— Tô bem. Sono. Deixa eu dormir. Valeu.

Kumakyu, enorme daquele jeito, se espremeu escada acima. Kumayuru logo atrás. Em frente ao meu quarto, consegui descer de Kumakyu e abrir a porta.

— Obrigada, grandão.

Transformei os ursos em filhotes e entrei no meu quarto.

— Mesmo que o rei — ou o presidente, o primeiro-ministro ou qualquer outra autoridade apareça — não me acordem.

De algum jeito tirei o macacão, virei do avesso e vesti o traje de urso branco. O quarto girou, e meus ursinhos se aconchegaram ao meu lado. Agradeci a eles…

E apaguei imediatamente.

 

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