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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 399

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Capítulo 399

Me treinar…?

Diante daquelas palavras, fiquei paralisada por um instante.

Nunca imaginei que fosse ouvir uma coisa dessas. Mesmo que fosse eu a dizer isso a alguém, jamais imaginei que fosse estar do lado de quem recebe essa proposta.

Isso deve ser o que chamam de "pensamento parado por completo".

Fiquei refletindo distraidamente sobre a proposta dela.

…O que uma vilã de verdade diria numa hora dessas?

Como uma vilã implacável e fria receberia esse convite? Uma mulher de decisões corretas e severas, que às vezes cospe veneno. Que descarta tudo que não traz benefício.

Se eu for treinada pela Kushana, posso ficar ainda mais forte. Talvez consiga deixar de me sentir tão impotente. Eu quero ter poder pra proteger o que é importante pra mim.

Ser treinada por alguém não tem lá muita cara de vilã, mas há um limite pro quanto posso me fortalecer sozinha.

Não importa quanto eu me esforce, nunca vou alcançar a Santa Liz-san. Se magia não é o caminho, então preciso aprimorar minhas técnicas de combate.

— Não quer ser treinada por mim?

— Quero — respondi, curta e direta.

— Que insolência! Existem inúmeras pessoas que dariam tudo pra serem treinadas pela Rainha Kushana!

— …Você não entenderia mesmo.

Fiquei olhando fixamente pros olhos por trás da máscara daquele homem que gritou.

— Eu perdi pra ela. Não acha humilhante ser oferecida treino por alguém que acabou de te vencer, na mesma arena?

Um silêncio se instalou por um instante. Mesmo assim, continuei falando.

— Estou irritada e frustrada até não aguentar mais, mas vou subir ainda mais alto. Não vou ser treinada só porque você mandou.

— Sua atrevida!

A voz irritada daquele homem ecoou alto nos meus ouvidos, mas ninguém deu ouvidos a ele. A Kushana não desviava o olhar de mim nem um instante, esperando minha próxima palavra.

— Meu nome é Alicia. Por favor, me ensine artes marciais.

Não teria sentido nenhum se eu não pedisse por vontade própria.

Curvei-me diante da Kushana com respeito e educação.

Achava que uma vilã jamais curvaria a cabeça pra pedir algo. Mas, às vezes, curvar a cabeça também é uma forma de força.

— Com prazer.

Depois de uma pausa, ouvi aquela voz calma.

No instante em que ouvi essas palavras, fiz um gesto de vitória por dentro, no coração.

Que lindo, o momento em que um inimigo de antes se torna uma amiga! Com certeza a Kushana é a protagonista aqui, e eu sou a vilã!

Parece que, aonde quer que eu vá, é meu destino nunca me afastar do papel de vilã.

Ao levantar o rosto, vi o Victor me olhando com desconfiança, franzindo as sobrancelhas.

— Por que está sorrindo desse jeito, que nojo. Você perdeu, sabia.

— Eu sei disso muito bem. Achei que era forte demais, com excesso de confiança, mas na prática não era bem assim. Ainda tenho muito a amadurecer.

— Não, a mestra já é forte o suficiente, na verdade.

O Leon interveio rapidamente com essas palavras.

O Victor, um pouco confuso diante da minha fala, acrescentou "bom, não digo que você não seja forte". O Duke-sama não disse nada, mantendo uma expressão levemente pesada.

…Será que ele não gostou de eu decidir ficar mais tempo no reino de Lavarre? Ou será que aconteceu alguma coisa no reino de Dulkis?

— Se a mestra é imatura, o que sobra pra mim, então?

— Você é um zé-ninguém.

— Quer que eu arranque sua língua pra você nunca mais falar de novo?

O Leon disse isso com um sorriso enorme pro Victor. Observando aqueles dois, a Kushana falou com um tom um pouco mais severo.

— É bom você estar preparada pra receber olhares hostis do meu povo.

Diante daquelas palavras, meu coração se animou, sem querer.

Melhor ainda se meu povo não me receber bem! Vilã tem que ser odiada mesmo!

E, além disso, já sofri olhares hostis o suficiente na academia! Tenho imunidade a olhares maldosos mais do que qualquer um.

— Se todo mundo aqui falar essa língua antiga, eu vou morrer…

— Fica tranquilo, todos sabem falar a língua comum também. …Mais importante que isso, por que a Alicia parece tão feliz ao ouvir que vai ser odiada pelo meu povo?

— Ela é um tipo esquisito de pessoa.

Leon, você está ficando parecido com o Jill, hein…

— Aliás, vocês estão esquecendo uma coisa desde antes, e a Madi, o que a gente faz com ela?

O Victor perguntou isso com uma expressão severa.


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