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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 307

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Capítulo 307

…Mesmo assim, desde quando fiquei tão popular assim nesse batalhão? No começo, todos me olhavam com desconfiança, mas agora já parece que sou até melhor amiga deles.

Talvez porque achavam que eu ia morrer na expedição, ao voltar viva, virei uma espécie de celebridade.

Enquanto eu mastigava meu sanduíche, ignorei as pessoas ao redor. Sem perceber meu desinteresse, eles continuavam insistindo em falar comigo.

Eu só queria comer em paz, tem tanta coisa pra pensar…

— De onde, afinal, a baixinha conseguiu essa capacidade de combate toda?

— Ei, como foi que você sobreviveu naquela Floresta que Leva à Morte?

— Você tem algum mestre? Se puder, conta o nome dele!

— Baixinha~! Fala qualquer coisa, o que for!

Ninguém nunca me chama pelo nome "Ria". Com certeza não vou responder nada!

— Por favor! Pelo menos o nome do seu mestre, conta! Ria-sama!

Alguém me chamou pelo nome.

Ah, faz tempo que ninguém me chamava assim, de alguma forma.

— Eu não tenho mestre nenhum.

Respondi só isso e voltei a colocar o sanduíche na boca.

Ah, esse é sanduíche de presunto. Que delícia. O chef desse castelo é realmente de primeira linha.

— Você conseguiu essas habilidades tudo sozinha?

— Será possível um corpo tão pequeno fazer isso? …Ou melhor, será justamente por ser pequeno que conseguiu?

Eles conversavam em voz baixa entre si, mas eu estava tão distraída com o sabor do sanduíche que nem prestei atenção.

Aprendi esgrima primeiro com meu irmão, e magia com o tio Will, mas na prática, foi meu próprio esforço quem conquistou essas habilidades… realmente não tenho ninguém que possa ser chamado de "mestre" de verdade.

— Eu também queria ser querido pelo príncipe.

— Nesse caso, aprimora mais a esgrima.

No exato momento em que alguém disse isso, a voz do Victor ecoou nos meus ouvidos. Todos se viraram pra trás ao mesmo tempo.

Vejam só, aparecendo assim do nada, todo mundo ficou pálido.

— D-desculpe muitíssimo!

O homem que tinha acabado de falar se levantou com ímpeto e curvou a cabeça a noventa graus.

— Chega, vão logo pro treino.

Diante da fala incomodada do Victor, todos gritaram "Sim, senhor!" ao mesmo tempo e saíram correndo.

Espera, o quê? Ainda estou no meio do almoço? E o meu sanduíche de presunto!?

Também me levantei, contrariada, tentando sair correndo, mas alguém me puxou pela gola por trás.

— Você fica.

— Por quê?

Sem olhar pro rosto do príncipe, falei isso com um leve tom de raiva. Fiquei olhando, meio desolada, as costas dos soldados que ficavam cada vez menores ao longe.

Sendo assim, favorecida pelo príncipe desse jeito, posso acabar sofrendo bullying, sabia? Bom, não acho que eles vão fazer isso, mas com certeza tem alguém entre eles que não me aceita de bom grado.

— Pirralha tem trabalho a fazer.

— Ahh~, então aumenta meu salário por hora.

— Do que você está falando? Vou te dar um trabalho superimportante agora.

Victor girou meu corpo, ainda segurando minha gola, até eu ficar de frente pra ele. Meus olhos, com uma expressão de incômodo, se refletiam naqueles olhos verde-amarelados dele.


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