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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 155

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Capítulo 155

— Foi ruim eu ter dito isso?

Murmurei isso baixinho, numa voz que só o Jill conseguiria ouvir.

— Não, mais cedo ou mais tarde ia se descobrir mesmo… e, além disso, já estou acostumado com preconceito, tudo bem.

— Eu queria que você não se acostumasse com uma coisa dessas. Mas, enquanto existir preconceito, não é algo fácil de dizer mesmo.

Disse isso e fiquei olhando fixamente pro Paul-san.

…Ele não parece ter uma boa impressão do vilarejo da pobreza. Por mais que a aparência seja gentil, esse tipo de sentimento existe mesmo. Ele é nobre, então não seria estranho ter esse tipo de sentimento. Mesmo reconhecendo a inteligência do Jill, é inevitável que um preconceito permaneça em algum canto do coração.

— Sendo do vilarejo da pobreza, ele frequenta a academia de magia?

Paul-san lançou um olhar investigativo pro Jill.

…Ah, isso foi um erro meu.

Daqui pra frente, preciso pensar mais antes de falar.

— Ele frequenta na forma de assistente meu.

Disse isso, sorrindo pro Paul-san.

— Sua Majestade, o rei, sabe disso?

— Sim.

Paul-san fez uma expressão complicada diante das minhas palavras.

Se o Paul-san espalhar esse segredo pra alguém desse jeito, seria um problemão. Preciso tomar alguma providência…

Será que eu devia ameaçá-lo, do jeito de uma vilã?

Olhei direto nos olhos do Paul-san e ergui o canto da boca.

— Paul-san, você pode manter isso em sigilo? Se contar pra alguém… eu mato.

A expressão do Paul-san ficou paralisada diante das minhas palavras. Tanto o Henry-nii-sama quanto o Jill arregalaram os olhos.

É natural reagir assim ao ouvir "eu mato" num reencontro depois de tantos anos.

Quanto mais me relaciono com as pessoas, mais complicado fica. É por causa das relações humanas que nascem sentimentos de superioridade e inferioridade… relações humanas são realmente complicadas.

— Eu não vou contar. Bem, ser morto por uma mulher bonita até que não seria tão ruim assim.

Paul-san disse isso e riu de leve.

…Será que o Paul-san sempre teve essa personalidade? Ele quase não aparecia no jogo.

— E a garantia?

Assim que eu disse isso, Paul-san deu um sorriso amargo.

— O que você acha que eu recebo em troca de dar informações ao Henry e ao Jill?

— …Não sei.

— Dinheiro.

— Hã?

Sem querer, perguntei de volta.

— Pra manter a loja de plantas, preciso de bastante capital. Conseguir ervas medicinais raras custa dinheiro. Por isso, atuo como corretor de informações… afinal, cortei relações com meus pais.

Paul-san disse isso com uma voz grave.

Então, mesmo sendo nobre, ele não tem dinheiro… Querer manter uma loja na cidade a esse ponto é bem incomum.

De alguma forma, senti que alguns pontos estavam se conectando.

— Sinceramente, eu odeio o vilarejo da pobreza. Claro, os moradores também. Mas o Jill é um cliente. E, pra alguém do vilarejo da pobreza, é bem inteligente. Por isso, vou guardar o segredo direitinho.

Senti que tinha visto um lado bem sombrio do Paul-san.

— É exatamente por isso que dá pra confiar nele.

Jill disse isso, erguendo bastante o canto da boca.

O ponto em comum entre o Jill e o Paul-san é que ambos têm um lado completamente sombrio, de se usarem mutuamente.

— E então, como ficou o assunto do lobo?

Henry-nii-sama disse isso com um tom sério, olhando pro Paul-san.

…Lobo? Quer dizer que o Jill já tinha contado sobre o lobo ao Henry-nii-sama?

Que rapidez de trabalho.

Diante das palavras do Henry-nii-sama, o olhar do Paul-san mudou de repente. O ar ficou tenso.

Os óculos do Paul-san refletiram a luz do sol, brilhando ofuscantes.

— É melhor não se envolver muito nesse assunto.

Paul-san disse isso calmamente, com um tom grave e pesado.


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