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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 394

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Capítulo 394

Eu queria dizer "se acalme" pro Duke-sama, mas, sinceramente, o clima não permitia nada disso.

Que coragem, jogar uma pedra bem na direção do Duke-sama… Sem noção nenhuma do perigo que corriam.

— Quem está aí!?

O Victor gritou pra algum inimigo invisível. Esperou um pouco por uma resposta, mas nada veio.

Eu queria acreditar que fosse só uma pedra caindo por algum fenômeno natural, mas aquilo, sem dúvida, tinha sido arremessado de propósito.

— Hã, provocar briga com a gente é até interessante.

O Leon deu um sorriso sinistro, erguendo os cantos da boca. O Victor abriu a boca, lançando um olhar desafiador pro Duke-sama.

— Como você encontra o inimigo?

— Espero ele atacar primeiro.

— Você consegue desviar de todos os ataques? Ceder a primeira jogada pro adversário é ter uma confiança e tanto.

— Quem você acha que eu sou.

— Não fica se achando só porque sabe usar magia.

Diante do Duke-sama, que não demonstrava nenhum sinal de nervosismo, o Victor o encarava com um sorriso distorcido.

— Vou sair daqui sem nem usar magia.

— Hã, isso eu quero ver.

Será que o Victor e o Duke-sama simplesmente têm uma química péssima entre si?

Se fosse escolher, talvez o Duke-sama se desse melhor com o Vian.

— Vem vindo!

Diante daquelas palavras do Leon, todos entramos em posição de combate.

Numa situação em que não se sabe de onde vem o ataque, a tensão é grande. Precisávamos ficar alertas em todas as direções. Lutar contra um inimigo invisível é, sinceramente, apavorante.

Graças a ter dormido um pouco, recuperei um pouco de energia física, mas meu poder mágico ainda não voltou.

E, além disso, estou com fome… Eu queria comer uma quantidade enorme de macarons.

Sem querer, bocejei, "haaa". Foi bem nesse instante que ouvi o grito do Victor, "pirralha!", ecoando nos meus ouvidos.

De repente, alguém caiu do céu. No mesmo instante, aquele homem aterrissou firme no chão, com as pernas arqueadas, e balançou em minha direção uma foice grande e longa, cortando o ar com um som forte, "vuum", numa velocidade absurda.

Curvei o corpo pra trás com força e desviei do primeiro golpe. Segui direto num salto mortal pra trás, ganhando distância do inimigo.

Talvez não esperasse que eu conseguisse desviar do ataque, o adversário parou de se mover por um instante. Observei as características marcantes daquele inimigo.

O corpo inteiro coberto de pelo marrom, um rosto encoberto por uma máscara que parecia feita de madeira, impossível ver o rosto verdadeiro. A máscara tinha um padrão misterioso, desenhado com o que parecia tinta vermelha.

…Será uma máscara tradicional?

Ao olhar ao redor, percebi que já estávamos completamente cercados por eles. Fora o inimigo bem na minha frente, todos os outros usavam máscaras com padrões laranja.

Ah, será que meu adversário é justamente o líder deles? Que ótimo!

Talvez eu tenha sorte. Até o líder decidiu me enfrentar — que bom olho ele tem!

— Você está bem?

— Claro que sim.

Respondi ao Duke-sama erguendo os cantos da boca.

— Você conhece esses caras?

— Não conheço, não. Nunca ouvi falar de um bando esquisito desses, essa é a primeira vez que vejo.

O Victor respondeu à pergunta do Duke-sama com o rosto contorcido.

"Bando esquisito", bem na frente deles mesmos… Bom, o Victor nunca teve a palavra "consideração" no próprio vocabulário mesmo.


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