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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 151

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Capítulo 151

— Hã?

Nate franziu o rosto diante das minhas palavras.

— Quem vai lutar contra mim? A Rebecca? Ou você?

Disse isso olhando direto nos olhos do Nate.

— Você está falando sério?

— Claro que estou.

Disse isso enquanto desamarrava a fita fina que estava enrolada no meu braço e prendia o cabelo com ela.

Até a Rebecca me olhava com uma expressão de estranhamento.

— Prender o cabelo já significa que está falando sério, é?

Nate disse isso, zombando de mim.

— Ainda não decidi se vou levar a sério.

Disse isso, aproximando-me do Nate, sorrindo.

Nate me encarava calmamente, sem desviar o olhar. Um ar tenso pairava.

Parece que todos ao redor esperavam a palavra do Nate. …De fato, ele é o líder.

— Ei, Tyron, luta você contra essa mulher.

Nate murmurou isso olhando direto nos meus olhos.

— Entendido, chefe.

Reagindo às palavras do Nate, um homem grande, gordo e corpulento apareceu de um pouco mais longe. Devia ser quantas vezes o meu tamanho, afinal. Cabeça raspada, olhar mau… esse vilarejo tem bastante gente com a cara de vilão que eu tanto admiro.

Observei o Tyron pra entender seus movimentos. …Braços grossos, parecia ter músculo, mas os movimentos eram lentos. Respirava com força pelo nariz, franzindo a testa, vindo em minha direção.

Segurava com uma mão uma barra de ferro cheia de espinhos grandes. Parecia um ogro.

E, além disso, ele era canhoto. Ao andar, o pé direito saía primeiro. E arrastava um pouco a perna esquerda.

Mais do que um jeito de andar com o tornozelo dolorido, parecia com o joelho dolorido… será que ele se machucou de alguma forma?

— Ei, garotinha, luta com isso.

Nate disse isso, tirou uma espada da cintura e me entregou.

Peguei a espada e a observei com cuidado.

…Sendo do líder, deve ser a melhor espada que existe aqui, né?

Estava um pouco enferrujada, e a ponta da lâmina estava toda irregular. Devia ter sido bem usada.

Foi bom eu não ter trazido minha espada de casa hoje. A qualidade era completamente diferente da que eu uso.

— Tá arrebentada, né?

Nate disse isso como se tivesse lido minha mente.

— Comparada com o que um nobre teria, deve ser uma espada péssima, né?

Nate disse isso com um tom de autodesprezo.

— …É verdade. É péssima.

— Ei, você! Não se ache demais só porque é nobre!

Tyron, ao lado do Nate, gritou pra mim com uma voz grossa.

Ah, que presença tremenda. O corpo, a voz, o rosto… exatamente cara de vilão.

Sorri de leve, olhando pro Tyron.

— Achei melhor falar a verdade. Do que mentir.

— Não brinca comigo. Zombar da espada do comandante… vou te matar.

Tyron disse isso, me encarando.

…Então o Nate era comandante? Pra começar, existe um pelotão no vilarejo da pobreza?

— Não mata. Para um passo antes de matar.

Nate disse isso com tranquilidade.

…É uma espada arrebentada e frágil, mas mesmo assim dá pra lutar direitinho. Um bom artesão não escolhe as ferramentas, como dizem.

Rebecca me olhava preocupada. …De fato, essa é a reação normal.

Afinal, ninguém saberia que uma senhorita nobre aprendeu esgrima.

Só o Jill, entre todos, me olhava com uma cara divertida ao meu lado nessa situação.

— Pode vir quando quiser.

Disse isso, segurando a espada com força numa posição de guarda. O ar ficou tenso num instante.

Talvez sentindo minha intenção assassina, Tyron também segurou a grande barra de ferro com uma mão, apontando pra mim.

Os olhos dele tinham um ímpeto de me matar. …Será que insultar a espada do comandante foi assim tão grave pra ele?

As vozes pararam completamente, e um clima tenso fluía entre mim e o Tyron.

— Vem primeiro, senhorita.

Tyron disse isso, mostrando pra mim os dentes levemente escurecidos.

Estou sendo bem subestimada, hein. …Será que nem um minuto vai levar.

Se o Nate é comandante, deve ser inteligente o suficiente. Pra medir minha força, provavelmente não escolheria alguém tão forte assim. Nível médio-baixo, talvez? Com certeza o Tyron também deve estar relaxado, achando que eu sou só uma senhorita mimada… vou terminar isso em menos de um minuto, com certeza.

— Bem, então vou aproveitar sua gentileza.

Disse isso, dei um passo à frente, passei atrás dele e chutei com toda a força a parte de trás do joelho esquerdo.

Tyron soltou um grito estranho e caiu de joelhos no chão, perfeitamente.

Os movimentos dele são lentos demais. E o olhar também é lento demais… dá pra vencer sem nem usar a espada.

Chutei as costas dele daquele jeito e encostei levemente a ponta da espada na nuca dele.

…Foi tudo rápido demais. Os músculos dele não serviram pra nada.

E, pensando de novo, com um olho só é mais difícil ler os movimentos do adversário mesmo.

Como ele era lento, deu tudo certo, mas se o adversário fosse o Nate, a história seria diferente. Um segundo de atraso pode custar a vida.

Ou melhor, a luta já tinha acabado, mas por que estava tudo em silêncio? Devia ter algum grito de comemoração, pelo menos…

Ergui o rosto e dei uma olhada geral.

Todos estavam paralisados, com os olhos arregalados, olhando fixamente pra mim… menos o Jill. Ele me olhava feliz.

Não fico particularmente feliz de ser motivo de surpresa por algo tão pequeno assim. …Sinceramente, eu queria lutar contra um adversário mais forte.

— Incrível…

Rebecca murmurou isso, olhando pra mim, com uma voz quase inaudível.

…Não é grande coisa. Tem gente mais forte que eu aos montes neste mundo. …Será que ela quis dizer que é incrível apesar de eu ter só um olho?

Se eu treinasse espada todos os dias e ainda fosse fraca, não teria sentido o treino nenhum. Por isso, pra mim, é natural conseguir fazer algo desse nível.

— Por que você mirou o joelho esquerdo?

Nate disse isso, olhando pra mim como quem investiga.

— Porque ele estava arrastando a perna.

— Só de olhar?

Nate respondeu na hora, diante das minhas palavras.

De fato, ele arrastava só um pouquinho, então pouca gente perceberia. Mas eu percebi mesmo.

…É verdade, se tivesse mais um motivo…

— Tinha uma diferença sutil no som. O tempo entre o pé tocar o chão e sair dele era diferente entre o pé direito e o esquerdo.

Assim que eu disse isso, os olhos do Nate se arregalaram bastante. Os olhos amarelos ficaram bem visíveis.

Aprendi essa técnica durante o período em que fiquei trancada na cabana. Como eu não podia sair, só conseguia informação pelo som das vozes dos empregados. Bem, meu ouvido apurado não chega nem perto do tio Will…

— A próxima é você, quem vai lutar comigo?

Disse isso, ladeando levemente a cabeça e sorrindo pro Nate.


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