Switch Mode

I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 131

💗 Apoie o Nihon Project

Vire um apoiador mensal e ajude a manter as traduções saindo, com prioridade de capítulo e outras recompensas.

Apoiar no Apoia.se

Capítulo 131

— O charme externo?

Liz-san disse isso, franzindo a testa.

O refeitório ficou em silêncio total, com um clima tenso pairando no ar.

— Isso mesmo, o externo. Eu quero que você avalie a aparência externa dela.

— …Eu não consigo fazer isso. …A aparência não é tudo.

Liz-san disse isso, me olhando com desprezo.

Eu sabia que ela ia dizer isso! Era exatamente essa fala que eu esperava!

— Eu gosto dela do jeito que é, sem enfeites nenhum.

Liz-san levantou a voz.

Os devotos da Liz-san ao redor pareciam emocionados com as palavras dela. Assentiam com força diante do que ela dizia.

— Não é uma questão de gostar ou não gostar, estou falando da avaliação que a sociedade faz. No mundo, a aparência é tudo.

— Isso está errado.

— Será mesmo?

— Isso mesmo! Isso mesmo!

— Gente com o interior tão terrível quanto o seu deveria desaparecer daqui.

De repente, tudo ao redor ficou barulhento. Parecia até um zoológico.

Eu queria que os espectadores ficassem calados.

— Você conhece o experimento em que se deitava, na calçada, uma pessoa enrolada em panos esfarrapados e outra bem-vestida?

Assim que eu disse isso, tudo ao redor ficou quieto de novo.

No fim das contas, é gente bem-criada que se reúne aqui mesmo.

— Que resultado você acha que deu?

Perguntei isso olhando pra Liz-san como quem investiga, e ela fechou a boca.

…De fato, ela é compreensiva e inteligente mesmo. Digna da santa mesmo.

— A pessoa com os panos esfarrapados, todo mundo finge não ver e passa direto. Mas pra pessoa bem-vestida, todo mundo chama ajuda na hora. Mesmo sendo a mesma pessoa nos dois casos.

Disse isso, erguendo levemente os cantos da boca.

— Os seres humanos, sabe, em algum lugar dentro de si, escolhem quem ajudar, mesmo sem perceber.

— O que isso tem a ver com a Emma não ter charme?

…A aluna ao lado da Liz-san, a Emma, assentia às palavras da Liz-san enquanto me olhava.

— Se eu tivesse que avaliar a aparência dela… acho que daria três pontos.

Assim que eu disse isso, o rosto da Emma ficou vermelho como uma maçã, e ela abriu bem a boca.

A Liz-san também parecia não acreditar no que eu disse. Tanto a Emma quanto a Liz-san me olhavam com a mesma expressão.

— Onde exatamente você deu pontos, ao contrário?

Jill disse isso com um pequeno sorriso de escárnio.

— Dei três pontos por caridade.

— Nunca pensei que a palavra "caridade" saísse da boca da Alicia.

— Que grosseria.

— Ela é fofa, e não tem nenhum defeito!

Liz-san gritou, os olhos levemente puxados de raiva.

Eu queria registrar em foto esse confronto entre a gente agora. Tipo "a santa lutando contra a vilã". Maravilhoso!

— Mesmo sendo nobre, o cabelo dela tem muitas pontas duplas, está oleoso. As meias estão desfiando, e o elástico está todo torto… eu não tenho a menor vontade de me relacionar com ela.

Aposto que ela também não tem nem um milímetro de vontade de se relacionar comigo.

Os olhos da Emma brilharam. Não sei se era ódio, raiva ou frustração dirigidos a mim.

— Não estou dizendo que simplicidade é ruim. Só achei que ela não tinha charme.

— Não fale assim sem conhecer bem ela.

— É exatamente esse tipo de julgamento que quem não conhece bem faz. Aliás, tem gente que acha estranho eu usar tapa-olho, não tem? Mesmo que eu tivesse o coração mais puro do mundo, pra quem não me conhece, eu não passaria de uma mulher esquisita.

