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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 236

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Capítulo 236

Que bom ter sido escolhida pro grupo da expedição, mas ninguém me contou que a partida seria amanhã. Isso é o tipo de coisa que deveriam avisar com mais antecedência.

Tenho até inveja da liberdade sem limites do Victor. Pensando assim, o Duke-sama sempre parecia bem mais sufocado.

Depois do treino, andei sozinha pelo castelo, pensando na expedição de amanhã.

Nem sei direito o que levar… pensando bem, essa vai ser minha primeira expedição de verdade. …Será parecido com um acampamento?

Duvido que seja algo tão tranquilo assim.

Mesmo assim, fiquei surpresa com a reação dos outros soldados em relação a mim. Normalmente, uma novata sendo escolhida de repente devia gerar incômodo e inveja, mas todo mundo pareceu genuinamente feliz por mim.

…Será que reconheceram minha capacidade de verdade, ou será que essa expedição é algo terrível? Prefiro acreditar na primeira opção.

— Ei, pirralha.

A voz do Victor, que sempre ecoa forte, chegou aos meus ouvidos por trás.

— …O que foi?

Me virei e respondi encarando o Victor. Já nem tenho mais vontade de corrigi-lo toda vez que ele me chama de "pirralha".

— Tem uma pessoa que eu quero te apresentar.

— O que seria, afinal? Sua noiva?

— Você é boba? Mesmo que eu tivesse uma, não ia te contar.

— Ué, então você tem uma?

— Que pirralha barulhenta.

— É o príncipe quem tem que aguentar essa pirralha barulhenta, né. Se acostuma.

Talvez porque minha cautela em relação ao Victor tenha diminuído bastante, acabei falando com ele de um jeito bem provocador.

Ele me ignorou, com uma cara de quem achava tudo aquilo irritante.

— Amanhã já é a expedição, e você vai me apresentar alguém agora, sério…

Murmurei isso baixinho, sozinha, mas o Victor reagiu.

— É alguém que vai junto na expedição.

Dizendo isso, o Victor apertou levemente o passo. Também acelerei o meu, pra não ficar pra trás.

Fomos parar num lugar que, sem exagero, deve ser o mais isolado de todo o castelo. Victor parou em frente a uma porta rigorosa, com entalhes minuciosos em cada detalhe.

…O que é esse quarto? Parece ainda mais robusto do que o próprio quarto do Victor.

Uma coisa que aprendi desde que vim pra este reino é que, em qualquer castelo, o lugar é tão grande que dá pra se perder sozinho fácil, fácil.

Victor abriu a porta sem nem bater.

Impressionante, ser príncipe dá até o direito de não precisar bater na porta.

Segui ele, entrando também no quarto. Naquele instante, senti, por algum motivo, uma pressão avassaladora.

Uma pressão estranha, diferente de qualquer coisa que eu já tinha sentido antes. Cada célula do meu corpo gritava que as pessoas ali dentro não eram gente comum.

Talvez percebendo que eu recuei um pouco, Victor ergueu uma sobrancelha e riu de mim pelo nariz.

Quem é o "pirralho" aqui, quero até dizer.

— Pode dizer que esses aqui são o cérebro deste reino.

Olhei pras pessoas que fizeram até o Victor falar algo desse nível.

…Ele estava lá. O meu avô.

E, ladeando-o dos dois lados, havia mais dois homens de idade parecida com a dele. Avistei um cabelo cinza e um cabelo vermelho, que eu já tinha visto antes.

Os dois tinham fios brancos misturados no cabelo, mas os reconheci na hora.

São os avôs do Gale e do Eric. …Por que justamente os avôs desses dois? Logo os dois mais lavados o cérebro pela Liz-san, dentre todos.

Ao redor de uma mesa redonda, três poltronas grandes e luxuosas os cercavam, e eles jogavam xadrez. Não dava pra saber quem estava jogando contra quem, mas todos observavam o tabuleiro com uma seriedade absoluta, ignorando completamente até o príncipe.

— Cumprimenta eles.

Victor disse isso pra mim, num tom um pouco mais duro. Voltei a mim de repente e, apressada, fiz uma reverência leve e abri a boca.

— Prazer. Meu nome é Ria.

Manter a voz de garoto depois do treino já é meio cansativo.

Diante das minhas palavras, todos pararam o que estavam fazendo por um instante e viraram o olhar na minha direção. Diante daquele olhar afiado, quase recuei por um instante.

— Meu nome é Hudson Mark.

Família Hudson — sem dúvida, avô do Eric.

— Williams Albert.

Diante daquela voz baixa e pesada, sem querer arregalei os olhos. Como estou com o pano enrolado nos olhos, eles não puderam perceber minha expressão. Mesmo assim, tenho a sensação de que eles conseguiriam ler minhas emoções de qualquer jeito.

…Williams. Então é isso mesmo, é o meu avô.

Por último, o homem de cabelo cinza, que espalhava um baralho de cartas na palma da mão com um som seco, abriu a boca com um sorriso maroto.

— Meu nome é Evans Kate. Prazer, mocinha.

Ka… te…

Mais do que ser chamada de "mocinha", fiquei surpresa com o nome dele.

Era ele. O homem que mandou o lobo pra academia de magia e deixou a carta de baralho pra trás. O quatro de espadas, Kate, a nobre.


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