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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 367

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Capítulo 367

Arrumei minhas coisas e segui em direção ao casebre.

O céu não tinha nem uma nuvem, e semicerrei os olhos diante do sol da manhã, que já começava a nascer. Aproveitei bem o ar limpo do início do dia.

Normalmente, uma senhorita nobre estaria curtindo um chá da tarde num dia tão bonito como esse… …Eu, por outro lado, vou agora até um penhasco, junto com o segundo príncipe e um assassino, atrás de uma Madi que nem sei se existe de verdade.

Sem dúvida, a segunda opção é muito mais divertida! Parece que todas as decisões que tomei até agora não foram erradas.

— Vou entrar.

Bati de leve na porta do casebre. Ouvi de dentro um "ah" de resposta.

Abri a porta e entrei no casebre.

— Que madrugador.

— Só acordei com o som dos passos da minha mestra.

O Leon disse isso com um jeito que nem parecia ter acabado de acordar.

Não pode ser sério… Acordar sentindo a presença de alguém, nessa idade — que tipo de vida dura de assassino ele deve ter levado.

O Rio ainda dormia tranquilamente em cima do Rai. O Leon, interrompendo aquele sono gostoso, deu um leve tapinha no ombro dele.

— Rio, acorda.

Diante das palavras do Leon, o Rio abriu os olhos devagar, murmurando "ah, ahn…". Bocejando com sono, o Rio parecia bem mais uma criança da própria idade.

O Leon é que tem uma maturidade emocional alta demais. O Jill também é assim… Vendo o Rio, sinto uma espécie de alívio.

— O que foi, mano? …Vamos fugir de novo?

O Rio se levantou, esfregando os olhos que ainda não abriam totalmente.

De novo, foi o que ele disse. Mesmo fugir uma única vez já causa um dano físico e psicológico enorme.

— Dessa vez não vamos fugir. O mano vai ficar fora por um tempo, mas você consegue cuidar de si mesmo sozinho?

Diante das palavras do Leon, o Rio assentiu com firmeza.

— Uma pessoa de confiança vai cuidar de você.

Voltei ao meu tom de voz habitual, o do Ria. Na frente do Rio, vou continuar sendo homem.

— Muito agradecido.

O Leon curvou a cabeça profundamente pra mim.

A "pessoa de confiança", claro, era a Vivian. Nela, eu podia deixar o Rio com toda tranquilidade.

Antes de vir pro casebre, deixei um bilhete por baixo da porta do quarto da Vivian, pedindo pra ela cuidar do garoto que estava no meu casebre. Escrevi que ele tinha a doença das manchas e que eu ia partir numa expedição.

Tenho certeza que ela vai proteger o Rio direitinho.

…O Capitão Marius também poderia servir, mas ele é meio pouco confiável nesse tipo de coisa. Tipo, acho que ele acabaria forçando o Rio a fazer exercício físico ou algo assim.

— Você vai voltar logo?

— …Não sei.

Diante da resposta do Leon, a expressão do Rio ficou ainda mais triste.

Deve ser mesmo solitário se separar do único parente que tem, do irmão que ele tanto ama.

— Mas eu com certeza vou voltar.

— Isso é uma promessa, viu.

— Sim, é uma promessa. Então, você também precisa se esforçar aqui.

"Está bem", respondeu o Rio com animação.

Que irmão mais obediente. Dá pra entender por que o Leon é tão apaixonado por ele. Se eu tivesse um irmão tão fofo assim, provavelmente também ficaria toda derretida.

O Jill nunca foi assim tão obediente desde o início… bom, é também aí que está o charme dele, o lado fofo dele.

— Então, estou indo.

— Tá, vai com cuidado!

O Rio se comportava de forma animada, mas parecia quase à beira das lágrimas. Dava pra perceber pelo leve tremor na voz e pelos olhos um pouco marejados.

Uma criança tão compreensiva assim… o Leon provavelmente também foi assim.

Tiveram que se tornar adultos justamente na época em que mais deveriam poder ser crianças. Com certeza, o Jill também foi assim.

Pensando nisso, saí do lugar junto com o Leon.


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