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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 342

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Capítulo 342

O Gale disse que queria se acalmar por um tempo e saiu da academia. A Kate Liz ficou o tempo todo com a cabeça baixa, visivelmente arrependida.

Ela tinha a intenção de salvar as pessoas, mas, no fim, acabou machucando alguém.

Já não há mais nada que a gente possa fazer. Daqui pra frente, é um problema deles mesmos. …Só de ter conseguido desfazer a magia da Kate Liz, já foi um resultado e tanto.

Pensando nisso, voltei pro palácio real junto com o Duke.

Eu queria ver o vovô. Desde aquele dia, o vovô passou a viver no castelo junto com o rei. O dia em que ele vai se tornar rei está cada vez mais próximo. O próprio rei está se preparando pra ceder o trono a ele, e tudo já está encaminhado.

Os chefes das cinco grandes famílias nobres também não se opõem. Só que eu acho que existe alguém por trás dos panos dentro dessas cinco grandes famílias. Se a mãe do rei ainda estiver viva, com certeza há alguém com poder considerável do lado dela.

Provavelmente concordaram com a subida do vovô ao trono só porque, se levantassem objeção agora, chamariam atenção demais.

— Irmão!? O senhor está bem!?

A voz do rei, cheia de choque e desespero, ecoou nos meus ouvidos. Corri pelo corredor bem polido em direção de onde vinha a voz.

Espiei a cena de longe, escondido. O que vi foi algo que me fez duvidar dos próprios olhos.

Havia sangue ao redor da boca e nas mãos do vovô, caído no chão. Ao lado dele, o rei, pálido como um fantasma, tentava amparar o vovô.

…Vômito de sangue?

— Irmão!

— Estou bem. Não se preocupe.

— Mas isso é…

— É o meu próprio corpo. Sou eu quem entende melhor sobre ele.

O medo me paralisou por completo, não conseguia dar nem um passo. Nem sequer conseguia emitir som algum.

Fui tomado pelo medo de que o vovô pudesse desaparecer. Não conseguia fazer absolutamente nada, só assistir à cena, paralisado.

— Vamos chamar um médico.

Diante das palavras do rei, o vovô balançou a cabeça em negação.

— Já é tarde demais. Não é mais algo que remédio resolve.

Não conseguia respirar. Não conseguia acreditar no que estava acontecendo bem na minha frente. Dava pra sentir minha respiração ficando descontrolada.

— Tem alguém aí?

Diante daquela voz grave do rei, prendi a respiração. Me afastei dali em silêncio, sem fazer barulho.

Depois de um tempo, comecei a correr, desesperado, sem pensar em nada. Só queria fugir pra qualquer lugar que não fosse aquele.

Não leva embora a pessoa mais importante pra mim! Gritei isso dentro do meu coração.

Naquele dia, não consegui dormir nem um pouco.

Não quero nem pensar na possibilidade de o vovô desaparecer deste mundo. Mas não posso ficar assim, fraquejando dessa forma.

A Alicia ia ficar brava comigo. Preciso encarar a realidade.

Fugir agora só vai gerar arrependimento depois. Preciso entender o real estado do vovô e fazer o que estiver ao meu alcance pra ajudar.

Talvez fosse só imaginação minha, e o vômito de sangue tenha sido apenas por cansaço.

Fui eu quem, por conta própria, associou aquilo à morte. Não vou saber a verdade até perguntar diretamente ao vovô.

Tomei coragem e caminhei até o quarto onde o vovô estava.

O ar estava levemente frio. O sol da manhã tinha acabado de nascer. Uma luz vermelha flutuando sobre um branco acinzentado.

Mesmo sendo uma manhã tão bonita, meu coração pesava.


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