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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 201

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Capítulo 201

Acordei com a luz fraca do sol entrando por uma janelinha. Abri as pálpebras devagar.

…Já me acostumei com essa visão com o pano enrolado nos olhos. Não sinto mais nenhum estranhamento. Talvez as vilãs venham programadas com uma capacidade de adaptação bem alta. Faz sentido, considerando que é bem comum acabarem exiladas.

— Se eu pudesse usar magia, eu mesma me transformaria num leão pra enfrentar o outro à altura.

Murmurei isso baixinho, sem que ninguém pudesse ouvir.

Bom, não adianta ficar pensando no que não posso fazer, é perda de tempo. O que eu posso fazer agora é treinar meus músculos. Preciso alongar e deixar o corpo o mais leve possível, pra conseguir me mover exatamente como eu quiser.

Comecei a fazer flexões ali mesmo.

Mesmo assim, eu realmente cresci muito, hein. Quando recuperei minha memória, minha força muscular era praticamente de bebê. De fato, a constância é importante. Sinto isso na pele.

Se eu quero me tornar uma vilã que fica registrada na história, o caminho realmente é bem árduo. Mas é justamente por isso que meu coração fica agitado de vontade.

— Ei, café da manhã.

Enquanto eu fazia meu treino, o próprio administrador veio trazer a comida pessoalmente.

Por que será que ele veio até aqui, pessoalmente, só pra trazer meu café da manhã? Normalmente ele deixaria isso pra um subordinado, né… Será porque sou o espetáculo de hoje?

Ele abriu a porta com uma chave grande, fazendo um rangido.

Essa grade… parece frágil, tenho a impressão de que conseguiria quebrá-la com as próprias mãos, se eu quisesse. Bom, agora já é tarde demais pra isso.

O homem colocou na minha frente uma bandeja com pão, sopa e um pedacinho de carne.

Então essa é a refeição "melhorada"… Eu não esperava muita coisa, mas, sendo um coliseu que a família real vem assistir, achei que serviriam algo ainda melhor. …Ou será que acham que gente exilada nunca comeu nada decente na vida?

— Aposto que essa é a primeira vez que você vê carne, né?

Então é isso mesmo que ele pensa.

Ignorei e estiquei a mão pra comida. Ao ver aquilo, ele deu uma risadinha de deboche pelo nariz. Com certeza me classificou como "criança faminta por comida".

Ficando tão relaxado assim, vai ser bem fácil eu te pegar de surpresa.

— Um pirralho magricela e pequeno desse tamanho não tem a menor chance contra um leão.

— É mesmo?

Mordi o pão de propósito, de um jeito grosseiro. Preciso continuar interpretando uma criança sem modos.

— Você já brigou com alguém alguma vez?

— Ei, eu tô sendo exilado, sabia?

Levei a última mordida à boca e depois lambi o dedo com a língua. Sorri pra ele, num tom de provocação.

— Pergunta idiota, foi. Bom, pelo menos me diverte um pouco. Não seria uma imagem ruim ver você sendo despedaçado pelo leão num piscar de olhos.

— É o contrário. Eu que vou despedaçar o leão.

— De onde vem tanta confiança, afinal… …Ah, ou será que está tentando se convencer de si mesmo?

Ele me olhou de cima a baixo, os óculos brilhando de leve.

Ah, veja só, você não é tão bobo assim. Uns vinte por cento é sim pra me convencer de mim mesma, que eu consigo. Mas os outros oitenta por cento, sinto de verdade que consigo.

Vou mostrar tudo que treinei até hoje.

— Bom, tanto faz. …O duelo é ao meio-dia. Até lá, o rei já deve chegar.

Dizendo só isso, o homem saiu da cela.


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