Alicia Williams sempre sonhou em se tornar uma vilã — mas não uma vilã qualquer, e sim a vilã mais lembrada da história. Caçula da nobre família Williams, do reino de Durkis, ela carrega um segredo: é a reencarnação de uma pessoa que, na vida passada, era apaixonada por jogos otome, mas nunca conseguia terminar nenhum, porque sempre torcia mais pela vilã do que pela mocinha.
Agora, renascida dentro de um mundo que parece ter saído direto de um desses jogos, Alicia decide aproveitar a segunda chance: vai se tornar a vilã perfeita, com todo o exagero e drama que o papel exige. Como aluna de admissão especial na Academia de Magia, ela dedica seus dias a hostilizar Liz, a heroína natural da história, bancando a nobre arrogante e cruel que todo bom romance otome precisa ter.
O problema é que Alicia é, no fundo, gentil demais pro próprio bem. Sempre que alguém precisa de ajuda, ela não consegue evitar — socorre desconhecidos, resolve o problema alheio, se importa genuinamente com quem cruza seu caminho, mesmo tentando manter a máscara de vilã fria e calculista. Cada tentativa de ser malvada de propósito acaba, sem querer, conquistando mais gente ao seu redor.
Entre o papel que ela insiste em interpretar e a pessoa que ela realmente é, Alicia vai descobrir que talvez virar “a vilã que marca história” não signifique o que ela imaginava — e que ser gentil, do jeito errado na hora errada, pode ser o tipo de destaque mais raro de todos.