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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 150

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Capítulo 150

— No final das contas, não consegui nenhuma informação sobre o lobo.

Murmurei isso parada na frente da cabana, encarando o céu.

O mundo mesmo não é assim tão fácil.

…Céu turvo. Quando o céu está assim, geralmente algo ruim acontece. Por isso, hoje eu não consegui nenhuma informação sobre o lobo… Não posso culpar o céu por isso. Isso é falta de competência minha.

Sou mesmo mesquinha, culpando o céu por não ter alcançado meu objetivo.

— Não faz essa cara melancólica. Tem sempre amanhã.

Jill disse isso, me olhando.

— Além disso, por que você voltou pra cabana de novo? Você já consegue usar magia, não consegue?

— Depois de passar dois anos aqui, a gente acaba criando apego.

— Por que não dá um nome pra ela?

Jill disse isso com o rosto sério.

Não dá pra saber se ele está falando sério ou de brincadeira.

— É verdade, que tal Josephine?

— …Então é menina.

Jill disse isso com uma expressão séria, arregalando um pouco os olhos.

Parece que o Jill achava que a cabana era menino. Mas esse jeitinho compacto tem uma coisa de menina, sabe.

— Vamos até o vovô?

— Vamos.

Disse isso e caminhei em direção à floresta.

Fazia só uns dias que eu não vinha ao vilarejo da pobreza, mas senti que o clima tinha mudado de novo.

Estava transbordando de vitalidade. O que será que o tio Will fez, afinal?

— Alicia!

Rebecca veio correndo na minha direção.

Ela dava saltos impressionantes com uma perna só. Que força muscular incrível. Será que não cansa? Afinal, não tem material pra fazer prótese neste vilarejo…

O cabelo prateado da Rebecca balançava suavemente. Eu queria ver como ficaria aquele cabelo prateado brilhando refletido no sol.

Quando será que o sol vai aparecer no vilarejo da pobreza?

— Rebecca, não é cansativo pular tanto com uma perna só?

Rebecca arregalou os olhos por um instante diante das minhas palavras, mas logo caiu na gargalhada.

— Eu consigo lutar com espada mesmo com essa perna.

Rebecca disse isso com um sorriso radiante.

— Com espada?

Fiquei paralisada com as palavras da Rebecca.

Ela consegue lutar de espada com uma perna só? Inacreditável. Por mais que o núcleo do corpo esteja desenvolvido e tenha força no braço… não dá pra desenvolver capacidade de combate real assim. …Bem, isso é só minha opinião.

— Só achei que, já que a Alicia está se esforçando, eu também precisava me esforçar.

Rebecca disse isso olhando direto nos meus olhos.

Que olhos ardentes. Parece um cavaleiro que jurou lealdade a mim.

…Com certeza ela deve ter feito um esforço que eu nem consigo imaginar.

— Afinal, a Alicia me disse pra eu virar a salvadora deste vilarejo. Eu cumpro promessa.

Rebecca disse isso e sorriu, estreitando os olhos.

Numa hora dessas, o que uma vilã faria? Não elogiaria com sinceridade, com certeza…

…Descartar quem não serve. Isso mesmo, uma vilã com certeza faria isso.

Eu preciso confirmar se a Rebecca é realmente forte.

— Você está dizendo que tem capacidade de combate suficiente pra lutar de verdade com uma espada pesada?

Disse isso com uma voz um pouco mais grave, sem desviar o olhar da Rebecca.

Rebecca arregalou bastante os olhos diante das minhas palavras.

— Perguntar sobre a habilidade de espada da Rebecca é uma pergunta boba.

De repente, ouvi a voz espinhosa de um homem jovem.

Voltei os olhos na direção da voz.

— Quem é você?

Disse isso, olhando pro homem que tinha aparecido de repente.

Cabelo cor de mirtilo escuro, olhos levemente puxados, e uma grande cicatriz no meio do rosto, como se tivesse sido cortado por alguém.

Tem uma aparência bem de malandro.

— Eu sou o Nate. O Will está numa reunião agora, então eu vim no lugar dele.

O homem disse isso, parado bem na minha frente, olhando pra mim de cima.

É surpreendentemente grande. E tem músculos bons. E, olhando bem, o rosto também é bem-feito…

Ah, eu queria ver alguém feio de vez em quando. Só de ouvir isso já parece uma frase terrível…

Mas não ter ninguém feio por perto não parece realista, e isso me incomoda.

