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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 376

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Capítulo 376

Assim que cheguei em casa, me tranquei na biblioteca e examinei minuciosamente a tabela de componentes da Madi.

…Se isso estiver correto, combinando três plantas, deveria ser possível desenvolver um remédio pra doença das manchas.

Três tipos de planta: Lipsim, Torkis e Karan. Cada uma, sozinha, não tem muita utilidade, mas, combinadas com outros elementos, desempenham um papel importante.

Só que, dependendo de como se aquece ou combina os ingredientes, pode explodir, ou virar um remédio completamente inútil.

Por enquanto, vou até a loja de plantas do Paul. Sobre o dinheiro, resolvo falando com o Arnold.

Peguei o livro e saí correndo da biblioteca.

Peguei a carruagem de novo, em direção à cidade.

Era a primeira vez que eu ia sozinho até a cidade. Meu coração estava um pouco agitado. Todo mundo me acha uma criança corajosa, mas eu também sinto nervosismo, também tenho medo de certas coisas.

Mas não posso me acovardar numa hora dessas. Preciso me firmar.

Com um leve solavanco, a carruagem parou. Ouvi a voz do cocheiro do lado de fora, "chegamos".

Desci da carruagem e caminhei até a entrada da loja de plantas.

O Paul não gosta de gente do vilarejo da pobreza. Sei disso há muito tempo. Um pequeno medo começou a me incomodar. Percebi, mais uma vez, que antes eu sempre estava protegido pela Alicia.

Talvez ele mande eu ir embora. Talvez jogue água em mim. Preocupações desnecessárias passaram pela minha cabeça.

— Mesmo assim, preciso ir.

Tomei coragem e entrei na loja. No instante em que entrei, um sino tocou, "blim-blim". Ao mesmo tempo, um homem de óculos saiu do fundo da loja.

— Seja bem-vin…

Ao me ver, o Paul ficou paralisado. Não fez uma cara de desagrado escancarada, mas perguntou, com um tom levemente afiado, "o que você quer?".

Ele tinha uma impressão calma, mas, desde que mostrei sua verdadeira face como informante, ele parou de fingir gentileza comigo.

— Tem uma planta que eu preciso.

— Qual planta?

O Paul me olhou com desconfiança.

— Lipsim, Torkis, e Karan.

— Essas três? Pra que serve isso? Torkis é usado pra fazer bombas, sabia. …Você finalmente enlouqueceu?

Dava pra perceber claramente que o Paul não confiava em mim nem um pouco. Com certeza ele achava que eu estava planejando algum tipo de rebelião.

Fiquei olhando fixamente nos olhos dele. Diante daquela pressão, o Paul demonstrou um pouco de hesitação. Falei com ele com voz séria.

— Tem uma pessoa que eu quero salvar.

Minha voz ecoou baixinho pela loja. O Paul ficou paralisado por um instante, depois pensou bastante. Depois de um breve silêncio, abriu a boca.

— Não existe remédio nenhum que use essas três coisas juntas.

— É um remédio novo.

— …Digno de ser discípulo de uma senhorita exilada.

O Paul deu um sorriso amargo.

— Não sou discípulo dela. Sou parceiro.

Respondi na hora, quase como se estivesse me convencendo disso pra mim mesmo. Diante daquela reação, ele soltou um pequeno suspiro. Como se tivesse desistido de algo, tirou as plantas da prateleira.

— Aquela garota era mesmo estranha. Nunca imaginei que ela fosse acabar exilada… Desde que ela se foi, muita coisa mudou. O vilarejo da pobreza acabou, e todo mundo nessa cidade está com medo.

— Por quê?

— Porque a segurança piora.

— Piorou mesmo?

— Não — o Paul balançou a cabeça em negação. E completou: — "só".

— É inegável que todo mundo continua vivendo com uma sensação de insegurança.

Os moradores do vilarejo da pobreza não se afastaram do local que o Duke providenciou. Então deveria estar tudo bem.

Eu queria dizer isso, mas, por algum motivo, as palavras ficaram presas na garganta. Não existe, neste mundo, nenhum lugar completamente seguro.


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