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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 343

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Capítulo 343

Cheguei na frente do quarto do vovô e respirei fundo.

Normalmente, eu conseguiria abrir essa porta sem pensar duas vezes, mas hoje estava nervoso. Dava pra sentir meu coração batendo mais rápido.

Vai ficar tudo bem, com certeza não é nenhuma notícia ruim. Afinal, as coisas boas têm continuado acontecendo, uma atrás da outra, tão bem.

Firmei o ânimo e bati na porta, toc-toc.

— O que é?

Ouvi a voz do vovô. Só isso já me deixou aliviado.

— Sou eu, o Jill.

— Ah, o Jill. O que houve, logo de manhã assim?

Dizendo isso, ele abriu a porta pra mim.

Era o vovô gentil de sempre. Fiquei olhando pro olho esquerdo dele. Olhando pra aquele olho dourado, sempre consigo me lembrar da Alicia.

— Tenho uma coisa que queria perguntar.

— Bom, entra aqui.

Não consigo esconder minha expressão direito na frente do vovô. Com certeza ele percebeu na hora que eu estava com um clima pesado.

O quarto estava arrumado com capricho, e a mesa tinha vários documentos organizados.

Não pode ser que uma pessoa tão capaz assim vá simplesmente desaparecer.

— O que aconteceu?

O vovô se sentou numa cadeira e me perguntou isso. Eu gosto desse tom de voz calmo que ele tem.

Depois de hesitar um pouco, abri a boca.

— Vovô, você está doente?

Percebi que minha voz saiu levemente trêmula. Diante da minha pergunta, o vovô fez uma expressão levemente incomodada.

Essa reação não é sinal de nenhuma notícia boa. Percebi isso por instinto.

Um vento fresco e agradável entrava pela janela.

— Responde com sinceridade.

Como o vovô não dizia nada, falei de novo.

— Sim, estou doente. …Então era você, Jill, quem estava no corredor ontem.

— …Vai morrer?

— Não, ainda não vou morrer. Mas, um dia, a morte vai chegar. Todo ser humano, um dia, morre. Essa é a única lei deste mundo que ninguém consegue virar do avesso.

— Eu não quero que você morra.

Sem perceber, quase comecei a chorar. Depois que a Alicia partiu, tinha decidido que não ia chorar mais nunca… mas dessa vez não consigo segurar isso sozinho, por mais que eu tente.

— Jill, eu ainda estou bem. Não vou morrer tão cedo.

— É verdade mesmo?

O vovô assentiu com um sorriso.

Mas eu percebi. Aquela era só uma mentira gentil, dita pra me deixar tranquilo.

— Eu tenho uma missão grande, que é reconstruir este reino. …Mas, quando eu terminar tudo isso, será que você me deixa descansar?

Diante das palavras do vovô, não consegui balançar a cabeça em concordância. Eu não queria, nem por um segundo, guardar dentro de mim a ideia de que ele ia morrer.

…Mas, se esse é o destino do vovô, só resta obedecer. Não é algo sobre o qual eu tenha o direito de reclamar.

— Entendi.

Segurei firme as lágrimas e respondi assim.

O vovô disse "obrigado" e passou a mão, com carinho, na minha cabeça.

Só de pensar que, um dia, essa mão grande e áspera do vovô não vai mais poder me acariciar, meu coração parece que vai se despedaçar.

Mas, mesmo assim, agora preciso olhar pra frente. Enquanto o vovô estiver vivo, vou dar tudo de mim.


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