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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 284

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Capítulo 284

Voltei pra casa e me tranquei na biblioteca, relembrando o que aconteceu hoje.

Não consigo tirar da cabeça a expressão da Kate Liz lutando como mulher. O conteúdo do livro simplesmente não entra na minha cabeça.

Os valores dela são completamente diferentes dos meus, e eu não consigo entender. Fico irritado com quase tudo que ela diz, mas, só na questão do Duke, acabei sentindo alguma compaixão.

Talvez a Kate Liz estivesse satisfazendo o próprio desejo de aprovação cercando-se de gente que a compreendia. E, provavelmente, ela também queria acreditar que estava certa.

Afinal, deve ser bem difícil ser completamente ignorada pela pessoa que se ama. Sei que jamais vou perdoar o fato de a Alicia ter quase morrido por causa da Kate Liz, mas, agora, sinto que entendi um pouco melhor quem ela é.

Foi a primeira vez que achei a Kate Liz alguém genuinamente humano.

— Ou seja, se dá ou não pra usá-la a nosso favor depende do Duke, no fim das contas.

Fechei o livro devagar.

Ao mesmo tempo, percebi que alguém entrava no quarto.

— Arnold, por favor, vá direto ao assunto.

…Essa voz, é o pai do Gale?

Olhei na direção da voz. Um homem de cabelo cinza e óculos, com uma expressão contrariada. Sem dúvida, é o Joan, pai do Gale.

— Espera um pouco. Quero que você veja isto.

Dizendo isso, Arnold olhou pela estante de livros por um instante e pegou um livro.

Um livro antigo, com bordados dourados no design. Nunca tinha lido esse livro.

Arnold soprou de leve sobre o livro. Uma nuvem de poeira se espalhou.

Joan, ainda com uma expressão desconfiada, perguntou: "Que livro é esse?"

Eu também forcei a vista, olhando fixamente pro livro.

— Só agora, tarde demais, me lembrei de uma coisa que o Albert me disse.

— Então, do que se trata, afinal?

— Na noite anterior ao dia em que a Alicia mudou, uma rosa completamente negra desabrochou.

— Completamente negra?

— Você já deve ter ouvido falar. É a flor que, segundo dizem, desabrocha no exato momento em que nasce alguém que segura o destino do reino nas próprias mãos.

— Ah, é aquela história de uma rosa de cor especial desabrochando, uma única flor. Se não me engano, quando a Santa nasceu, desabrochou uma rosa dourada brilhante.

— Como ela era plebeia, demorei um pouco pra encontrar essa informação. …Fiquei focado demais na Santa e acabei esquecendo completamente disso.

Diante das palavras do Arnold, o rosto do Joan ficou ainda mais sério.

Se você continuar pensando tanto assim, vai ganhar mais rugas no rosto, viu.

…Mesmo assim, que notícia absurda, ter duas pessoas segurando o destino do reino nas mãos.

Será que está tudo bem eu ouvir uma informação supersecreta desse nível? Espero que eu não seja eliminado depois disso.

— E, além disso, você se lembra? No dia em que o príncipe nasceu, também desabrochou uma linda rosa azul.

Ah, agora são três.

Diante das palavras do Joan, girei minha cabeça em busca de sentido.

Rosa azul, se não me engano, significa "milagre". Rosa negra, "eternidade". E rosa dourada, "inveja".

Bom, é só o significado das flores mesmo…

Pensando nisso, talvez seja mesmo o Duke quem segura o destino deste reino mais firmemente de todos.


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