Switch Mode

I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 381

💗 Apoie o Nihon Project

Vire um apoiador mensal e ajude a manter as traduções saindo, com prioridade de capítulo e outras recompensas.

Apoiar no Apoia.se

Capítulo 381

Continuamos subindo, sem parar, em direção ao topo. Faltava pouco pra terminar a escalada.

Mesmo sendo algo tão extenuante assim, o Victor mal ofegava — será que ele nem é humano? Sinto que descobri uma nova espécie de animal chamada "Victor".

— Isso é tranquilo pra você?

Falei isso pro Leon, que vinha atrás. Ele deu um sorriso um pouco confiante.

— Já passei por coisas bem mais perigosas que isso.

…Faz sentido. Um assassino sempre vive ao lado da morte.

Fiquei sem palavras. Não sou eu quem é estranha. Provavelmente, dois entre nós três é que são de outra dimensão.

Eu quase estava começando a me achar especial, mas, na verdade, nada disso.

Chegamos ao topo sem cair em nenhuma situação particularmente perigosa. Achei que fôssemos enfrentar um caminho mais complicado, mas foi só subir o penhasco mesmo.

…Talvez fosse até mais fácil se tivesse mais obstáculos no caminho, pra distrair a mente.

Subir sem parar aquela parede quase sem fim visível também cansou bastante mentalmente.

— Ninguém morreu, hein.

Foi a primeira coisa que o Victor disse ao chegar ao topo.

Será que ele esperava, pelo contrário, que alguém morresse?

Ofegante, encarei o Victor com raiva. Ao olhar pro Leon, fiquei aliviada ao ver que ele também estava um pouco sem fôlego.

O Victor tinha suor na testa, mas não demonstrava nenhum sinal de cansaço. Essa pessoa deve ter passado por um treinamento inimaginável. Sem querer, pensei que um dia eu também gostaria de chegar nesse nível.

— Onde está a flor?

Diante das palavras do Leon, o Victor arqueou uma sobrancelha e o encarou com leve irritação.

— Você acha que a Madi é só uma flor que cresce à toa no penhasco assim?

— …Ainda tem mais alguma coisa daqui pra frente?

— Você vê alguma flor por aqui?

Eu e o Leon olhamos ao redor.

Só dava pra ver mato. Uma paisagem árida se estendia diante de nós. …Talvez, no fim, não existisse Madi nenhuma aqui.

Voltei o olhar pro Victor. Ele caminhou na direção oposta à que tínhamos subido e parou bem na beirada do penhasco.

…Será que ele não tem medo de eu simplesmente empurrá-lo? Que coragem, virar as costas pra mim desse jeito.

— Achei.

Segui a direção do olhar dele. Meus olhos e os do Leon se voltaram pra baixo. No meio do penhasco, avistei uma única flor, de porte firme e digno.

Uma flor laranja, do tipo que parece comum, do tipo que se vê em qualquer lugar. Mas essa flor é algo extremamente precioso.

— Não tem como colher uma coisa dessas.

— Por isso mesmo dizem que a doença das manchas não tem cura.

Diante das palavras do Leon, o Victor respondeu com uma expressão severa.

Uma flor que só existe no reino de Lavarre. Como aqui não há magia, ninguém consegue chegar até um lugar como aquele pra colhê-la. E, além disso, ao redor dela, há plantas espinhosas grudadas como se estivessem protegendo a flor.

Parece um cavaleiro protegendo uma princesa.

— Dizem que essas plantas têm veneno.

— "Dizem"?

Reagi ao murmúrio do Victor. Olhando pra Madi, ele abriu a boca.

— Nunca vi essa planta em nenhum outro lugar além daqui. Já teve gente que conseguiu chegar até aqui antes, mas ninguém, nem uma única pessoa, conseguiu levar de volta a planta espinhosa ou a Madi.

— Se os espinhos têm veneno e protegem a flor, a Madi é praticamente a rainha do mundo vegetal.

— É justamente por isso que ela tem o poder de curar até a doença das manchas.

— …Como a gente chega lá embaixo?

O Leon interrompeu nossa conversa. O Victor pensou por um instante e deu um sorriso amargo.

— Devia ter trazido a Kii comigo.


💚 Gostou do capítulo?

Um PIX rápido ajuda demais a manter o site no ar. Arrecadado esse mês: R$ ...

Fazer um PIX

Comentários

Opções

não funciona no modo escuro
Redefinir