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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 403

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Capítulo 403

Talvez incomodado com as palavras do Victor, o rosto do Duke ficou tenso.

— O que isso significa?

Quem fica ao lado do rei é a rainha consorte. Tanto o Leon quanto a Kushana entendiam bem isso.

O Victor pensou por um instante e voltou o olhar pra Alicia, que dormia.

— ……………Era brincadeira.

O Victor disse isso rindo com desdém pelo nariz, mas sua expressão estava coberta de uma tristeza sutil. O Duke não desviou o olhar dele, esperando pela próxima palavra.

— Essa pirralha é só uma peça descartável… quer dizer, uma peça excelente.

— Não consegue descartá-la?

— Porque ela tem valor de uso. Cheguei a pensar em explorá-la a vida inteira, mas, infelizmente, não pretendo entrar em guerra com o reino vizinho.

O Victor desfez a expressão séria e voltou ao tom de sempre.

— Perceber os próprios sentimentos e, ao mesmo tempo, reprimi-los — não deve ser fácil, nem pra um príncipe.

O murmúrio da Kushana chegou só aos ouvidos do Leon, que respondeu com um "é mesmo", concordando.

O Duke apertou com força a Alicia adormecida em seus braços e sorriu de forma provocante pro Victor.

— Se você vier pra tomá-la de mim, vou te enfrentar com tudo.

— Não me culpe se perder.

— Se já terminaram de conversar, vamos logo pro vilarejo. Vocês não têm tempo a perder, não é?

A Kushana, como se quisesse quebrar aquele clima intenso entre os dois, começou a caminhar apressada.

Sentindo, mais uma vez, a dignidade de uma rainha, o Victor e o Duke seguiram atrás dela.

O Leon, observando aquela cena, ficava preocupado com o que a Alicia decidiria fazer daqui pra frente. Será que ela conseguiria suportar saber que uma pessoa importante estava morrendo no reino de Dulkis?

Rezando pra que ela não sofresse mais do que já estava sofrendo emocionalmente, o Leon também seguiu em frente.

……………Que cheiro bom.

Abri os olhos devagar. …Um teto desconhecido. Uma casa feita inteiramente de madeira. Sem nenhum enfeite chamativo, transmitia um calor aconchegante, como um lar de verdade.

Enquanto me sentava, tentei entender minha situação atual. No mesmo instante, cruzei o olhar com uma mulher parada na minha frente, segurando uma bandeja.

Alta e esguia, com um rosto refinado parecido com o da Kushana. A única diferença era que os olhos dela não eram vermelhos, mas laranja.

Olhei pra roupa que ela vestia. Um vestido branco simples, com bordados vermelhos. Será algum tipo de traje tradicional?

Diante da minha confusão com a chegada repentina de uma mulher desconhecida, ela sorriu e respondeu, com calma: "Olá, sou a Sheena, irmã da Kushana".

O rosto era idêntico, mas a atmosfera era completamente oposta. …Será que são gêmeas?

— Somos gêmeas.

Talvez tendo lido minha expressão, ela me explicou, colocando a bandeja ao meu lado. A Sheena me entregou uma tigela, e bebi a sopa.

Um sabor parecido com creme de milho. Aquele calor e sabor delicioso encheram meu coração também. Ao beber a sopa, percebi, mais uma vez, o quanto estava faminta.

Pensando bem, fiquei o tempo todo em movimento, sem nenhum momento de descanso.

……………Ah, é verdade! Preciso levar logo a Madi até o Rio!

Mas, aqui no vilarejo, ela é considerada a flor sagrada… Ah, francamente! O que eu faço agora!

Sem perceber, segurei a própria cabeça com força. A Sheena observava aquilo, rindo baixinho.

— Que pessoa fofa, com expressões que mudam tão rápido.

Não parecia nem um pouco que uma mulher com uma atmosfera tão suave assim tivesse uma irmã capaz de balançar aquela foice daquele jeito.

Mesmo assim, a técnica de luta dela foi impressionante. Claramente num nível muito acima de todos os outros.

Não tenho tempo pra ficar relaxando assim! Ainda tenho muita coisa pra resolver!

Bebi a sopa toda de uma vez e tentei me levantar. Naquele instante, a Sheena se colocou na minha frente. Mesmo com aquele sorriso tranquilo, senti uma pressão absurda vindo dela.

— Entendo que você queira ver a Kushana, mas, primeiro, precisa se trocar.

Ela pegou uma roupa que estava ao lado da cama e a entregou pra mim.

— Quando em Roma, faça como os romanos.

Segui as palavras dela e comecei a trocar de roupa, vestindo as roupas do vilarejo.


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