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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 213

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Capítulo 213

— E aí, príncipe.

Pensando que não podia perder pra ele aqui, falei isso com deboche.

— Ei! Saiba o seu lugar!

O guarda gritou alto na minha direção.

Essa frase, já estou meio cansada de ouvir. Será que não existe outra fala diferente? "Quem você pensa que é" seria bem mais comum, mas ainda nem ouvi essa.

Bom, pode ser que eu tenha deixado passar despercebido também.

A cor dos olhos do príncipe mudou levemente. Parece que ele demonstrou um pouco de interesse por mim.

— Parece que você tem coragem.

— Se não tivesse, já teria fugido daqui há muito tempo.

— …Você realmente não enxerga nada?

Os olhos verdes dele me observavam com desconfiança.

Faz sentido ele perguntar isso. Se eu estivesse na posição dele, também perguntaria a mesma coisa.

…Se eu estivesse na posição do príncipe, o que precisaria ouvir pra acreditar? No duelo de ontem, desviei de bastante ataque, então com certeza tem muita gente desconfiando que essa minha faixa nos olhos é só encenação.

— Você não vai responder?

— Eu não enxergo nada, mesmo. Se quiser, pode conferir.

— É melhor você parar com essa atitude provocadora, pro seu próprio bem.

— Vai me bater? Chutar? Esfaquear? O príncipe daqui fica bravo com a fala de um mero pirralho e parte pra violência?

Falei isso de propósito, tentando provocar ainda mais.

Vou aproveitar pra ver de que material é feito o príncipe do reino de Lavarre. É verdade que minhas palavras devem ser bem irritantes, mas, se ele realmente ficar bravo de verdade por causa de umas frases assim, não tem fim.

Bom, mesmo que o príncipe não seja um tirano, essas palavras seriam o suficiente pra alguém perder a cabeça.

— Rá, que pirralho cheio de fibra.

Ele ergueu o canto da boca num sorriso maroto.

— Eu sou Victor Harrist. O segundo príncipe deste reino.

Então quer dizer que o de cabelo comprido é o irmão mais velho.

Só um preconceito meu, mas, por algum motivo, achei que fosse o contrário — que o de cabelo curto seria o mais novo.

— Meu nome é Ria.

— Só isso?

— Não tenho mais nada a dizer além disso.

— Que pirralho atrevido mesmo.

Victor se levantou da cadeira e veio na minha direção.

Chegar até mim num instante desses, que tamanho de perna é esse, afinal? Ele foi modelo em outra vida?

…De perto, dá pra perceber que ele é bem alto. E, ainda por cima, cabelo curto, parece o tipo que joga basquete bem.

Ele me olhava de cima a baixo, com olhos afiados, como quem avalia uma mercadoria.

Como ele consegue fazer esse olhar intimidador assim, com uma criança na sua frente? Qualquer nobre comum por aí provavelmente desmaiaria. …Bom, nobre não fica jogado por aí, né.

Queria que essa avaliação toda acabasse logo. Já passei por vários tipos de pressão até agora, mas essa aqui… não é o meu forte.

Depois de me observar por um tempo, ele agarrou minha mão com força.

— É fino, mas tem um músculo bom.

— Me solta.

Victor apertou ainda mais a mão que me segurava e me puxou pra perto dele, com força. Mesmo com meus olhos cobertos pela faixa, parecia que estávamos nos encarando diretamente, olho no olho.

Só tenho um pressentimento ruim disso. Sinto meu coração começar a bater mais forte.

— …Você é mulher?

Uma voz baixa ecoou pela sala.


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