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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 164

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Capítulo 164

— Alicia.

Quando cheguei em casa, o Otou-sama estava parado na frente da cabana.

Ah, de alguma forma sinto que ele envelheceu um pouco. Mas mesmo assim ele continua sendo um pai bonitão…

— O que aconteceu?

— Parabéns pelo nível 90.

Otou-sama disse isso com uma voz grave e gentil.

…É verdade, essa é a primeira vez que encontro o Otou-sama desde que saí da cabana.

— Muito obrigada.

Disse isso educadamente e fiz uma reverência. O Otou-sama me olhava com uma expressão complicada.

Por que ele está com essa expressão num reencontro depois de tanto tempo?

Otou-sama franziu a testa e tocou devagar e cuidadosamente no tapa-olho do meu olho esquerdo.

Ah, é sobre isso. Tudo bem, eu não me importo. Já desisti até de casamento pra virar vilã… então não tem problema não poder me casar. …Essa cara do Otou-sama é a cara de quem está prestes a se desculpar comigo.

— Otou-sama, eu estou feliz agora. Por isso, por favor, não se desculpe comigo de jeito nenhum.

Disse isso calmamente e sorri pro Otou-sama.

— Entendi… Você vai voltar pra casa, não vai?

— Pra casa?

— Você não está pensando em ficar na cabana pra sempre, está?

Otou-sama disse isso, arregalando um pouco os olhos.

É verdade! Depois de passar dois anos na cabana, eu tinha esquecido da minha casa de verdade.

…Será que devo voltar pra mansão?

— "Fique trancada na cabana", "volte pra casa"… adultos são bem egoístas mesmo.

Jill cuspiu essas palavras venenosas numa voz baixa. Otou-sama fez uma expressão de sofrimento diante disso.

De fato, o que o Jill diz faz sentido. Mas o Otou-sama disse aquilo preocupado comigo, tentando me fazer parar de ser vigilante da Liz-san…

— A biblioteca fica na mansão, então, pra coletar informação, talvez seja mais conveniente ficar na mansão… e, além disso, acho que uma garota como a Alicia não devia ficar num lugar pequeno como uma cabana.

Arregalei os olhos sem querer diante das palavras do Jill. O Jill dizendo algo que ajudava o Otou-sama…

Ele mudou bastante nesses dois anos em que eu não estive presente.

— Vou voltar pro meu lugar de origem.

Assim que eu disse isso, a expressão do Otou-sama se iluminou na hora.

Ah, ele queria mesmo tanto que eu voltasse… Ou melhor, parece que ele realmente se incomodava por ter me feito ficar trancada na cabana.

— Que bom, Arnold.

Jill disse isso ao Otou-sama numa voz baixa.

Que saudade! Olhei ao redor do meu próprio quarto. Ah, essa cama também é nostálgica. Parece que continuaram cuidando dele mesmo enquanto eu não estava.

— Alicia-sama!

Ouvi o som de alguém batendo na porta, chamando meu nome com um tom animado. …Rosetta?

— Pode entrar.

Assim que eu disse isso com um tom calmo, a porta se abriu com força.

— Alicia-sama! Então você voltou.

Rosetta, que no jogo deveria me odiar, tinha lágrimas nos olhos, feliz pelo meu retorno.

Eu não a via pessoalmente, mas ela levava várias coisas até a cabana.

— Alicia-sama… o olho…

Rosetta disse isso com uma voz fraca, arregalando bastante os olhos.

Ah, explicar tudo do zero está ficando meio cansativo.

— O que… aconteceu?

— Eu doei ele, pra uma certa pessoa.

Disse isso e percebi uma coisa. O Otou-sama nunca me perguntou o que tinha acontecido com meu olho.

Ou seja, será que ele já sabia sobre a situação do meu olho…? Bem, eu já imaginava que ele soubesse.

Rosetta não insistiu mais depois das minhas palavras. E, como quem volta a si de repente, fez uma reverência impecável.

— Peço desculpas por ter invadido seu quarto de repente por questão pessoal.

— Tudo bem. Obrigada por se preocupar.

Coloquei a mão suavemente na cabeça dela e disse isso. Rosetta me olhava fixamente com olhos prestes a chorar. Por que ela parecia prestes a chorar? Agora eu não tinha nada de vilã. Pelo contrário, tinha virado uma pessoa gentil. Será que eu já cheguei ao nível de vilã capaz de fazer alguém chorar com uma única palavra? Ou será que ela não gostou de ter minha mão na cabeça dela? Se não me engano, a Rosetta era mais velha que eu…

— Alicia-sama… fico muito feliz que você tenha voltado de verdade.

Enquanto eu pensava nisso, a voz trêmula da Rosetta chegou aos meus ouvidos.

…Então eram lágrimas de emoção. Com os olhos marejados voltados pra mim, Rosetta sorriu, feliz.

É bom ser motivo de alegria pra alguém, só por ter voltado.

— Bem, vou indo. Com licença. …Ah, e, além disso, Alicia-sama, você ficou muito bonita.

Rosetta, antes de sair do quarto, virou-se pra mim e abriu um sorriso feliz.


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