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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 288

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Capítulo 288

Depois de desviar habilmente da conversa do Victor, finalmente voltamos ao castelo.

Faz pouco tempo desde que comecei a ficar aqui, mas já sinto como se tivesse passado bastante tempo. Que assustador, esse negócio de se acostumar.

Depois de me despedir do Capitão Marius, dos outros, dos meus avôs e do Victor, fui apressada em direção ao meu casebre.

Finalmente a expedição terminou. Que cansaço enorme.

Girei os ombros de leve, relaxando os músculos.

Na Floresta que Leva à Morte, fui salva várias vezes pelo Victor… Eu, que deveria estar do lado de quem protege, acabei sendo protegida. Ainda tenho muito o que evoluir. Preciso treinar ainda mais.

— Cheguei, Rai~

Assim que me viu, o Rai pulou em cima de mim, animado. Afaguei com carinho a pelagem negra, macia e linda dele. Ele me olhava com os olhos brilhando de empolgação.

Será que ele ficou tão feliz assim de me ver voltar? Afinal, ter um leão é mesmo algo valioso.

Tirei devagar o pano que cobria meus olhos.

O trabalho de hoje já terminou. Minha visão, antes embaçada, agora conseguia ver cada detalhe com clareza.

— Ahh! Que sensação de liberdade!

Esticei os braços pra cima e me deitei diretamente no chão. O Rai esfregava o rosto no meu corpo, carinhoso.

Que aconchego e conforto… me sinto até segura. Naturalmente, veio um bocejo enorme.

— Ainda tenho coisas pra fazer, mas… hoje, já…

Sem conseguir resistir ao sono, acabei adormecendo ali mesmo.

O sol da manhã entrava sem piedade pela janelinha. Acordei com aquela luz.

Que brilho ofuscante.

Sentei-me, semicerrando os olhos. Normalmente eu conseguiria me mover na hora, mas, talvez ainda com o cansaço da expedição, meu corpo estava pesado.

E, além disso, dormir no chão realmente não ajuda a recuperar o cansaço.

— Bom dia, Rai.

Afaguei o Rai, que dormia tranquilamente ao meu lado. Que pelagem realmente maravilhosa… parece uma almofada de luxo.

A porta do casebre se abriu com força, num estrondo.

Ao mesmo tempo, a porta, já mal fixada, se quebrou de vez.

— Até quando você vai continuar dormindo?

Com a luz do sol como pano de fundo, o Victor estava parado como um guerreiro, de pernas abertas.

Alguém, por favor, diga que isso é um sonho. Uma pessoa incômoda numa manhã já cansativa, isso sim é desgraça atrás de desgraça.

— …Deve ser um sonho mesmo.

Murmurei isso baixinho e tentei voltar a me deitar pra dormir.

— Não é sonho nenhum. Você já descansou o suficiente. E, além disso, hoje é seu último dia com esse casebre.

— O senhor ainda está falando sobre isso? Eu não quero dormir com o príncipe. Ou melhor, conserte essa porta direito, por favor.

Por causa do chute que o Victor deu na porta pra abri-la, ela agora estava num estado deplorável.

— Você é realmente esquisita, hein. Normalmente qualquer um ficaria feliz e até choraria de alegria. Meu quarto é muito mais confortável pra dormir do que esse casebre.

Victor me olhava com uma expressão genuinamente confusa.

— Desculpa por não ser normal. Mas, pra mim, esse casebre é bem mais atraente do que o quarto do príncipe.

— Não consigo entender… Bom, já não adianta mais nada o que você diga. Já deixei você dormir aqui ontem também. Já chega.

…Como foi que as coisas chegaram a esse ponto?

Soltei um suspiro e olhei pro Victor, tão confiante de si mesmo.

Isso, custe o que custar, não pode chegar aos ouvidos do Duke-sama…


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