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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 247

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Capítulo 247

Deveria me dar uma medalha, príncipe, por chegar até aqui viva.

Resmungando isso mentalmente, fiquei de pé ali mesmo. Minha respiração foi se regularizando aos poucos. Olhei pros outros três — a respiração deles já estava normal de novo.

…Que corpo é esse, afinal. Preciso treinar mais.

— Você tem fibra, hein.

O Capitão Marius disse isso, dando um sorriso largo, mostrando os dentes.

Daqui pra frente, o Victor foi o primeiro a caminhar. Nos afastamos do platô de pedra e seguimos em direção a algo parecido com uma caverna escura. Diante daquele caminho sem fim visível, hesitei por um instante.

Sem nenhuma luz, como é que a gente vai saber por onde ir, afinal?

Mesmo assim, o Capitão Marius e o Keres, sem dizer nada, seguiram atrás do Victor. Dentro da caverna estava escuro, mas meus olhos foram se acostumando aos poucos.

Um cheiro estranho, como um pano de chão que ficou mergulhado em água suja por dias, mas dava pra suportar. Pra ser sincera, o vilarejo da pobreza cheirava ainda pior que isso.

— Ai!

A voz do Keres ecoou. Parece que ele tropeçou numa pedra grande no chão.

Ignorando a voz dele, o Victor seguia em frente com cuidado, apoiando a mão na parede.

Como eu treinei, admirando o tio Will, pra perceber a presença ao redor, isso pra mim não é grande coisa, mas, pra uma pessoa comum, deve ser assustador.

Sem uma lanterna… nem sequer uma pequena chama de vela, precisando avançar por esse caminho envolto em escuridão total.

Pensando nisso, a coragem do Victor, indo na frente do grupo, é realmente impressionante. Que tipo de estado mental ele tem, afinal?

No caso do Capitão Marius, mesmo se ele esbarrasse em algo, provavelmente empurraria pra longe só com aquele músculo enorme.

Ou melhor, ninguém sequer menciona o Gerald… como se ele nunca tivesse existido desde o início.

Talvez esse batalhão seja bem mais implacável do que eu imaginava. Será que eles não têm tempo a perder se preocupando com os mortos?

— Vamos nos dividir em dois grupos.

A voz repentina do Victor fez todos pararem de andar.

Semicerrando os olhos pra ver à frente, confirmei que o caminho se dividia em dois. Um mundo completamente desconhecido pra todos nós.

De um dos caminhos, dava pra ouvir vagamente um som de água. …Será uma cachoeira ou algo assim?

— Será que tem alguma coisa no final de um dos caminhos…

— Ou talvez tenha alguma coisa nos dois.

— Ou então talvez não tenha nada em nenhum dos dois.

Diante do murmúrio do Keres, eu e o Victor respondemos ao mesmo tempo.

Nem tinha considerado a possibilidade de não ter nada mesmo.

Chegar até aqui pra não encontrar absolutamente nada… isso seria um castigo pesado demais. Vou fazer o príncipe dar uma volta inteira no castelo de cabeça pra baixo, se for esse o caso.

— Como vamos dividir?

— …Eu e a pirralha.

Por que eu?!!!

— Está tudo bem assim, senhor?

— Tem algum problema?

— Não, é só que… a responsabilidade é grande demais pra baixinha.

— Eu também acho isso. Confiar a vida do príncipe a essa novata…

O Keres interveio na conversa entre o Capitão Marius e o Victor.

Faz todo o sentido. Afinal, ainda não sabem nem de onde eu vim de verdade.

Diante da sugestão deles, o príncipe franziu a testa. E, então, se voltou pra mim com um olhar afiado.

Que olhar intimidador… ou melhor, por que eu tenho que ser olhada desse jeito!

— Você vai me abandonar e fugir?

— …Como?

Diante da pergunta completamente inesperada, sem querer, deixei escapar um som estranho.


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