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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 314

Doze Anos, Jill

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Capítulo 314 – Doze Anos, Jill

Doze anos, Jill.

Pra apagar a devoção do Alan pela Liz, demos a ele várias poções que deveriam permitir "julgamento justo", mas nenhuma teve efeito.

Desamarramos as cordas do Alan e passamos a deixá-lo viver sem nenhuma falta. Cama macia, refeições luxuosas, livros disponíveis pra ele se distrair. Uma vida de luxo tranquila.

Quando o Alan disse que queria uma espada pra praticar esgrima, o Duke entregou uma sem nem hesitar. Perguntei ao Duke "isso não é perigoso?", e ele deu um sorriso tranquilo, confiante.

Ah, é verdade, tinha esquecido que o Duke é absurdamente forte.

Quanto ao Alan, no começo ele resistia, mas, aos poucos, foi se acostumando, e passou a beber as poções sem reclamar, quando oferecidas.

Como não são poções com efeitos colaterais ruins pro corpo, por mais que ele bebesse, nenhuma mudança física acontecia.

…Será que, de tanto amar a Liz, ele já não tem mais volta?

Enquanto relaxávamos na sala de estar do palácio real, a Mel entrou de repente, com uma expressão radiante.

Henry e Duke também voltaram o olhar pra Mel.

— Vamos tentar essa da próxima vez!

Dizendo isso, ela nos ofereceu uma poção que segurava na palma da mão.

Uau, sem querer, deixei escapar um som de espanto. Era uma poção tão sinistra e venenosa que quase dava pra ver uma aura roxa macabra saindo da mão dela. Dava a impressão de que, se alguém bebesse aquilo, morreria na hora.

— Duvido muito que o Alan vá beber isso, viu.

O rosto do Henry se contraiu. Diante das palavras dele, a Mel ficou levemente contrariada e estalou a língua de um jeito fofo.

— Talvez, na verdade, isso não seja algo que poções conseguem resolver.

— Eu também já vinha desconfiando disso.

Concordei com as palavras do Duke.

— Ah~, então quer dizer que a pesquisa de poções da Mel foi um fracasso?

— Isso mesmo, vamos pensar em outro método.

Diante das palavras do Duke, um silêncio se instalou por um tempo. Cada um pensava em alguma solução, dentro da própria cabeça.

O método mais rápido seria pedir diretamente à Kate Liz que desfizesse a magia da sedução, mas, como ela mesma usa a magia sem perceber, com certeza negaria estar fazendo isso.

…Não, talvez fosse melhor trazê-la até aqui pra encarar a situação.

— Será que a gente traz a Kate Liz até a frente do Alan?

Diante da minha sugestão, todos ficaram paralisados por um instante, mas logo a Mel abriu a boca, com uma expressão levemente contrariada.

— Mas, se ela descobrir que sequestramos o Alan, ela pode ficar furiosa e o poder mágico dela pode surtar de novo.

— De fato, se a Liz ficar realmente brava, isso vira um problemão.

— Então, vamos mudar o alvo.

Diante das palavras da Mel e do Henry, o Duke disse isso com uma voz calma. Aqueles olhos azuis se voltaram pra nós.

— Como assim? A gente vai deixar o Alan de lado?

Mel inclinou levemente a cabeça, confusa.

— Não, ainda vamos usar o Alan mais tarde. Se a ideia é usar a Kate Liz pra descobrir um jeito de desfazer a magia, será mais fácil trabalhar com alguém que já está na própria academia.

— E o que fazemos com o Alan nesse meio tempo?

Diante da minha pergunta, o Duke voltou o olhar pro Henry. Henry, talvez percebendo o que vinha, franziu o rosto.

— Henry, cuida dele.

Talvez porque não pudesse desobedecer a uma ordem do príncipe, Henry murmurou, resignado, "está bem".

Se não fosse o próprio príncipe fazendo isso, já seria crime. …Nós também somos cúmplices, né.

Bom, mas, pra parar o que a Kate Liz está fazendo, parece que não tem jeito a não ser usar métodos um pouco mais bruscos.


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