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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 329

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Capítulo 329

Que resposta mais legal… Cem pontos de dez. Ele está brilhando aos meus olhos.

— Ei, já que você é uma senhorita, deve ter bom gosto pra vestidos também, não é? Que tal a gente ir olhar vestidos juntos daqui a pouco?

— Ah, mas preciso entregar esses documentos ao Capitão Marius. E, além disso, o senhor ainda tem muito trabalho pra terminar.

— Ah, que sem graça.

O Vian fez beicinho ao dizer isso. Respondi com um sorriso, dizendo que tinha muito trabalho, colocando na frase um desejo velado de que ele reduzisse um pouco a carga de serviço.

— Não tem jeito, então. Tenho muita coisa que quero saber sobre o reino de Dulkis, mas, enquanto estiver assim, não vou perguntar nada! …Posso te pedir uma coisa?

O que será que o príncipe está falando? Não existe serva nenhuma que se recusaria a atender ao pedido de um príncipe.

— O que seria?

— Você pode me chamar de Vivian? Eu sempre quis muito ter esse nome.

— Claro, sem problema.

Assim que respondi na hora, o Vian sorriu, feliz. Contagiada por aquele sorriso, sorri de volta pra ele.

Eu já achava que o nome Vian combinava com ele, mas Vivian também combina.

Ele murmurou baixinho "obrigada". Provavelmente pensou que eu não ia ouvir, mas ouvi perfeitamente.

Minha impressão sobre ele mudou não um pouco, mas bastante. Ficou muito mais fácil conversar do que antes.

— Acho que o Victor age desse jeito rebelde só porque ainda é uma criança.

Ah, sem perceber, acabei falando "Victor" sem nenhum tratamento formal. Bom, tudo bem, é o Victor mesmo.

— Você, Ria… quer dizer, Alicia, sendo mais nova que ele, e ainda assim recebe um tratamento tão feio da parte dele. …Acho que meu irmão nunca vai conseguir me entender.

— Entender é surpreendentemente fácil. O difícil pras pessoas é aceitar.

— Como assim?

— No caso do Victor, ele só está fugindo, porque tem medo de encarar a essência de quem o senhor realmente é e cair em desespero. Mas, na verdade, não é nada tão grave assim. Uma personalidade que a pessoa já nasceu com ela não muda tão fácil assim. E, além disso, diferenças de valores sempre vão existir entre uma pessoa e outra. Rejeitar o próprio irmão só porque ele não é exatamente o irmão que imaginava é coisa de criança. Se não começar entendendo primeiro, não dá nem pra começar a conversa. Nesse aspecto, ele ainda tem muito a amadurecer.

O Vian ficou em silêncio, ouvindo eu falar com aquele tom calmo e direto.

Se, por acaso, o Victor estivesse escutando essas minhas palavras em algum lugar escondido, amanhã minha cabeça já estaria separada do corpo.

Bom, se isso acontecesse, a posição do Vian também ficaria em risco… …Espera, será que foi justamente por isso que o Victor me mandou até o Vian? Pra ter uma prova concreta de que ele tem um gosto peculiar?

— Que olho clínico impressionante, viu. Achei que, por estar sob o comando do Victor, você fosse tomar o lado dele não importa o quê, mas você é implacável e afiada com qualquer um, sem exceção… impressionante.

— Afinal, eu sou a melhor vilã que existe.

Dei um sorriso enorme pro Vian. Diante das minhas palavras, ele arregalou os olhos.

Dava pra ver na expressão dele algo que parecia "o que você está dizendo?", mesmo sem falar em voz alta. Que absurdo.

— Já tenho trabalho a fazer, então vou indo.

— Espera.

No mesmo instante em que comecei a andar, o Vian me chamou.

— O que foi?

— …Você não sente medo?

— Claro que sinto, é óbvio. Mas, por mais medo que eu sinta, nunca deixo transparecer. Não é esse o segredo pra ficar forte? O senhor deve saber disso melhor do que ninguém.

O Vian ficou calado por um instante e depois murmurou "é verdade mesmo".

…Ah, é verdade, esqueci de perguntar o sobrenome dessa família real.

Fiquei curiosa esse tempo todo, mas sempre tive medo de que, perguntando isso, ficasse óbvio que eu não sou deste reino, então nunca perguntei pra ninguém.

Mas agora que minha identidade já foi descoberta, tudo bem perguntar!

— Ah, uma última coisa, posso saber o sobrenome do senhor?

Diante da minha pergunta, o Vian caiu na gargalhada. Antes eu achava que ele tinha uma imagem fria, mas agora suas expressões mudam a cada instante, cheias de vida.

— Só agora!? Bom, faz sentido, uma espiã não pode simplesmente perguntar isso a qualquer um. É Sanchez. Vian Sanchez. Prazer em conhecê-la de novo, senhorita Alicia.

— Sim, o prazer é meu, Vivian.

Assim que eu chamei o nome dele, ela corou levemente as bochechas e me mostrou um sorriso que eu nunca tinha visto antes. Fiquei presa naquele sorriso, sem conseguir desviar o olhar.

— Isso é um segredo só nosso, viu.

Ela disse isso e encostou o dedo indicador nos lábios, num gesto suave.

Aquele gesto era lindo demais.

Eu precisava correr o mais rápido possível até o Capitão Marius, mas não conseguia tirar os olhos da Vivian.


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