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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 262

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Capítulo 262

— Então, vamos nos preparar.

Diante daquelas palavras do Duke, o rosto de todos ficou sério.

Finalmente, todos vão conseguir sair do vilarejo da pobreza. Quantas pessoas, afinal, esperaram tanto tempo por esse dia?

Vão poder ir pra um mundo com sol. Vão ser libertados pra aquele lugar brilhante, cheio de esperança.

Dava pra perceber que a mão da Rebecca tremia um pouco.

— De alguma forma, estou começando a ficar com medo.

— Vai ficar tudo bem.

Nate segurou a mão da Rebecca com firmeza.

…Hã? Espera, então era isso mesmo?

Bom, melhor não me aprofundar nisso agora. Não tenho tempo de me meter (nem opinar) nos assuntos amorosos de todo mundo ao redor.

Duke se voltou pra parede de neblina e ergueu a mão. Naquele instante, a neblina desapareceu num instante. A parede que existia até há pouco já não estava mais ali.

— OOOOHHH!

Alguém gritou, correndo com toda força na direção da parede.

Não sei se foi por não conseguir conter a alegria da liberdade, ou por rejeitar as ordens do príncipe e tentar fugir.

O homem, com uma expressão furiosa, tentou avançar contra o Duke.

— Ah, francamente.

Murmurei isso enquanto o observava.

No exato instante em que o Duke estalou os dedos, o homem desabou no chão. Parecia estar contido por poder mágico, incapaz de se levantar mesmo se debatendo.

— Argh.

Nate cuspiu um "seu idiota" com desprezo.

— Pode deixar esse aí com você?

Duke olhou pro Nate.

— Sim, desculpa. Eu cuido disso daqui. Jet.

Diante da voz do Nate, um homem alto de cabelo vermelho, que estava atrás, respondeu ao chamado. Jet ergueu com facilidade o homem caído na frente do Duke e o carregou até perto do Nate.

Que força absurda… erguer um homem adulto com uma mão só.

— Fica quieto.

Quando o Nate o encarou, o homem desviou o olhar sem dizer nada.

— Escutem bem, todos vocês. Combinamos isso antes de sair daqui. Nada de fazer besteira. Cumpram isso direitinho. Quem não quiser que eu esteja no comando, se apresente. Eu encaro.

Nate levantou a voz. Diante daquilo, todos se calaram.

Um ar de tensão tomou conta do lugar. Ninguém ali pensava em enfrentar o Nate.

O mais forte deste vilarejo da pobreza é o Nate. Todos sabem que enfrentá-lo seria perder de cara.

Ou melhor, pensando bem, a Alicia lutou com ele de igual pra igual… isso não é meio absurdo?

Olhei pro vovô. Sem precisar dizer em palavras, os olhos dele também pareciam concordar: "a Alicia é absurda mesmo".

Tem gente demais fora do normal ao meu redor, a ponto de eu já nem saber mais o que é "comum".

Se um dia a Alicia perdesse o título de grande nobre, com certeza sobreviveria em qualquer lugar. Talvez, virando plebeia, ela chegasse até a um sucesso ainda maior.

Enquanto eu pensava nisso, os moradores do vilarejo da pobreza foram caminhando, um atrás do outro, em direção ao mundo exterior.

— Q-que ar tão fresco…

— O que é aquilo tão brilhante?

— Parece que aquilo se chama "sol".

Várias vozes chegavam aos meus ouvidos. Cada um, à sua maneira, se emocionava com o mundo lá fora.

O interior da floresta era escuro e sinistro, mas dava pra ver o sol vagamente. E, diferente do ar abafado do vilarejo da pobreza, o ar do mundo exterior era extremamente puro.

Diante daquelas vozes de pura felicidade, o vovô abriu um sorriso sereno.

Odeio profundamente este reino, por ter confinado pessoas num lugar assim. Mesmo assim, ainda amo este reino.

Sei que o que estou dizendo é contraditório. …Dito de outra forma, eu amo este reino porque a Alicia está nele.


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