Switch Mode

I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 410

💗 Apoie o Nihon Project

Vire um apoiador mensal e ajude a manter as traduções saindo, com prioridade de capítulo e outras recompensas.

Apoiar no Apoia.se

Capítulo 410

Sinto ódio de mim mesma por fazer minha mãe ter uma expressão dessas. Se eu ficasse ali mais tempo, sentia que ia mergulhar num ódio próprio ainda mais fundo.

Preciso esfriar a cabeça…

Preciso me acalmar, ficar racional. Não posso continuar interagindo com minha mãe num estado tão emocional.

Ainda bem que o Max não estava ali. Não posso deixar que ele veja essa faceta de irmã.

— De-desculpa. Eu queria… ficar sozinha por um instante.

Passei correndo por perto da minha mãe, como se estivesse fugindo, e saí do depósito.

Não tinha nenhum lugar dentro de casa onde eu conseguisse acalmar meu coração, então saí pela porta dos fundos.

Um beco sem movimento nenhum de gente. Sentei num canteiro de flores onde nada tinha sido plantado.

Soltei um suspiro enorme e segurei a cabeça com as mãos.

……………Tenho a sensação de que estou piorando cada vez mais.

Sempre falei coisas boas com a boca, mas nunca agi de verdade — será que agora estou pagando a conta por isso?

— Não tenho nem direito de me chamar de Santa.

Murmurei isso pra mim mesma, com um tom de autodesprezo.

— Quer desistir? De ser Santa?

Fiquei paralisada diante daquela voz repentina. Nunca imaginei que alguém estivesse me ouvindo.

Ergui o rosto na direção da voz, e ali estava um rosto familiar.

Por que ele estaria aqui…?

— Curtis?

Chamei o nome dele com uma voz fraca.

O cabelo verde longo dele estava, coisa rara, preso num meio-rabo. Por um instante, não reconheci quem era, com aquele visual diferente do habitual.

Ele, que normalmente leva tudo na esportiva, agora me encarava com aqueles olhos profundos e ponderados.

Senti como se ele estivesse enxergando tudo dentro de mim, e desviei o olhar sem querer.

— Liz-chan, você está sem energia, hein~

Num piscar de olhos, ele voltou a ser o de sempre. Uma voz alegre, que aliviava a tensão. Sentou-se ao meu lado com um sorriso, e um perfume suave e tranquilo se espalhou no ar.

— Será que pareço assim?

Ergui levemente os cantos da boca e olhei pro Curtis. Ele me olhou com um pouco de estranheza por um instante, mas logo voltou à expressão de sempre.

— Sim, parecia que você estava sofrendo bastante.

— Estava um pouco pra baixo, sim. Mas já estou bem.

— É mesmo? Que bom, então.

— …Curtis é gentil com todo mundo, hein.

Aquela frase escapou sem que eu quisesse dizer.

— Ser bonzinho com todo mundo é minha característica~. E, além disso, eu sempre quero estar do lado das garotas.

— Um gênio em conquistar garotas.

— Vou receber isso como elogio.

Com as palavras dele, senti um pouco mais de ânimo, e minha expressão relaxou. Um poder curioso que só o Curtis tem.

De fato, o Curtis pode ser gentil demais com todo mundo, mas ninguém o odeia ou tem raiva dele por isso. Pelo contrário, as pessoas acabam se apaixonando justamente por causa disso.

Um vento suave soprou, acariciando levemente nossas bochechas. O cabelo verde do Curtis balançou de leve.

Que cabelo sedoso. Talvez ele seja o homem com mais consciência estética entre todos os garotos que conheço…

— Faz tempo que eu não voltava pra casa dos meus pais. Mas já não existe mais lugar pra mim ali.

Falei isso com um sorriso forçado.

Por algum motivo, comecei a contar minha própria história ao Curtis. Ele ficou em silêncio, só me ouvindo.

Não era com qualquer pessoa que eu conseguiria fazer isso. Com certeza, foi justamente por ser o Curtis que acabei me abrindo.

Contei tudo: sobre meu irmão adotado, sobre o quanto eu realmente amava o Duke, e sobre a inveja e admiração que sinto pela Alicia-chan… e sobre como ainda continuo pensando, até hoje, num amor impossível.

Mesmo falando de forma desconexa, contei tudo.


💚 Gostou do capítulo?

Um PIX rápido ajuda demais a manter o site no ar. Arrecadado esse mês: R$ ...

Fazer um PIX

Comentários

Opções

não funciona no modo escuro
Redefinir