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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 331

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Capítulo 331

Pra onde fui levada foi justamente a torre que, antes, eu tinha decidido não subir.

…É verdade, se não me engano, tinha uma magia de proteção aqui, não tinha?

O vovô entrou. …Será melhor eu continuar fingindo que ainda não consigo subir aqui, não é?

— Ahn, eu, aqui é…

— A magia já foi desfeita.

O vovô murmurou isso, cortando minha fala pela metade.

Segui atrás dele, subindo as escadas. …Mesmo com a magia desfeita, ainda dá trabalho subir tanto assim.

Subindo aquela escada em espiral sem parar, comecei a sentir a cabeça girar.

— É aqui.

Assim que chegamos ao topo, o vovô abriu, com um rangido, uma porta de madeira já um pouco envelhecida. Um pouco de poeira voou no ar. Dava pra ver que ninguém fazia limpeza ali.

Bom, é claro, se estava com magia protegendo o lugar, nem os empregados conseguiriam entrar.

Entrei no quarto com o coração batendo um pouco mais forte. A felicidade de conseguir entrar num lugar proibido nunca deixa de existir, não importa a idade.

— O que é isso aqui?

Sem querer, deixei escapar essa exclamação diante da cena dentro do quarto.

Plantas ornamentais cobriam o cômodo inteiro. Pequenas borboletas voavam por ali. Uma quantidade enorme de livros estava alinhada nas paredes, e também empilhada no chão. Luz entrava por uma grande janela redonda, dando ao lugar um ar quase de sonho.

O ar era limpo, extremamente agradável. Prendi a respiração.

Que lugar mais incrível…

De perto, ouvi um "miau" fofinho. Baixei o olhar pros meus próprios pés.

…Um gato preto? Mas, ao mesmo tempo, parece mais um leão, de certo jeito.

O tal "gato" esfregava o rosto no meu pé com carinho — eu queria trazer o meu Rai até aqui pra eles brincarem juntos.

— Não imaginei que ele fosse se apegar a alguém além de mim…

Será que ele só é dócil com o vovô? …Será que o instinto animal dele percebeu que corre o mesmo sangue?

As pessoas dá pra enganar, mas os animais, não, né.

— Ele não parece muito com um gato, não é?

Tentei, de qualquer jeito, mudar de assunto. O vovô riu baixinho.

— É porque eu dei poder mágico a ele. …O seu leão também é assim, não é?

— Como o senhor sabe sobre o leão…?

Ninguém deveria saber que o leão ficou preto. Afinal, a magia foi usada dentro da cabana…

— Desde que você chegou aqui, quase não existe nada sobre você que eu não saiba.

Diante das palavras do vovô, fiquei paralisada.

No mesmo instante, uma serpente prateada surgiu de algum lugar. As escamas brilhavam de forma tão intensa que parecia algo que não pertencia a este mundo.

…Por que será? Sinto que já vi isso em algum lugar.

— Como eu esperava. Percepção afiada. Albie.

Assim que o vovô disse isso, a serpente foi se transformando, aos poucos, num ser humano.

………….Não pode ser. Esse homem é…

Não é aquele homem careca que foi exilado junto comigo do reino de Dulkis? Foi o único que ficou gravado na minha memória com clareza, por causa daquela sede de sangue absurda que ele emanava.

Parecia que, a qualquer momento, ele ia matar alguém, mas agora não tinha nem um resquício daquele clima.

— Sou uma serpente que sempre vigia os exilados.

Ter sido originalmente uma serpente, e conseguir tomar forma humana, é uma magia de um nível tão avançado que… espera, será que o vovô é…

Fiquei olhando fixamente pros olhos roxos dele, iluminados pela luz do sol, profundos e cheios de dignidade. Ele deu um sorriso discreto.

— Naquela época, o usuário de magia mais forte do reino, Williams Albert. Nível de magia 100, e seu avô.

Foi o Albie quem me apresentou o vovô, com uma voz extremamente agradável.


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