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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 200

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Capítulo 200

— Eu não vou perder.

Mesmo que pareça uma fanfarronice vazia, preciso me impor com força aqui.

— Ora, você só sabe falar bonito.

O homem colocou a mão no queixo e me olhou com um leve interesse. Me sinto como se estivesse sendo avaliada, como uma mercadoria.

— …Aliás, você não enxerga nada, mas conseguiu andar direitinho. Por quê?

— É costume. Eu ando percebendo a presença das coisas ao redor.

— Isso é interessante. Isso pode virar um bom espetáculo.

Era isso mesmo que eu queria ouvir! Inflei minha esperança e fiquei esperando pela próxima palavra dele.

— Certo, vamos trocar ele por você.

Depois de pensar um pouco, o homem olhou pra mim e abriu a boca.

Consegui! A negociação deu certo! Bom, nem foi bem uma negociação, na verdade.

— Ei, espera aí. Ele ainda é uma criança pequena.

Que falta de respeito, eu já tenho quinze anos. Mesmo que eu seja um pouco baixa pra idade…

— Foi ele mesmo quem se ofereceu. Você fica calado.

O homem intimidou o guarda com uma voz baixa e pesada.

Comigo tudo bem. Aliás, agora estou super animada esperando o dia de amanhã. Afinal, é a primeira vez na vida que vou virar espetáculo de um coliseu. A maioria das pessoas nunca passa por uma experiência dessas na vida inteira. Como meu coração não ia palpitar?

— Administrador, tem certeza mesmo disso? E se ele morrer rapidinho?

— Nesse caso, é só jogar outro lá dentro.

— Mas, o normal é avisar a própria pessoa com um dia de antecedência antes da luta.

— Escuta bem, nesse mundo, mortes inesperadas acontecem o tempo todo, sem aviso nenhum.

O homem disse isso com um tom firme, calando as palavras do guarda.

— Entendido. Devo transferir esse garoto pra outra cela?

— Sim. Deixem aquele tal de Fil onde está. Se esse aqui morrer amanhã, o próximo a entrar é ele.

— Sim, senhor.

O guarda disse isso, pegou a chave e abriu a cela. Com a palavra "saia", comecei a caminhar devagar pra fora da cela. Enquanto avançava, sentia nas costas o olhar de Mil e Ruby, além da sede de sangue do homem de cabeça raspada.

— Estou ansioso por amanhã.

O homem sussurrou isso perto do meu ouvido, com um sorriso sinistro e maldoso.

Um arrepio percorreu meu corpo diante daquela repugnância. …Ele só quer me ver perder de forma humilhante, feita em pedaços. Nesse momento, entendi isso instintivamente.

Deve ser um jeito de dar uma lição exemplar numa criança atrevida demais…

Pra ser sincera, não é como se eu não sentisse medo do leão. Claro que sinto medo. Estou fazendo o máximo esforço só pra conter o tremor do corpo. Nunca vi um leão faminto, nunca lutei contra um.

E, além disso, não posso usar magia com facilidade, porque isso revelaria na hora que sou nobre.

…Mas, no fim das contas, algum dia eu teria que enfrentar isso mesmo. Fugir agora não resolveria nada.

Vou transformar essa tensão e esse medo em força.


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