…Ou melhor, ele disse que o tio Will estava numa reunião, né? …Que tipo de reunião seria essa?

— Qual é o seu nome?

Nate disse isso, me encarando de leve.

Ah, eu ainda não tinha me apresentado. Endireitei a postura na hora e olhei pro Nate.

— Eu sou Alicia. Alicia Williams.

Disse isso e sorri.

Um sorriso de vilã já é moleza pra mim. Afinal, treino todos os dias na frente do espelho.

— …Por que uma senhorita como você está num lugar desses?

Nate me dirigiu uma expressão de desagrado.

…Bem, essa é a reação natural mesmo. Um nobre não seria bem-vindo aqui.

Mesmo assim, ele demonstra hostilidade de forma bem explícita. Parece que não gosta nada de eu estar aqui.

— Não é meio deslocado uma garotinha que nunca nem tocou numa espada vir a um lugar desses? Né, vocês também acham isso?

Nate disse isso levantando a voz, olhando ao redor, como quem zomba de mim.

Todos ao redor levantaram o braço, concordando com a opinião do Nate.

…Ficou barulhento de uma vez. Mas ainda bem que consegui ouvir a voz de todos.

— Nate!

Rebecca gritou pro Nate.

— Ei, Rebecca, você vai ficar do lado dela?

Nate disse isso, encarando a Rebecca.

No mesmo instante dessa voz, as vozes ao redor pararam. …Será que o Nate é o líder?

Com certeza, mesmo se eu perguntasse, ele não me responderia; vou perguntar ao tio Will depois.

— A Alicia salvou a minha vida. E, além disso, ela sabe usar espada também.

Ah, como será que ela sabe que eu sei usar espada?

Não me lembro de ter demonstrado minha esgrima neste vilarejo…

— Foi quando ela cortou sua perna, né. Até esse nível qualquer um consegue fazer. Bem, pra uma senhorita, conseguir fazer isso até que é impressionante.

Nate disse isso, rindo com escárnio. Ah, que expressão boa. Adoro uma cara de malandro.

— E, além disso, você sabe usar magia, né? Não precisa de espada nenhuma. Veio aqui só pra zombar da gente?

O olhar do Nate se voltou pra mim. Que olhos cheios de ódio.

Mas, de fato, é normal que pensem assim. Essa é a reação esperada.

— Sei lá se você deu o olho ao Will ou seja lá o que for, mas você é de fora.

Nate disse isso pra mim com a voz grave, encarando meus olhos.

Olhos amarelos… um pouco parecidos em cor com os meus. Pensei vagamente nisso.

Então, de repente, senti uma intenção assassina tremenda ao meu lado.

Jill encarava o Nate com um ímpeto de quem estava prestes a matá-lo.

— A Alicia é…

— Jill, deixa.

Interrompi a fala do Jill. No mesmo instante, os olhos do Nate se voltaram pro Jill.

— Ei, Jill. Você, que saiu do vilarejo da pobreza, o que pensa que está fazendo voltando aqui de novo? Traidor.

Nate disse isso cuspindo as palavras com desprezo. Os olhos dele transbordavam de raiva e ódio.

…Todo mundo quer sair deste vilarejo. Só uma pessoa especial acabou se destacando.

E ainda por cima um garoto pequeno… Com certeza ninguém aqui sabe da inteligência dele.

Ah, isso está ficando complicado. De qualquer forma, eu quero fazer ele calar a boca.

— …Eu sou mais forte que a Rebecca, viu.

— Hã?

Nate disse isso, erguendo só uma sobrancelha.

— Alicia, eu que não devia dizer isso, mas…

— Duvido.

Nate disse isso com força, antes que a Rebecca terminasse a frase.

Ah, parece que estão me achando uma senhorita totalmente mimada.

— Alicia, sua cara está toda sorridente.

Jill disse isso com um ar levemente incrédulo. Aquela intenção assassina de há pouco tinha sumido completamente.

Parece que ele entendeu minha intenção. Jill ergueu o canto da boca com uma expressão feliz.

Eu queria que ele não fizesse a expressão que eu mesma estava pensando em fazer.

— Então, quer testar? A habilidade com a espada.

Disse isso, erguendo levemente o canto da boca, encarando calmamente o Nate.


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