Capítulo 230
— Por que o senhor não impediu o exílio da Alicia!?
A voz do Albert ecoou pela sala.
De fato, por mais que o príncipe quisesse exilar a Alicia, se o rei recusasse, isso não seria possível.
O olhar do rei se voltou devagar na direção do Duke.
Duke não deixou transparecer nenhuma expressão.
…O rei também deve estar tendo trabalho com um filho difícil de lidar assim.
Mas, agora, o Duke já pode contar a todos que a amnésia foi mentira, já que conseguiu exilar a Alicia com sucesso.
Todos voltaram a atenção pro Duke, e ele abriu a boca.
— A Alicia é praticamente uma espiã. Sem que ninguém soubesse, ela vem crescendo drasticamente e trazendo mudanças pra este reino. Não acreditem cegamente demais na Liz. Pensem com a própria cabeça.
Diante das palavras do Duke, Kate Liz arregalou os olhos. Parecia uma mistura de surpresa e choque.
Bom, faz sentido. Ser dito isso pela pessoa que você ama, né.
— M-mas as ideias dela também estão certas.
Gale disse isso, um pouco confuso, ajeitando os óculos.
— Realizar isso de "todos de mãos dadas, vivendo em paz" não é possível só com belas palavras.
Olhei pra Kate Liz. Ela não disse nada.
Só ficou calada, ouvindo nossa conversa.
— A Ali, uma espiã…
— Isso eu também não sabia… …Ou melhor, Duke, você não estava com amnésia?
Depois do Alan, Curtis também deu um sorriso amargo baixinho.
— Pra exilar uma nobre, precisa de algum motivo, não é?
Ah, francamente, Duke, não vou me responsabilizar se a Alicia brigar com você depois por causa disso.
Ela com certeza não queria, de jeito nenhum, que descobrissem que esse exílio foi todo armado… bom, mas talvez não tenha problema, já que só as pessoas mais próximas sabem.
O Duke, chamado de "príncipe louco, rendido a uma vilã", na verdade é um príncipe estrategista de mão cheia. E essa "vilã" está se tornando, na prática, uma heroína deste reino.
Esses dois se tornando o próximo rei e rainha… …Fico feliz de estar do lado deles neste reino.
— Será que dá pra desfazer essa lavagem cerebral, de algum jeito?
— Sinto que já está começando a se desfazer, de algum jeito.
Diante do meu murmúrio, o Duke respondeu, olhando pro Albert e os outros.
De fato, pensando bem, olhando a confusão deles agora, parece que estão começando a sair da "religião da Liz".
— …Por que você foi revelar isso tudo justo agora?
Finn perguntou ao Duke, sorrindo.
— Vou provocar uma revolução.
Duke ergueu o canto da boca num sorriso. Aquele rosto me causou um arrepio de medo.
Nem o próprio rei imaginava que o Duke estivesse pensando algo assim — ele reagiu erguendo levemente as sobrancelhas.
— Revolução?
— Isso mesmo. Este reino, apesar de ser chamado de grande potência, é péssimo em diplomacia, e a política interna está cheia de falhas.
Como ele consegue falar isso com tanta firmeza bem na frente do rei?
— Então, o que a gente precisa fazer?
— Vamos formar um batalhão. Vocês serão os comandantes. Foi pra isso que treinaram esgrima e estudaram tanto, não foi? Se vocês preferem continuar levando uma vida vazia como nobres pra sempre, tudo bem, sigam assim. Mas, se querem mudar algo com as próprias mãos, mesmo que pouco, se juntem a mim. Vou dar a vocês essa oportunidade.
…Duke, você parece mais rei do que o próprio rei, sabia?
— Isso é pra se preparar pra algum tipo de conflito?
— Guerra é errado!
No meio da conversa entre Finn e Duke, a voz enérgica de Kate Liz interveio.