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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 270

Dezesseis Anos, Filha Mais Velha da Família Williams, Alicia

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Capítulo 270 – Dezesseis Anos, Filha Mais Velha da Família Williams, Alicia

Aaah! Francamente! Inacreditável!

Agora mesmo, estou correndo em velocidade máxima. Nenhuma elegância, nenhuma classe. Só continuo movendo as pernas sem parar.

— Seu! Demônio!

Gritei bem alto pro Victor.

Nunca imaginei que fosse chamar alguém de demônio desse jeito…

Todos, menos eu, estão montados em seus cavalos, com um ar tranquilo. E, ainda por cima, era mesmo necessário fazer os cavalos correrem em velocidade máxima assim?

Será que ele esqueceu que eu estava mal até ontem? Esse príncipe tem memória tão ruim assim?

— Impressionante você não ficar sem fôlego mesmo correndo tanto assim.

Fica quieto agora, Capitão Marius.

— Eu te salvei ontem. É natural que ainda tenha essa energia toda.

Victor me olhava, sorrindo com deboche. Ao mesmo tempo, meu avô observava o Victor com um olhar afiado.

Ah, por que meu avô está encarando o Victor desse jeito? Será que aconteceu alguma coisa enquanto eu dormia ontem?

O Victor parecia querer dizer "não me olhe assim".

— Você é mesmo, uma mu…

— O quê?

— Digo, um ser humano igual a nós.

Com a fala meio engasgada, o Keres tentou corrigir apressadamente.

Será que ele mordeu a língua? Isso acontece bastante quando se fala montado num cavalo, com o balanço.

— Sou um ser humano sim.

Respondi isso, correndo lado a lado com o cavalo dele. Ou melhor, quem é mais duvidoso de ser humano é o Victor. Será que ele é algum tipo de monstro?

— Parem de conversa fiada e vamos logo.

Dizendo isso, o Victor acelerou ainda mais.

Se eu competisse no Campeonato Mundial de Atletismo, com certeza bateria um recorde mundial. Que bom ser pequena de estatura. E, além disso, corri todos os dias da mansão até o vilarejo da pobreza. Em resistência, não perco pra ninguém.

— Baixinha, você não é rápida demais?

O Capitão Marius me olhava com os olhos arregalados.

…Sinto que sirvo mais pra assassina do que pra nobre. Agora meu papel já é praticamente de espiã mesmo.

Espiã como profissão principal e nobre como bico? Hã? Já estou confundindo qual é qual. …No fim das contas, acho que posso resumir tudo como "vilã" mesmo.

— Alteza, já não está bom assim?

Meu avô se dirigiu ao Victor.

Ah, que gentileza da parte dele. Os outros ficavam observando, curiosos, esperando pra ver onde eu ia desabar…

O Victor ignorou as palavras do meu avô e olhou pra mim.

— Está cansada?

Que cara é essa!? Está me provocando?

Minha capacidade não é essa coisinha à toa, viu.

— De jeito nenhum.

Respondi isso, lançando um olhar de leve reprovação pro Victor. Diante da minha resposta, ele ergueu o canto da boca com satisfação.

…Caí direitinho na provocação dele.

Ah, francamente, por que eu sempre acabo assim? Mas uma vilã nunca fica cansada. Nunca se apressa. Sempre tem tranquilidade de sobra.

Espera, agora eu sou só um soldado garoto, então tudo bem se eu ficar cansada mesmo…

Bom, já que eu disse que não estava cansada, vou correr até o fim direitinho.

O som dos cascos dos cavalos ecoava por uma estrada acidentada, sem pavimento.


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