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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 29

Capítulo 29

Nota da autora: desta vez há uma cena um pouco violenta. Muito obrigada a todos que adicionaram a obra aos favoritos! Fico muito feliz que estejam lendo o meu romance.

A floresta durante o dia, com o sol brilhando, não dá medo nenhum. Por que, à noite, ela fica tão sinistra assim?

Puxei bem fundo o capuz e atravessei a névoa.

Realmente não dá pra ver o sol. Parece um lugar abandonado pelo mundo… completamente diferente da cidade. De tanto vir aqui por dois anos, até esse cheiro forte a gente acaba se acostumando.

Fui avançando passo a passo.

Não conseguia acreditar na cena que se desenrolava bem na minha frente. Duvidei dos meus próprios olhos. Brigas a soco eram normais, e os gemidos eram ainda mais altos do que à noite. Tinha um monte de gente sem mãos ou pernas… e o corpo cheio de ferimentos. De noite eu não tinha percebido, mas o chão estava salpicado de sangue.

Meu corpo tremeu de medo.

As roupas já estavam quase todas rasgadas. E eram só pessoas com o corpo sujo e o cabelo todo desgrenhado… não tinham banho. Afinal, a única água que eu tinha visto por aqui era aquela água suja da fonte.

De repente, ouvi o choro desesperado de uma criança.

Ao olhar na direção da voz, vi um garotinho caído no chão, sangrando da cabeça. Na direção do olhar do menino, havia um homem enorme segurando uma barra de ferro. A barra de ferro estava manchada de sangue.

Será que aquele sangue era do menino? Por que aquele homem estava rindo?

O homenzarrão ria alto, de boca bem aberta. Dava pra ver que só tinha um dente da frente. O homenzarrão foi se aproximando do menino devagar, arrastando a barra de ferro. Meu corpo não parava de tremer.

— Alicia, por que você está aqui a essa hora?

Ouvi a voz do vovô Will atrás de mim. Antes que eu dissesse qualquer coisa, o vovô Will me empurrou na direção da névoa.

— Volte para casa hoje. Nunca mais venha aqui a essa hora.

Saí em direção à floresta assim mesmo. Depois, caminhei devagar de volta pra mansão.

Ainda não conseguia processar direito na cabeça o que tinha acabado de acontecer.

Aquilo ali era… o vilarejo da pobreza.

— Alicia-sama! Onde a senhorita estava?

Rosetta veio na minha direção. Olhei pra Rosetta, ainda meio zonza.

— Alicia-sama? O que aconteceu?

Rosetta espiou meu rosto de perto.

O que será que aconteceu com aquele menino… Eu não consegui fazer nada. Só fiquei parada, olhando, de braços cruzados. Fiquei com tanto medo que não conseguia me mexer.

— Alicia-sama?

Eu não consegui estender a mão pra ajudar… Foi a primeira vez que senti uma frustração tão grande. Como eu sou fraca. Como é que eu consigo dizer que quero virar uma vilã?

Uma raiva de mim mesma foi subindo dentro de mim.

— A senhorita está bem?

Rosetta sacudiu meu ombro de leve. Rosetta olhava pra mim com uma cara preocupada.

— Eu vou pra biblioteca…

Só murmurei isso e fui em direção à biblioteca.

Eu preciso ficar forte… Pra isso, primeiro preciso descobrir como o vilarejo da pobreza surgiu.

Procurei incansavelmente por livros sobre o vilarejo da pobreza. Não encontrava nada. Quantas horas já tinham se passado?

Subi num banquinho e procurei com cuidado, começando pela prateleira mais alta.

…isso aqui é um livro sobre magia?

O livro que peguei por acaso era sobre os tipos de magia. Por que, quando eu estava procurando de propósito, não achava, e agora encontro assim do nada? Olhei os livros ao redor daquele, mas não havia nenhum outro sobre magia. Será que só esse foi guardado no lugar errado por engano, por alguém?

Virei as páginas e conferi o sumário.

Magia da água, magia da luz… achei! Magia das trevas!

Abri a página onde estavam escritos os tipos de magia das trevas.

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