Liz-san fez uma expressão de quem entendeu.

Oh! Se eu continuar insistindo assim, será que ela vai mudar de opinião?

— E não é só a aparência, isso vale até pra uma única ação. Abrir ou fechar as pernas pra pegar algo no chão já muda completamente a impressão que se passa. Tanto a aparência quanto a ação representam a pessoa. Ela não só não tem charme, como ainda fez algo baixo… só isso já é o bastante pra fazer quanta gente desaparecer da vida dela em silêncio?

Sorri com elegância.

Emma recuou com uma expressão levemente amedrontada.

— Ela mesma está diminuindo o próprio valor.

— Mesmo que seja assim, ela pode consertar isso daqui pra frente.

Liz-san disse isso como quem retoma a compostura.

…Posso interpretar isso, por enquanto, como um sinal de que ela entendeu o que eu estava dizendo?

— Mudar uma impressão já causada em alguém é muito difícil. Em algum canto da mente, a gente sempre vai continuar vendo essa pessoa como "esse tipo de gente".

— Então é só não ver as pessoas assim.

— Isso é papo bonito. Uma boa impressão é algo que se constrói aos poucos, com esforço… como você fez, Liz-san. Mas essa impressão pode desmoronar com uma única atitude ou palavra, por menor que seja.

— Ela… ainda pode mudar, mesmo agora.

Liz-san voltou os olhos sérios diretamente pra mim.

Eram olhos que acreditavam de verdade que ela poderia se redimir.

É por conseguir dizer coisas assim do fundo do coração que ela é amada por todos…

— Talvez ela consiga. …Mas não pense que todo mundo consegue.

Disse isso calmamente.

Afinal, eu sou a vigilante da Liz-san, então preciso fazer ela conhecer bem o mundo real.

…Meu jeito de pensar não é o único certo, mas ela precisa saber que existem pessoas assim também.

Mesmo assim, nunca imaginei que minha própria voz seria gravada. Ser alvo de uma armadilha… será que isso significa que eu já virei uma vilã de peso?

Não tem mais sentido ficar aqui, então já quero sair logo.

…Ah, é verdade!

Percebendo de repente, fui devagar até a Emma.

No meio do silêncio, só o som dos meus passos ecoava. Parecia um mundo que girava em torno de mim.

Emma me olhou com olhos levemente amedrontados.

— Já que a sua amada Liz-san diz que você é charmosa do jeito que é, que tal parar de esconder as sardas?

Sussurrei isso no ouvido dela.

Ela mudou completamente de expressão, arregalando os olhos.

— Como… você… descobriu…

Ela disse isso com a voz rouca, me olhando.

Na verdade, eu só descobri por acaso mesmo. Olhando bem de perto, dava pra ver de leve.

Nem a Liz-san percebeu isso… será que eu sou até melhor que a Liz-san nisso?… Não posso ficar convencida.

Tentei sair do refeitório daquele jeito.

Meus irmãos abriram caminho pra mim. Claro, com olhares extremamente afiados.

Curtis-sama e Duke-sama continuavam me olhando com uma cara divertida, como sempre… Conseguir se divertir numa situação dessas, será que a idade mental deles não é uns setenta anos?

— Alicia-chan… do jeito que vai, um dia você vai ficar completamente sozinha.

No instante em que eu ia sair do refeitório, ouvi a voz cristalina da Liz-san.

Mais do que "um dia", eu já estou praticamente sozinha mesmo.

E, além disso, enquanto o Jill estiver ao meu lado, eu fico bem.

— Eu sei.

Virei-me, sorri, e saí do refeitório junto com o Jill.


💚 Gostou do capítulo?

Um PIX rápido ajuda demais a manter o site no ar. Arrecadado esse mês: R$ ...

Fazer um PIX

Comentários

Opções

não funciona no modo escuro
Redefinir