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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 194

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Capítulo 194

— Fica quieto aí.

O responsável pela sala disse isso com uma repulsa escancarada na voz.

Numa salinha de concreto, sem nada dentro, sentei sozinha, tentando ao máximo não chamar atenção.

Que bom que troquei de roupa. Estou me encaixando perfeitamente. Mesmo assim, o que será que essas pessoas fizeram, afinal? Já que chegaram ao ponto de serem exiladas, com certeza fizeram algo bem sério… Será que mataram algum nobre?

Observei todos eles, tentando não ser percebida.

Ninguém parecia ansioso com o que estava por vir; todos tinham olhos que já haviam perdido toda esperança. Especialmente um homem e uma mulher que pareciam ser um casal — estavam completamente mergulhados no desespero, encostados na parede com olhos mortos.

O completo oposto de mim, que estou com o peito cheio de esperança. Ah, estou mesmo curiosa pra saber o que eles fizeram!

Só observando, não dá pra descobrir muita coisa. Prefiro mesmo ouvir a história direto da boca deles. Seria bem mais eficiente…

— O que foi que você fez, garoto?

Um homem de tipo corpulento me perguntou isso com uma voz grossa.

Ah, veja só, acabei sendo perguntada exatamente o que eu queria perguntar…

Como crime que resultou no meu exílio, oficialmente, tenho três opções: apagar a memória do príncipe, perseguir a Liz-san, ou assassinato. …Vou falar só o último.

— …Assassinato.

Falei isso num sussurro, forçando a voz o mais grave possível.

Fazer uma voz grave é difícil. Mas, com o tempo, deve ser questão de pegar o jeito.

— Ora, um garoto como você, culpado de assassinato?

O homem pareceu, por algum motivo, impressionado.

Talvez reagindo à palavra "assassinato", os outros três também pareceram ganhar um pouco de interesse por mim.

Mesmo estando cada um preocupado com seus próprios problemas, com certeza ficaram curiosos com o fato de uma criança como eu estar sendo exilada.

Já que respondi direitinho, acho que posso perguntar também, não? Ou melhor, posso perguntar a todos eles de uma vez, não posso?

— E vocês, por quais crimes foram presos?

Diante da minha pergunta, todos ficaram paralisados por um instante, e depois, meio hesitante, o homem corpulento abriu a boca.

— Eu também sou por assassinato.

— A gente também.

Em seguida, o homem do casal também falou a mesma coisa.

O outro homem restante, de cabeça raspada, emanava uma aura de quem definitivamente não ia dizer nada. Só ele, por algum motivo, parecia destoar do grupo.

…Calado, alto, com o corpo cheio de cicatrizes que pareciam ter sido feitas por lâminas. Será que é algum tipo de assassino profissional?

— Nesse reino, o crime de assassinato nem costuma ser tão grave assim, pelo que eu sei.

O homem corpulento deu um sorriso amargo.

De fato, é isso mesmo. Assassinato já quase nem é considerado crime hoje em dia. Quando eu matei aquele bandido, nem virou um problema… …Então por que eles estão sendo exilados?

Do jeito que as coisas estão indo, vou acabar indo pro reino de Lavarre carregando só desconfiança e dúvidas sobre este reino.

— Garoto, qual é seu nome?

— …Ria.

Respondi depois de pensar um pouco. Não consegui pensar num nome de menino na hora, então respondi invertendo meu apelido, "Ari".

— Ria, é? Meu nome é Fil.

— Eu sou Mil, e essa é minha esposa, Ruby.

Ruby quase não reagiu às palavras de Mil, só continuou encostada na parede, sem nenhum sinal de energia.

Lancei um olhar rápido pro homem de cabeça raspada, mas parecia que nem os outros sabiam o nome dele, nem tinham trocado uma única palavra com ele.

— Está na hora. Saiam.

Assim que terminamos as apresentações, o responsável pela sala abriu a porta.


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