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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 153

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Capítulo 153

— O olho do Will é o seu, né, garotinha? O Will já tinha dito antes: que olho maravilhoso, será que o mundo que ela vê é tão bonito e lindo assim?

Nate disse isso como se tivesse lido minha expressão.

Ah, então é isso. Como a habilidade do meu olho foi transferida diretamente pro tio Will, ele conseguiu perceber que minha visão dinâmica é boa.

…Mas acho que o mundo que eu vejo é bem sujo. Afinal, são os olhos de uma vilã, não é? Não acho que o mundo pareça bonito através deles.

E, além disso, o tio Will com certeza deve ter previsto que eu venceria esse duelo.

Ele com certeza conseguiria facilmente imaginar que eu encontraria um adversário que viesse me matar de verdade.

Mas como será que ele sabia da minha capacidade com a espada?… Bem, se é o tio Will, não seria estranho que soubesse mesmo. É uma história absurda: cumprir todos os requisitos pra ser rei, e só não poder virar rei porque não consegue usar magia.

— Magia incrível, esgrima incrível… não encontro outra palavra além de "a mais forte".

Rebecca me olhava com os olhos brilhando.

Ah, parece que estou sendo venerada.

— Não sou a mais forte, não. Tem gente mais forte que eu.

Disse isso, olhando pra Rebecca com seriedade.

A mais forte é a Liz-san. Ninguém consegue vencê-la. Nem mesmo o Duke-sama consegue rivalizar com o poder mágico dela.

Rebecca arregalou bastante os olhos com minhas palavras. Me olhava como quem quer dizer alguma coisa.

…Se tiver reclamação, quero que digam aos produtores desse otome game. Eu só gostava da Alicia desse jogo, só isso… Bem, se fosse pra apontar o maior defeito desse otome game, seria justamente que o sistema de magia foi feito de um jeito descuidado demais. Cada magia específica foi criada de qualquer jeito, e o poder mágico da Liz-san é absurdamente forte.

— A qualidade dela é só ter a cabeça nas nuvens e o poder mágico mais forte. Em esgrima e inteligência, a Alicia é superior.

— Acho que a inteligência da Liz-san é melhor, não é?

— Ela pode até ser inteligente, mas isso não é o mesmo que ser sábia.

Jill disse isso cuspindo as palavras com desprezo.

…Mesmo sem ser sábia, ela parece ter carisma, então é amada em qualquer lugar. E, além disso, é a mais forte.

Provavelmente, mesmo se ela viesse ao vilarejo da pobreza, seria amada por todos.

Não, vou parar de ficar pessimista… Ela tem o coração puro demais, então mesmo vindo aqui não serviria de nada… vou pensar assim.

— Toma, devolvo isso.

Disse isso e devolvi a espada pra Rebecca.

…Ah, é verdade, eu já consigo usar magia de novo.

Estalei os dedos de leve.

Então, como sempre, algo parecido com uma aurora negra e brilhante envolveu a espada. Claro, lancei a magia em todas as espadas que estavam ali.

Que bom, consegui usar magia direitinho. Fiquei aliviada por dentro.

Aos poucos a aurora foi ficando mais fraca, e sumiu de repente.

As irregularidades na ponta da lâmina sumiram, e as partes enferrujadas ficaram completamente limpas.

Os olhos de todos brilhavam. Nate também olhava pra própria espada com os olhos arregalados. Acho que fiz um bom trabalho.

Já que ele cortou meu cabelo com aquela espada, se estivesse lutando com essa espada de agora, o estrago no meu cabelo teria sido ainda maior. Ainda bem que só cortou as pontas. Não tenho nenhum apego especial com o cabelo, mas eu não queria ficar com um corte feio.

— Isso é…

— Não saem palavras.

— Inacreditável, inacreditável mesmo.

— Aquela espada arrebentada ficar tão bonita assim…

Algumas pessoas tremiam levemente, emocionadas.

Magia é mesmo algo incrível assim. Senti de novo o quanto a magia é impressionante. Só de conseguir usar magia, já se tem vantagem sobre os outros. …Se eu não tivesse vindo ao vilarejo da pobreza, talvez tivesse vivido a vida inteira sem perceber isso.

Quem não consegue usar magia, afinal, é protegido por quê? Pelo país?… Se fossem protegidos pelo país, não teriam criado um vilarejo desses. Entre os nobres, tem gente que consegue usar magia mas é burra. Usar essa força pra oprimir talvez seja um jeito, mas é covarde demais.

Eu quero me tornar uma vilã forte e sábia, mas, ao mesmo tempo, quero ser alguém capaz de proteger os fracos. …Mas não confio tanto assim na minha própria força. Por isso, eu preciso ficar ainda mais forte. O que eu preciso fazer pra me tornar alguém que até a Liz-san temeria?

Antigamente eu só pensava em ficar forte, mas, conforme fui ficando mais forte aos poucos, meu jeito de pensar foi mudando. Claro, meu desejo de virar vilã não muda.

Mas os fortes precisam proteger os fracos. Será que foi por isso que nós fomos escolhidos pra usar magia neste mundo? Será que a intenção era que quem usa magia protegesse os fracos… com certeza os criadores desse jogo nunca pensaram nisso.

Mas não vou só protegê-los, vou fazer com que se submetam a mim direitinho. Pra que nunca desobedeçam minhas ordens. Isso é uma vilã. Em troca da proteção que dou a eles, eles precisam ser obedientes a mim.

…Com certeza, alguns anos atrás, eu jamais teria pensado em proteger alguém.

— Alicia, o que foi?

Jill disse isso, se inclinando pra olhar meu rosto.

Os olhos cinza dele olhavam direto pros meus. …É óbvio, mas conseguir falar olhando firme nos olhos de alguém é algo importante. Não parece nada aquele Jill de alguns anos atrás, que tinha medo de se relacionar com as pessoas.

— Tive uma boa ideia.

Disse isso e sorri pro Jill.

— O quê?

— Os fracos devem se submeter aos fortes.

— E então?

Jill disse isso sem mudar a expressão.

…Por que ele está perguntando o que vem a seguir? Será que ele leu meu pensamento?

Mas nem o Jill deveria conseguir ler minha mente até esse ponto.

Se possível, eu queria terminar a conversa aqui mesmo. Essa fala agora foi perfeitamente digna de vilã.

— E então?

Jill disse isso de novo, como quem investiga.

…Será que é um novo tipo de implicância? Mas não tenho motivo pra esconder do Jill…

— Ao mesmo tempo, os fortes precisam proteger os fracos.

Murmurei isso calmamente.

— É verdade.

Jill disse isso com tranquilidade, como se já soubesse de antemão o que eu ia dizer.


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