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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 25

Capítulo 25

Fomos a cavalo até a cidade.

Uma cidade é assim tão animada? Comparando com o mundo da minha vida passada, era uma paisagem parecida com a Europa medieval! Floriculturas, padarias, tavernas, lojas de tecido enfileiradas — que cidade cheia de vida. Música vinha de algum lugar, e tinha gente dançando… Uma cidade envolta em sorrisos sob o sol brilhando.

Difícil de imaginar que, bem no fundo dali, existisse o vilarejo da pobreza. Segundo o vovô Will, no vilarejo da pobreza nem a luz do sol chega. …crianças nascidas no vilarejo da pobreza morrem sem nunca terem conhecido a luz do sol. Sendo o mesmo país, por que existe uma diferença tão grande assim?

Descemos dos cavalos e fomos passear pela cidade.

— Tem algum lugar que você quer ver?

Eric-sama me perguntou isso.

Deixa eu ver, olhei ao redor. Quero ir na padaria, e também dar uma espiada naquela doceria. Tem lugar demais que eu quero ir. Não sei nem por onde começar.

Olhei ao redor de novo… aquela placa ali é de uma loja de plantas?

— Ei, Eric-sama, que loja é aquela ali?

Eric-sama olhou na direção que apontei.

— Ah, aquela é uma loja que vende plantas raras.

Plantas raras?! Quer dizer que tem lá as plantas do primeiro livro que eu li?

— Eu quero ir lá.

Dizendo isso, puxei as mãos de Eric-sama e Henry-nii-sama.

— Ei, Eric, não faz essa cara de feliz.

Ouvi a voz de Henry-nii-sama vindo de trás.

Ora, será que Eric-sama também queria ir na loja de plantas?

Ficamos parados na frente da loja, tentando ver como estava por dentro. Será que está aberta? Abri a porta devagar e entrei.

O que é esse lugar…

Parecia estar dentro de um feitiço. O ar era completamente diferente de antes. Fresco, como se estivesse purificando minha alma. Que lugar mais agradável. Meu coração se acalmava.

Um monte de plantas, todas parecendo realmente vivas. Como se estivessem dançando. Uma planta que voa! Era a mesma que eu tinha visto no livro. Nunca pensei que fosse ver ao vivo… Se não me engano, o nome dela era Wing.

— Sejam bem-vindos.

Do fundo da loja, saiu um homem de meia-idade, de óculos redondos e cabelo castanho-avermelhado. O avental combinava muito bem com ele.

Que estranho… no instante em que ele apareceu, senti como se as plantas estivessem contentes. Será que ele consegue usar magia verde…

— Eric, Henry! Quanto tempo!

O homem levantou a mão sorrindo, cumprimentando Eric-sama e Henry-sama.

Será que ele conhece meu irmão e Eric-sama?

— Paul! Quanto tempo. Tudo bem com você?

Henry-nii-sama respondeu sorrindo.

Enquanto eu ficava parada, meio boba, o homem se abaixou pra ficar na minha altura.

— Prazer em conhecer. Eu sou o Paul, dono desta loja. Você é a Alicia, não é?

Disse isso e me cumprimentou com um sorriso.

— Prazer. Eu sou a Alicia. Er, como o senhor sabe meu nome?

— Ah, é que seu irmãozinho fala bastante de você.

Fiquei super curiosa sobre que tipo de assunto seria. Espero que não sejam coisas ruins.

— Er, o senhor é próximo dos meus irmãos?

— Acredite se quiser, mas eu também sou nobre.

O senhor Paul disse isso com um sorriso sem graça.

Nobre?! Então é por isso, a magia verde… É o Paul, o dono da loja de plantas que apareceu só de relance no jogo! Eu tinha a impressão de já ter visto isso em algum lugar. Isso mesmo, a heroína vai a essa loja de plantas pra fazer remédios.

Será que eu… cheguei na loja de plantas antes da heroína? Afinal, a heroína vem aqui com Curtis-sama. Me sinto vitoriosa por ter chegado primeiro.

— Mesmo sendo nobre, abriu uma loja na cidade, hein.

Eric-sama disse isso rindo pro senhor Paul.

— Por que o senhor decidiu abrir uma loja de plantas?

— Plantas têm o poder de curar doenças e acalmar o coração das pessoas. Por isso, eu também quis me envolver num trabalho que ajudasse os outros. Além disso, eu já venho de uma família de baixa nobreza mesmo.

Dizendo isso com um sorriso caloroso, o senhor Paul parecia brilhar.

— O senhor tem um trabalho muito bonito.

Acabei falando o que realmente sentia, sem querer. Vilã não fica elogiando as pessoas! Fiquei tão relaxada com o efeito calmante das plantas que baixei a guarda sem perceber.

Desse jeito, vou acabar dando uma primeira impressão boa demais. O que eu faço…

…vou pensar pelo lado positivo. Foi só um deslize. Dá pra estragar minha imagem quantas vezes eu quiser depois.

— Obrigado.

O senhor Paul disse isso com um sorriso enorme. Por mais que seja um homem de meia-idade, um sorriso desses quase me faz apaixonar.

— Aqui tem muitas plantas realmente raras. Por exemplo, essa aqui…

O senhor Paul pegou um vidro com uma plantinha dentro, que estava lá no fundo.

— Chad.

Minha voz e a do senhor Paul se sobrepuseram, dizendo a mesma coisa ao mesmo tempo.

O senhor Paul arregalou os olhos. Quantas vezes esse mesmo olhar já foi dirigido a mim por gente diferente? De fato, Chad é uma planta realmente rara.

— Você conhece?

O senhor Paul me perguntou isso, ainda de olhos arregalados.

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