Capítulo 261
— Homem bom já sempre tem mulher boa, hein.
Rebecca murmurou isso baixinho.
De fato, é exatamente assim. Não só no amor — um bom líder sempre tem bons talentos ao lado. É justamente por isso que ser um tolo, neste mundo, é tão assustador.
…É por isso que, se a Kate Liz fosse sábia, não só este reino, mas o mundo inteiro estaria em choque. Se der pra aproveitar o poder dela, quero aproveitar ao máximo. É esse o nível de excepcionalidade dela também.
— A gente não tem patriotismo nenhum, então não temos lealdade nenhuma a nenhum reino… mas, bom, à senhorita, a gente jura lealdade sim.
"A senhorita" é a Alicia. Nunca imaginei que o Nate confiasse tanto assim na Alicia…
Por que ela tem esse poder de encantar as pessoas assim? Sinto orgulho e, ao mesmo tempo, um pouco de inveja.
É um talento inato que eu nunca vou ter. Não é algo que se consegue só com esforço.
Pra alguém que quer virar vilã, esse é o pior tipo de talento que existe. …Coitada da Alicia.
— Por isso, eu não vou trair ela de jeito nenhum.
Nate direcionou um olhar sem nenhuma sombra de dúvida pro Duke.
Sinto um pouco de saudade de quando eu era o único a conhecer o quanto ela é maravilhosa.
Ei, Alicia. Você é amada e é confiada por tanta gente diferente, sabia? Eu também torço pra você virar vilã, mas a definição de "vilã" ideal pra você e pra nós é bem diferente.
Claro que nunca vou dizer isso na frente dela.
— Afinal, ela é a nossa heroína.
Falei isso com o rosto se iluminando de sorriso.
Se a Alicia ouvisse isso, com certeza ficaria super brava — a frase número um pra irritá-la.
— O Duke também tem trabalho e tanto pela frente, hein.
— Seria melhor se ela fosse uma garota um pouquinho mais fraca…
Diante do murmúrio do vovô, Duke deu um sorriso amargo.
— Então, o que a gente faz?
Diante da pergunta do Nate, Duke ficou repentinamente sério.
— Primeiro, prometa que não vai haver revolta quando vocês saírem deste vilarejo.
— Entendido. Se acontecer alguma coisa, a gente contém.
Claro que, entre eles, também tem gente com a mente perturbada. Liberar todo mundo de uma vez com certeza envolveria risco considerável.
Bom, se for o batalhão liderado pelo Nate, parece que dá pra conter facilmente…
— Bom, já de olho em alguns caras problemáticos.
— Como esperado de você.
— Aqui está a lista dessas pessoas.
Rebecca interveio na conversa entre Nate e Duke, entregando delicadamente um papel a ele. Dei uma olhada rápida também, ao lado dele. Não era um número muito grande de pessoas.
— Isso ajuda bastante.
— A gente também precisa de certa preparação e coragem pra ir pro mundo exterior. Afinal, o que é normal aqui neste vilarejo é anormal lá fora.
O Nate já tinha abandonado completamente o tratamento formal.
— Onde a gente deve morar?
— Preparei um lugar na cidade, mas fica bem longe do centro movimentado.
— Obrigado. É melhor mesmo ficar mais afastado.
— Gente marginalizada aparecendo do nada, é óbvio que não vamos ser bem recebidos.
Nate respondeu isso com um tom autodepreciativo.
— Bom, vou cooperar com você, príncipe.
Dizendo isso, Nate estendeu a mão pro Duke. Duke apertou a mão dele com firmeza.
— Aliás, ainda não perguntei seu nome.
— Nate. Sou o capitão do único batalhão deste vilarejo.
— Então tem mesmo um batalhão aqui.
— Foi criado há pouco tempo. Pra sair deste vilarejo e desafiar o reino.
— Que bom que consegui evitar isso. Não quero te ter como inimigo.
Duke ergueu levemente o canto da boca. Vendo aquilo, Nate também murmurou baixinho.
— Eu também não quero ter um príncipe monstro como você como inimigo.