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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 297

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Capítulo 297

— Já disse que vou te vigiar. A partir de agora, perguntas estão proibidas.

Dizendo isso, o Victor encerrou a conversa à força.

Ainda não estou convencida, mas, já que ele disse isso, não tem jeito. Por mais que eu pergunte, ele não vai me contar mesmo…

Vir junto com um subordinado, arriscando a própria vida, só pra "vigiar"… será que confiam tão pouco assim em mim? Ou será só preocupação genuína? …Provavelmente é a primeira opção.

— Entendido. …Vamos ter cuidado juntos, então!

Não sei bem o que responder numa situação dessas.

— Vou até os três cérebros deste reino agora, então não precisa me vigiar por enquanto.

Falei isso e saí do local.

Ah! Finalmente livre!

Será que o Victor, no fundo, é do tipo carente? Ou melhor, será que agora preciso avisar toda vez que for fazer qualquer coisa? ……………Que saco!!

Talvez eu tenha acabado sendo capturada por um príncipe bem complicado.

Ah, e também esqueci de perguntar quando vou poder conhecer o primeiro príncipe… …Bom, de qualquer forma, vou encontrar o Victor à noite mesmo, quer eu queira ou não, então posso perguntar naquela hora.

Fui pensando nisso enquanto caminhava pelo corredor impecavelmente polido.

— Já estava pensando que você viria logo.

Assim que entrei na sala onde estavam meus avôs, o Kate me recebeu, dizendo isso.

Mesmo dito com um sorriso tão gentil, sinceramente, fico até com medo de como ele sabia disso.

Não parece que ele usou magia, então será esse o poder de um instinto refinado por muitos anos? Preciso aprender com ele também!

Meu avô e o Mark, mesmo com minha chegada, continuavam jogando xadrez, calmamente, no fundo da sala.

Não sei se devo admirar isso, ou desejar que se interessassem um pouco mais por mim. Sentimento complicado.

— Minha vitória.

Meu avô murmurou isso, sem sorrir. Ao mesmo tempo, o Mark derrubou a peça que parecia ser o rei, com um clique.

Só esse movimento dos dois já parece cena de filme. Tamanha é a presença que emanam.

— Ahn, gostaria que me ensinassem várias coisas, por favor.

— Várias coisas, como o quê?

O Kate me olhava com um olhar de teste.

Será que eles sabem que eu consigo usar magia? Não, mas eu ainda não demonstrei isso publicamente…

Cruzei olhares com meu avô.

Pensando bem, como foi mesmo que eu fui salva naquele dia? Quando saí do lago da Floresta que Leva à Morte, meu corpo ficou mais leve graças ao meu avô. Não tenho lembrança de ter recebido magia de cura. Considerando a situação, a única explicação possível é que ele me deu poder mágico…

Se for isso, então eles já devem saber que eu consigo usar magia… O que eu faço agora?

— Por que você está tão pensativa assim? Você quer que a gente te transmita nosso conhecimento, não é?

Ah, será que, afinal, eles não descobriram que eu uso magia!?

Bom, se tivessem descoberto, eu pensava em pedir aulas de magia mesmo, mas isso aqui é ainda melhor!

— Sim! Isso mesmo! Por favor, conto com vocês!

Falei isso com energia e curvei a cabeça.

A partir daí, até o pôr do sol, aprendi muita coisa com eles.

Esquecendo até de comer, fiquei completamente absorta nas conversas dos meus avôs. Cada um tinha valores e formas de pensar diferentes, mas todos, em comum, desejavam a paz e a estabilidade do mundo.

Quanto mais eu ouvia, mais coisas me faziam refletir, e mais opiniões diferentes surgiam.

Lembrei do momento em que conheci o tio Will pela primeira vez. Fiquei chocada, pensando que existia alguém tão sábio assim, mas o mundo é ainda mais vasto do que eu imaginava.

Que tolice do Reino de Dulkis, ter abandonado esses três homens tão valiosos.


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