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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Volume 1 Capítulo 6

Capítulo 6

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Capítulo 6

Eu sou um nobre especializado em magia verde, mas não faço parte das Cinco Grandes Famílias Nobres que sustentam o reino. Todos os meus amigos são das Cinco Grandes Famílias, mas eu nunca senti nenhum complexo de inferioridade por causa disso. Deve ser, com certeza, graças ao caráter deles.

Entre nós, a Alicia costuma virar assunto com frequência. Sim, a irmã caçula do Albert (que usa magia das trevas) e dos gêmeos Alan e Henry. A gente sempre ouvia dizer que ela era uma menina egocêntrica e arrogante. Mas, quando finalmente a conheci de verdade, era completamente diferente.

Ela tinha uma individualidade que ninguém mais tinha. Esforçada, inteligente, sempre com uma postura firme, uma mulher forte que não passava impressão nenhuma de infantilidade. E, além de tudo isso, uma beleza rara.

Como o Gale sempre murmura, "gênio" deve ser uma palavra feita pra pessoas como ela. Aos oito anos, ela propôs apoiar a independência do Reino de Carvela, então sob domínio do Reino de Lavarre — aquilo realmente me impressionou. Vender um favor pra gerar lucro e enriquecer a economia… Uma ideia que jamais teria me ocorrido.

E teve mais uma coisa que me surpreendeu ainda mais: o Duke desenvolveu interesse pela Alicia.

Eu percebi na hora que esse interesse era, na verdade, afeto romântico.

Existiam muitas mulheres apaixonadas pelo Duke, incluindo empregadas, mas ele nunca demonstrou o menor interesse por nenhuma delas. Pelo contrário, chegava a evitá-las. E, mesmo assim, esse mesmo Duke desenvolveu interesse por uma garota cinco anos mais nova que ele.

Já nesse estágio, ela era extremamente encantadora. Não é à toa que o Duke se interessou — a Alicia é inteligente e esforçada. Segundo os irmãos dela, ela nunca deixa de treinar esgrima todo dia, e vive frequentando a biblioteca pra ler livros. Às vezes tem um jeito de falar meio peculiar, mas, bem, toda menina de dez anos tem lá seus momentos, não é.

Aos quinze anos, quando entrei na academia de magia, a primeira coisa que me chamou atenção foi uma garota plebeia que tinha entrado ali.

Uma garota com a mesma cor de cabelo que a Alicia, olhos verde-esmeralda. Nunca tinha havido precedente de uma criança plebeia entrar na academia de magia, então ela virou boato instantâneo na escola inteira. E, além disso, ela era um caso raríssimo — conseguia usar todos os tipos de magia.

Todo mundo se interessou por ela. E, ainda por cima, ela também era esforçada.

Essa garota plebeia, chamada Kate Liz, tinha inteligência o bastante pra conversar de igual pra igual com o Duke. Todo mundo passou a respeitá-la, e até o próprio Duke ficou impressionado com a inteligência da Liz.

O Duke, entre as garotas, conversava com bastante frequência com a Liz. Chegaram até a espalhar boatos de que os dois se gostavam mutuamente.

Parece que, num certo período, essa garota sofreu bullying. Mas, talvez amolecidos pela gentileza pura e inocente da Liz, o bullying acabou parando.

Uma vez, vi o Duke ajudando a Liz. Ao saber que o livro didático dela tinha sido escondido, ele começou a procurar junto com ela.

Depois disso, a Liz passou a ficar com frequência ao lado do Duke.

Fui procurado pela Liz várias vezes pra pedir conselho. Ela queria saber como fazer o Duke olhar pra ela. Pelo que eu conseguia enxergar, o Duke não demonstrava o menor interesse pela Liz.

Por isso, eu mesmo dava respostas que, admito, soavam frias:

— Você não vai conseguir superá-la.

E agora, bem na nossa frente, essa mesma garota — a Alicia — estava com as pequenas mãos segurando giz, escrevendo com fluência num quadro-negro gigante da antiga biblioteca da academia, enquanto todos nós observávamos. Pensei que minha impressão sobre ela, afinal, não estava errada.

— Parece que tem uma garota incrível na antiga biblioteca!!

— Dizem que é um absurdo!!

Pouco depois do fim da aula, o corredor de repente ficou agitado. O que será que está acontecendo? — o Gale fez uma cara de claro desagrado.

— Que tipo de garota é?

— Parece que é uma garotinha de cabelo negro!!

Virei na hora pro Albert, irmão dela.

— Não pode ser — o Albert murmurou baixinho.

O Duke saiu correndo da sala de aula primeiro, em direção à antiga biblioteca. Nós fomos atrás. Na pequena porta da antiga biblioteca, uma multidão de alunos já se aglomerava, lotando o espaço.

— Deixem a gente passar.

Fomos avançando dizendo isso. Bem na nossa frente, uma garotinha estava em pé sobre uma cadeira, escrevendo sem parar no quadro-negro. Sem perceber a quantidade enorme de alunos ao redor, concentrada num único ponto à sua frente. Que concentração incrível.

…Era a Alicia.

Ficamos observando aquele quadro-negro. Ninguém dizia uma palavra sequer, só ficamos em silêncio, olhando.

O tema escrito no topo do quadro era algo que o professor tinha proposto pra todos os alunos. Qualquer um podia discutir livremente, mas, na prática, quase ninguém escrevia de verdade sobre o assunto.

"Como colocar o Reino de Lavarre sob nosso domínio — qualquer um pode escrever livremente sua ideia aqui."

Fui lendo, em ordem, tudo que ela tinha escrito no quadro.

…Isso realmente foi pensado por uma cabeça de dez anos?

Resumindo o conteúdo rabiscado no quadro-negro: usar os reinos vizinhos que odeiam o Reino de Lavarre pra isolá-lo, oferecer apoio como se estivéssemos ajudando genuinamente, e, quando o adversário baixar a guarda, colocá-lo sob domínio do nosso reino. Era esse o teor.

A Alicia terminou de escrever a última palavra, soltou um pequeno suspiro e olhou ao redor.

— Hã?

Ela arregalou os olhos e soltou um som meio bobo de surpresa.

— Concentração, capacidade de raciocínio… não parece coisa de menina de dez anos.

O Gale, que entende bem de política, disse isso com os óculos reluzindo.

Praticamente concordo com tudo, mas a única coisa que eu não consigo entender, entre tudo que está escrito nesse quadro, é a parte que diz que o Reino de Duran pode entrar em colapso econômico. A economia do Reino de Duran, hoje, está mais do que próspera, não está?

A Alicia olhou pro Albert com uma expressão levemente amedrontada. Deve estar achando que vai ser repreendida por ter invadido a escola sem permissão. Mas o Albert estava muito mais surpreso do que bravo. E assim, por um bom tempo, ficamos todos envoltos em silêncio, sem parar de olhar pro quadro-negro.


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