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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 132

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Capítulo 132

— Ei, Jill, será que a Liz-san consegue diferenciar a si mesma dos outros?

Disse isso enquanto caminhava por um corredor longo e deserto.

— Sei lá.

Mais do que na minha conversa, o Jill estava absorto no livro que estava lendo.

Podia pelo menos escutar um pouco o que eu digo… Ele perdeu a fofura, hein.

Ou melhor, ler enquanto anda é perigoso, é melhor parar com isso.

No instante em que eu ia dizer isso, meu corpo de repente flutuou no ar.

— Hã?

Sem perceber, um braço robusto já estava enlaçado na minha cintura. Que tipo de músculo é preciso pra me erguer com um braço só?

— Você é bem fininha mesmo.

Uma voz doce e cristalina ressoou nos meus ouvidos, vindo de trás.

Eu queria que ele não sussurrasse assim no meu ouvido.

Não conseguia ver o rosto dele, mas as costas robustas entravam no meu campo de visão.

— Me solta, por favor.

— Você vai fugir, né?

Ah, eu queria que ele não falasse comigo assim de trás. É difícil lidar com o Duke-sama, que ficou ainda mais sedutor.

Será que ele não pode voltar a ser como era quando o conheci, quando ainda tinha um pouco de ar de garoto?

— Jill, vou te pegar a Alicia emprestada um pouco.

— Pode.

Jill! Não acredito que você me traiu! Depois desses dois anos, ele realmente perdeu toda a fofura.

Eu queria que ele ao menos tirasse os olhos do livro. O livro é mais importante que eu?

Ou será que é porque ele confia no Duke-sama…

— Já que tenho a permissão do Jill, vamos.

— Pra onde!?

Duke-sama disse isso e me levou pra uma salinha logo ali do lado. A insistência dele era tanta que nem consegui reagir.

Uma sala vazia, só com uma mesa e quatro cadeiras. O que ele vai fazer aqui…

Ou melhor, Duke-sama… será que ele não pode voltar a ser como era antes de verdade.

O desgaste de energia que dá pra lidar com o Duke-sama não é brincadeira.

Duke-sama ficou parado, encostado na porta, de braços cruzados, pra eu não conseguir sair.

Por que ele age tão convencido assim?

— O que foi?

Disse isso, encarando de leve.

— Não é a Alicia que tem algo pra falar?

— Hã?

— Ontem você parecia querer me dizer alguma coisa, não parecia?

Duke-sama me olhava como quem enxerga através de mim.

Não pode ser, como ele sabia disso?… Eu tento ao máximo não deixar transparecer o que sinto na expressão.

— E então, o que era?

— Er… eu tenho bastante coisa que queria perguntar.

— Isso sim é algo pra se esperar com expectativa.

Enquanto eu hesitava um pouco, Duke-sama sorriu com malícia.

…Sério, que pessoa insuportável.

Soltei um pequeno suspiro.

De qualquer forma, por onde eu devia começar? A conversa sobre o vovô Will seria melhor com o Jill por perto… mas o próprio Jill escolheu o livro em vez de mim. Agora ele deve estar absorto no livro, então é melhor não atrapalhar.

Então, estou curiosa pra saber de que jeito ele matou as pessoas que falaram mal de mim.

No fim das contas, eu não fiquei sabendo… será que o Henry-nii-sama realmente viu o Duke-sama matando alguém?

— Er…

— Eu não matei ninguém.

Antes que eu perguntasse, Duke-sama disse isso com olhos sérios.

…Será que o Duke-sama está usando algum tipo de lente de contato que lê minha mente?

Ou melhor, ele acabou de dizer que não matou, né?

Fiquei olhando pro Duke-sama, os olhos arregalados.


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