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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 267

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Capítulo 267

— O Jill admira mesmo a Alicia, hein.

A voz do Albert, ao dizer isso, era mais gentil do que eu jamais tinha ouvido antes.

— E, além disso, você costuma dizer coisas inteligentes que ninguém imaginaria vendo sua aparência. …Você se parece com a Alicia.

Pra mim, aquele foi o maior elogio possível.

Ser parecido com a Alicia. Ouvir isso justamente do irmão de sangue dela é uma honra e tanto.

— Acho que, mesmo compensando pelo resto da minha vida, nunca vou ser perdoado por ela.

Que expressão tão triste ele fez.

E, além disso, a Alicia não guarda nem um pouco de rancor do Albert. Mesmo estando do lado da Kate Liz, ela sempre gostou do próprio irmão.

— …O Albert gosta da Alicia?

Diante da minha pergunta, ele respirou fundo por um instante e depois abriu a boca com uma expressão suave.

— Ela sempre foi minha irmã querida.

— Se você pensa assim, então está tudo bem.

Apesar de tudo que aconteceu, não consegui culpá-lo.

…De alguma forma, fiquei mais tolerante também, hein. Será coisa da idade?

— Ah, é verdade.

Deixei escapar aquilo de repente, como quem se lembra de algo.

— O que foi?

— Vou fazer aniversário. Depois de amanhã, faço doze anos.

— O quê!? Isso precisa ser comemorado com pompa e circunstância. O que você quer de presente? Qual é a sua comida favorita?

Achei que estávamos ficando mais próximos, mas será que ele não está sendo insistente demais de repente? Bom, tudo bem também.

— Ou melhor, doze anos, é? Ainda é bem criança, hein.

Criança. Eu não sou criança. Já sou um adulto bastante independente. Mais com os pés no chão do que muitos jovens nobres por aí.

— Pode se apoiar em mim à vontade, sabe.

No exato instante em que eu ia retrucar, ele disse isso me encarando diretamente nos olhos.

Achei que fosse só pena, mas aquele roxo profundo nos olhos dele parecia genuinamente se importar comigo.

Deve ser o temperamento nato de irmão mais velho dele.

— Então, quero um livro novo de ervas medicinais.

— Entendido.

— E também uma lupa.

— Que lista de desejos, hein, pra alguém de doze anos.

— Também quero beber bebida alcoólica.

— Isso ainda precisa esperar você crescer mais um pouco.

Nunca imaginei que fosse pedir tantas coisas assim pro Albert.

Um adulto em quem se pode confiar o suficiente pra se apoiar, imagino, é exatamente alguém como ele. Nunca tive alguém assim antes.

Nem o Duke, nem a Alicia, nem o vovô — nenhum deles era alguém pra quem eu conseguia mostrar minha própria imaturidade.

— Jill, criança pode agir como criança, sabia. É natural se apoiar nos adultos.

Albert me dava calor. Que sensação tão reconfortante.

— Quero comer aquela torta de maçã que às vezes aparece.

— Sim. Vou mandar fazerem bastante.

— Não tenho força física nem noção nenhuma de esgrima, mas queria uma espada pequena.

— Vou pedir pra um artesão de primeira linha fazer.

Fui soltando tudo o que sentia até então. Nunca imaginei que fosse mostrar esse lado meu a ele.

— E também… quero ver a Alicia.

Percebi que minha voz tremeu um pouco.

Eu quase nunca dizia isso em voz alta, achava que era algo que não devia dizer.

Desde que ela saiu deste reino, não passa um dia sem eu pensar nisso. A Alicia, que sempre esteve ao meu lado, desapareceu de repente. Não é como antes, quando ela ficava trancada numa cabana. Dessa vez, ela foi pra um lugar onde minhas mãos não alcançam.

Dizer que quero vê-la só ia preocupar todo mundo ao redor. Por isso, sempre reprimi esse sentimento com força…

Mas por que, na frente do Albert, esses sentimentos vão transbordando cada vez mais?

— Eu também. Quero ver a Alicia.

Ele murmurou isso calmamente e afagou minha cabeça com gentileza.


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