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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 357

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Capítulo 357

O dono da loja fitou os olhos da Vivian e murmurou baixinho, "Vossa Alteza".

Um clima tenso pairava entre os dois. Fiquei em silêncio, só observando a cena.

Um vento suave entrava pela janela, acariciando a pele. A cortina balançava de leve.

O cabelo loiro brilhante da Vivian ondulava suavemente. Parecia uma cena de filme.

— Você nunca, nem uma vez, olhou pra mim até agora.

O tom de voz da Vivian era masculino. O dono da loja não disse nada.

— O que você acha? Eu, usando um vestido feito por você… sou nojento?

Ela perguntou isso com o rosto levemente contorcido. O dono da loja fez uma expressão de choque. Mesmo sem dizer nada, dava pra sentir, pela expressão dele, um "de jeito nenhum".

…Será que houve algum tipo de mal-entendido entre os dois, o tempo todo?

— Você disse, antigamente, que não tinha interesse nenhum em me ver de vestido. Mas eu via você olhando com prazer os vestidos de outros clientes. Será que não tinha confiança no vestido que você mesmo fez pra mim? Ou será que, fingindo não me desprezar, no fundo você achava que não suportaria ver um homem de vestido?

Vendo a Vivian se emocionar assim, entendi o quanto o vínculo entre ela e esse dono de loja era forte.

Não é da minha conta me meter, mas eu acho que o vestido que a Vivian está usando agora é uma obra-prima absoluta.

Dá pra perceber, claramente, que foi feito pensando profundamente na Vivian.

Depois de um breve silêncio, o dono da loja finalmente abriu a boca.

— Eu levei em consideração a posição de Vossa Alteza.

— …Pode falar do jeito que sempre falou.

— Eu deveria ter tratado a Vivian como um amigo, de igual pra igual. Mas achei que a verdadeira forma do primeiro príncipe deste reino não deveria ser mostrada ao povo comum. Fui raso demais. Nunca imaginei que, por causa disso, estivesse machucando você. Nojento? …Vivian, você é a pessoa mais linda do mundo inteiro. Está usando um vestido feito por mim.

O dono da loja indicou com o olhar pra Vivian se virar em direção a um grande espelho de corpo inteiro.

A Vivian se virou devagar e conferiu a própria imagem.

Como será que aquilo parece aos olhos dela? Pros meus olhos, parece uma deusa de força e caráter fortes.

Percebi as pupilas da Vivian se dilatarem. Devagar, o dono da loja se aproximou dela.

— O que acha? Linda, não é?

Sem dizer nada, a Vivian ficou parada em silêncio diante do espelho.

Parece que está superando um trauma… mas, espera, isso não é trabalho de heroína?

Vai ser difícil espalhar o nome da vilã neste reino. Preciso logo montar meu batalhão.

…Será que não tem nenhum talento bom rolando por essa cidade?

— Obrigada.

A Vivian murmurou isso. Ao ouvir aquela voz, o dono da loja sorriu, extremamente satisfeito. Um espaço lindo se espalhou entre os dois.

— Ah, é verdade!

De repente, como se tivesse se lembrado de algo, o dono da loja se virou na minha direção.

— Qual é o nome da mocinha?

…Tinha esquecido completamente disso!

— Ahn, sou a Alice.

Que problema. Sem pensar direito, acabei derivando um nome feminino a partir de "Alicia", mas agora meus nomes só aumentam cada vez mais.

Eu deveria simplesmente ter dito "Alicia" mesmo… Será que sou idiota?

Não, espera. Ter vários nomes é meio cool, tipo espiã!

— Alice, bom nome. Eu sou Rilton Ben.

Então é por isso que o nome da loja é "Rilton". Eu também queria abrir uma loja com o nome "Williams".

— Você serve à Vivian mesmo sem enxergar?

— Sim. Porque eu consigo lutar.

Respondi erguendo os cantos da boca.

— Um talento excelente que se atrai naturalmente, hein.

Aquela frase deveria ter sido dita pra Vivian, mas o Ben olhou diretamente nos meus olhos ao dizê-la.

…Será impressão minha achar que aquilo, de alguma forma, foi dito pra mim?

Nos olhos castanhos do Ben, refletia meu rosto, com a peruca preta em cachos e o tecido de cetim enrolado nos olhos.

Esse homem provavelmente percebeu que sou o garoto que ficou um pouco famoso neste reino por lutar contra um leão.

Não existem muitas pessoas cegas trabalhando dentro do palácio real.

— Vamos indo.

Dizendo isso, a Vivian vestiu o manto. Eu também cobri o rosto com o manto, igual a ela, pra não ser reconhecida.

Mesmo na frente do Ben, ela mantém esse jeito de falar o tempo todo, hein.

Segui a Vivian em direção à porta, mas o Ben segurou meu braço.

— O menor dos dois garotos de pele bronzeada que fugiram do coliseu está com os primeiros sintomas da doença das manchas.

Ele disse isso bem perto do meu ouvido.

— Como você sabe disso…

Pra ele me dizer isso de propósito, ele com certeza também deve saber que foram capturados pelo pessoal do castelo…

Será que ele não é um simples costureiro de vestidos? Talvez seja por isso que a Vivian confia tanto nele.

Será que sua posição, no reino de Dulkis, seria parecida com a do Paul, o das plantas?

— Bom, então, se cuida.

O Ben soltou minha mão.

A Vivian foi abrir a porta, mas parou o movimento. E se virou pro Ben.

— Obrigada por criar a verdadeira eu, Ben.

Aquele sorriso, com certeza, encanta qualquer pessoa, não importa idade ou gênero.

Que sorriso tão feliz. E esse tom de voz calmo é o da Vivian mesmo.

Olhei de canto de olho pro Ben. Ele estava simplesmente hipnotizado pela imagem da Vivian.

Com certeza, pra quem criou o vestido dela, essa deve ser a frase mais feliz de se ouvir.

A Vivian cobriu a cabeça inteira com o manto, e nós dois saímos dali.


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