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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 240

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Capítulo 240

— O motivo do apelido "Chaleira" está justamente nesse lago.

Diante das palavras do príncipe, todos olharam pro lago com uma expressão séria.

De fato, esse lago fedorento e sujo, com veneno, deve ter alguma origem por trás disso.

Mesmo assim, um veneno cujo efeito muda dependendo da pessoa — nunca ouvi falar de um veneno tão egoísta assim. Bom, é um mundo de fantasia, então tudo é possível, né.

— A gente vai limpar esse lago?

Quase caí na risada com a pergunta do Keres.

Deixar esse lago limpo é praticamente impossível. Depois de entrar pro batalhão, percebi que os soldados do Victor são, em boa parte, mais músculo do que cérebro.

Se conseguisse deixar a água desse lago transparente, seria quase tão milagroso quanto ressuscitar um morto.

— Não. Vamos procurar a fonte que alimenta esse lago, aqui embaixo.

— Então a expedição virou um pelotão de mergulho agora?

— O que você está falando?

Victor franziu a testa diante da minha piada boba.

Se fosse um oceano lindo e transparente, até eu topava mergulhar, mas não quero mergulhar nesse lamaçal, de jeito nenhum.

Isso não é castigo. E, antes de mais nada, não acho que mergulhar ali vá revelar nenhuma pista.

— O que exatamente seria "a fonte do lago"?

Gerald perguntou isso ao Victor, com um olhar sincero e puro.

— Especificamente eu não sei, mas parece que existe algo, sim. O interior do lago é levemente turvo, mas transparente, então é possível procurar.

Ou seja, já teve gente que mergulhou aqui antes… …que corajoso.

— Por que o príncipe quer essa "fonte" do lago?

Dessa vez, perguntei com tratamento formal.

Victor deu um sorriso de garoto travesso.

— É uma condição pra me tornar rei.

Disse isso com uma voz cheia de energia, e tirou o casaco. Arregaçou as mangas, com toda a disposição de entrar no lago a qualquer momento.

…Pensando bem, o Victor é o segundo príncipe, né. Aquele irmão mais velho de cabelo comprido é o primeiro príncipe.

Sinto que o Victor tem muito mais iniciativa do que ele. Ainda não faz tanto tempo que cheguei a esse castelo, mas nunca vi o irmão do Victor nem uma única vez.

Será que ele é recluso? Só uma impressão minha, mas ele tinha um ar mais quieto mesmo.

— Vamos mergulhar.

Diante das palavras do príncipe, todos começaram a tirar as roupas ao mesmo tempo. O Capitão Marius e o Gerald ficaram sem camisa. Eu e o Keres, assim como o príncipe, só tiramos o casaco de cima.

De jeito nenhum eu posso ficar sem camisa. Só me resta torcer pra faixa não ficar transparente ao molhar. É um tecido relativamente grosso, então acho que dá pra ficar tranquila… …espera, se for grosso demais, vai absorver mais água, o que aumenta minha chance de morrer afogada.

Será que o príncipe nem considera a própria possibilidade de morrer? Antes de mais nada, se o lago inteiro é veneno, isso é praticamente ir pra morte…

— P-príncipe, é melhor não se precipitar assim.

— Hã?

Victor me olhou com uma expressão desconfiada diante das minhas palavras.

— O senhor tem desejo de suicídio? Morrer antes mesmo de virar rei.

— Do que você está falando?

— Vamos entrar dentro de veneno. Eu também acabei sendo arrastado pela empolgação do príncipe, mas, pensando com calma, isso não é perigoso demais?

— Ei, pirralha, será que você finalmente ficou com medo?

Victor disse isso com uma voz que soava até animada.

— Nem parece a mesma que enfrentou um leão.

O Capitão Marius entrou na conversa, do lado.

Mergulhar num lago contaminado com veneno e lutar contra um leão — a taxa de mortalidade é claramente bem diferente entre os dois, viu.

— Só não morre quem não bebe.

…Será que o príncipe deste reino não tem medo de absolutamente nada?

— Então, e eles?

Apontei com ímpeto pros três avôs.

Sei que apontar assim não é educado, mas, agora, eu não sou uma nobre, então tudo bem, né…

— Se um velho desses mergulhar nesse lago, é morte certa.

— Sem dúvida nenhuma.

— Mas o vice-capitão também não vai mergulhar?

Lancei um olhar rápido pro Vice-capitão Neel.

Enquanto todos tiravam o casaco ou ficavam sem camisa, ele não se mexeu nem um pouco. Só ficou observando enquanto a gente se preparava.

— É melhor deixar pelo menos uma pessoa aqui fora.

— Ah, então eu—

— Você mergulha.

Antes que eu terminasse de falar, Victor disse isso num tom um pouco mais duro.

Parece que não tenho escolha. Preciso me preparar mentalmente logo. Encara isso, Alicia.

— Se eu morrer, vou amaldiçoar o príncipe até a morte também.

Os soldados fizeram uma cara de "o que essa aí está dizendo pro príncipe". Victor riu de leve diante das minhas palavras e abriu a boca.

— Fica tranquila, mesmo se eu morrer, você continua viva.

Pareceu que ele estava dizendo "eu confiei em você, então entra nesse lago com confiança". Foi isso que os olhos dele me disseram.

…Não tem jeito. Vou ser a primeira a mergulhar de cabeça nesse lago podre.

Respirei fundo e me postei em frente ao lago.

— Fica tranquila, mesmo abrindo os olhos, o veneno não entra pelos olhos. Ah, mas entra pelo nariz.

Ouvi a voz calma do Victor atrás de mim. Me virei instintivamente.

— Já mandaram outras pessoas aqui antes?

— Sim. Não tem como eu entrar sem antes testar se dá pra entrar sem morrer. Soldado é peça descartável.

Dizer isso com tanta naturalidade, sem hesitar nem um pouco, me deixou sem palavras.

O Victor é mais frio do que eu imaginava. Não, será que um rei precisa ser assim mesmo?

E, além disso, não sei quantas pessoas já morreram nesse lago. Mesmo assim, a iniciativa do príncipe, de mergulhar de cabeça nesse lago podre, é realmente impressionante.

Se fosse eu, jamais mergulharia ali de livre e espontânea vontade.

Respirei fundo, fechei a boca, apertei o nariz, e mergulhei com tudo dentro daquele líquido cinzento.


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