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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 259

Jill, Onze Anos

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Capítulo 259 – Jill, Onze Anos

Jill, onze anos.

Aos poucos, os mistérios vão se resolvendo.

Naquele dia da audiência com o rei, o vovô negociou com ele. Conseguiu que ele aceitasse libertar os moradores do vilarejo da pobreza.

Eu disse que, pra evitar que eles se revoltassem, seria melhor libertá-los do vilarejo antes de mais nada, mas o rei demorou bastante pra concordar.

Faz sentido, existe uma chance real de que, ao libertar de repente gente desconhecida, a vida do rei fique em risco. Na verdade, nem eu mesmo confio em todo mundo do vilarejo.

Entre eles, pode até ter gente planejando assassinar o rei.

Mas, com uma única frase — "eu assumo toda a responsabilidade" — o rei acabou aceitando o pedido do vovô.

Aquela frase do vovô teve um peso tão grande, uma autoridade tal, que ninguém conseguiu rebater nada. Completamente diferente do vovô que eu conhecia até então.

Olhei rapidamente pro lado. Ali estavam duas pessoas emanando uma aura fora do comum. Quase me sentia esmagado só pela presença deles.

Por que, na entrada de um vilarejo da pobreza tão imundo, no meio dessa floresta, tem duas pessoas tão nobres assim?

Bom, aqui está só o filho, dessa vez. Nunca imaginei mesmo que o próprio rei fosse até o vilarejo da pobreza pessoalmente…

— Você tinha dito que precisava do poder do rei pra desfazer a magia da parede de neblina…

— Tem algum problema se for eu?

Duke virou o rosto na minha direção, sem parecer nem um pouco incomodado.

— Não, é que… só fiquei pensando se está tudo bem uma mudança tão grande assim, num reino inteiro, não ser feita pelo próprio rei.

— Meu poder mágico é mais forte que o do meu pai.

Quase disse "espera, sério?", mas me segurei.

Pensando bem, faz sentido mesmo. Não posso tratar o Duke como um príncipe comum. Ele é sobre-humano. Também deve entrar na categoria de "aberração".

Ele estendeu a mão em direção à neblina. Naquele instante, o vovô abriu a boca.

— Espera, é melhor não liberar ainda. Vamos entrar primeiro.

Diante das palavras do vovô, Duke concordou em silêncio.

— Espera um pouco, eu não trouxe Abel comigo.

— Eu tenho.

Dizendo isso, o vovô tirou do bolso um frasco com líquido rosa, tomou um gole e me entregou. Segui o exemplo do vovô e também bebi o Abel.

— Vamos.

O vovô liderou o grupo, atravessando a neblina primeiro. Duke e eu o seguimos.

Hoje, alguma coisa vai mudar. Um acontecimento grande, capaz de abalar este reino inteiro. E eu tenho a chance de participar desse momento.

Envolto por um pequeno medo e uma grande empolgação, meu coração bateu mais forte. Naturalmente, senti o corpo se enrijecer.

— Que bom que você realmente voltou.

O primeiro a nos receber foi o Nate. Erguendo o canto da boca num sorriso maroto, ele olhava pra nós. E, então, devagar, voltou o olhar pro Duke.

Aquele olhar era afiado, como quem olha pra um inimigo. Duke, sem se abalar nem um pouco diante daquilo, mantinha uma postura firme.

Que impressão será que ele teve, vindo pela primeira vez ao vilarejo da pobreza? Mesmo sabendo que era um lugar terrível, não pude deixar de pensar "queria que ele visse ao menos um pouco de melhora".

Pelo menos, o lugar já estava bem melhor do que quando a Alicia veio aqui pela primeira vez. O ar era ainda mais poluído, e os olhos de todos eram mortos.

— Sou Seeker Duke, primeiro príncipe do Reino de Dulkis.

Ele olhou diretamente pro Nate. Diante da presença estranha dele, o rosto do Nate se contraiu levemente.

Deve estar pensando "mais um sujeito complicado apareceu por aqui". E, ainda por cima, ao ouvir "primeiro príncipe", com certeza teve vontade de recuar.

— Cadê toda aquela empáfia de agora há pouco?

Rebecca sussurrou isso no ouvido do Nate.

Graças à Alicia, ela já está bem acostumada a lidar com nobres, sem demonstrar nenhum medo na frente de um príncipe.

E, além disso, o Duke não veio até aqui pra impor o próprio poder de propósito.

— Cala a boca.

Nate estalou a língua baixinho. Diante disso, Duke ficou apenas observando em silêncio, sem dizer nada.

De alguma forma, sinto que estou apresentando minha própria família pra um amigo…


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