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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 252

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Capítulo 252

— Você não acha que a gente definitivamente pegou o caminho errado?

— Sim. Acho isso com todas as forças.

Diante das palavras do Marius, Keres concordou com um aceno profundo.

Ao descer as escadas, uma parede inteira coberta de crânios se estendia diante deles. Ao perceberem que aqueles eram crânios de pessoas mortas naquele lago, recolhidos e organizados ali, os dois estremeceram o corpo inteiro.

Parecia um caminho construído com o único propósito de aterrorizar quem passasse por ali.

Mesmo com o rosto contorcido de medo, eles continuaram andando. Talvez pela vontade forte de sair logo daquele lugar, o ritmo dos passos foi acelerando cada vez mais.

— Que bom que não são pessoas em decomposição. Imagina o cheiro absurdo que seria.

— Esqueletos também não são muito melhores, viu.

— A gente conseguiu sobreviver até aqui, hein.

— Sério mesmo. Quando voltar, quero ficar cercado de bebida e mulher.

— Ah, seria demais. Pra isso, precisamos sair daqui de qualquer jeito.

— Sim! …Será que o príncipe e os outros estão bem?

Marius pensou um pouco antes de abrir a boca.

— A baixinha está com eles. Se for ela, com certeza dá um jeito.

— É verdade mesmo. Vamos focar só na nossa própria sobrevivência.

Os dois concordaram com firmeza, ao mesmo tempo, e seguiram direto pelo caminho reto, vigiados por incontáveis crânios.

— Consigo entrar…

Com os olhos arregalados, Victor olhava devagar pro próprio pé, agora dentro da água.

Claro que consegue. Depois de eu liberar tanto poder mágico e quebrar aquela barreira, se ele não conseguisse entrar, aí sim eu duvidaria da constituição física dele.

Talvez por ter liberado poder mágico demais de uma vez, meu corpo ficou um pouco pesado.

Que canseira. Será que eu vou conseguir sair desse lago assim? De jeito nenhum quero morrer bem aqui, depois de chegar tão longe.

— Ei, pirralha.

— Vai logo pegar a fada.

Pra não deixar transparecer meu cansaço, respondi rapidamente antes que ele pudesse dizer qualquer coisa.

Enquanto descansava, fiquei observando o Victor atentamente. Usando algumas trepadeiras, ele tentava, de algum jeito, subir.

Que leveza é essa dele… ou melhor, essas trepadeiras, de que material são feitas? Normalmente, com o peso de um homem adulto, deveriam se romper.

— Só mais um pouco.

Victor esticou a mão em direção à fada.

Graças a ter tirado o pano, minha visão estava ótima. Dava pra ver até os menores detalhes. Fiquei observando fixamente a expressão da fada.

…Será que ela está dormindo? Tinha a forma de uma pequena fada, exatamente como as dos livros infantis.

Tinha asas transparentes e as pontas das orelhas levemente pontudas. Que fofura. Seria bom se existissem fadas no Reino de Dulkis também.

— Consegui!

No exato instante em que ele disse isso, o fluxo de água da cachoeira ficou violento, e as plantas ao redor começaram a apodrecer. As paredes começaram a desmoronar.

Ah. …Faz sentido mesmo que isso acontecesse.

— O que está acontecendo, afinal?

A trepadeira que o Victor segurava foi ficando marrom, se transformando, e se rompeu com um estalo. Caiu bem na minha frente, fazendo um barulho alto. Na mão dele estava firmemente segura a pequena e fofa fada, ainda dormindo.

Até quando será que ela vai continuar dormindo… Mesmo assim, de perto, dava pra perceber ainda mais a beleza dessa fada. Cílios longos, pele lisinha. Uma aparência que reunia tudo que qualquer garota gostaria de ter.

— Por que você está tão calma assim?

Ele caiu de uma altura daquelas, como conseguiu ficar ileso?

— Como a gente sai daqui?

A voz afobada do Victor ecoou nos meus ouvidos. Por causa do desmoronamento das paredes, o caminho pelo qual viemos estava bloqueado, sem como voltar.

Situação bem complicada. A força da água só aumentava, e a saída estava bloqueada. Se continuasse assim, íamos acabar afogados.

— Precisamos fugir.

— É exatamente disso que eu estou falando desde agora há pouco.

O Victor me olhou com uma expressão de leve desânimo.

Pensa, Alicia. É tipo um jogo de escape room. Com certeza deve ter uma saída.

Todo o verde à vista foi virando marrom, e aquele lugar antes tão bonito foi se destruindo num piscar de olhos. Senti de novo, com clareza, o quanto a magia é poderosa.

Depois de respirar fundo um instante, abri a boca.

— …Será que não devíamos acordar essa fada?


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