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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 35

Capítulo 35

Naquela noite, fui com minhas coisas até a casa do vovô Will.

O menino gemia com uma expressão de sofrimento ainda pior que a de ontem. O vovô Will estava limpando o corpo do menino com todo cuidado.

Me aproximei da cama, tirei um vidro da bolsa e entreguei ao vovô Will.

— O que é isso?

— Água limpa.

O vovô Will murmurou "obrigado" com uma voz baixinha.

— E isso também.

Dizendo isso, entreguei o Josiah também. O vovô Will conferiu com as mãos o que era aquilo.

— Josiah, é…

Não pode ser. Ele reconhece só de tocar com a mão? Isso ultrapassa de longe o que se chamaria de "incrível".

O vovô Will colocou o Josiah dentro do vidro. O Josiah se dissolveu, e a água ficou verde-clarinho. O vovô Will aproximou o vidro da boca do menino, que se debatia, e pingou algumas gotas dentro.

O menino se acalmou um pouco. O Josiah faz efeito poucos segundos depois de entrar na boca.

Tirei o pedaço de vestido que tinha enrolado na cabeça do menino ontem. Passei a pomada que trouxe no ferimento que já começava a infeccionar, e enrolei uma bandagem por cima.

Ferimentos assim devem ser coisa do dia a dia por aqui.

— Alicia, obrigado.

O vovô Will agradeceu mais uma vez.

— Eu… só estou agindo pelo meu próprio benefício, então não precisa agradecer.

Isso mesmo, sou uma mulher que coloca o próprio benefício acima de tudo. Até salvar o menino foi só porque eu queria conversar com um garoto inteligente.

O vovô Will travou. Eu não queria ser desprezada pelo vovô Will, mas também não queria mentir.

— Mesmo assim, obrigado.

O vovô Will disse isso com uma voz calorosa.

— Qual é o nome dele?

— Jill.

— Jill… quantos anos ele tem?

— Seis anos.

— E os pais dele…

— Foram mortos por alguém deste vilarejo.

Mortos? Não morreram de doença, foram assassinados?

— Alicia, este lugar é assim.

A voz do vovô Will, ao dizer isso, soou jovem e cheia de vigor.

— Isso não é considerado crime…

— Não é.

Então o Jill, com seis anos, é órfão? Isso é normal por aqui?

— Isso é um absurdo.

— Sim, eu também acho. Mas não há nada que se possa fazer.

O que a heroína está fazendo? Anda logo e melhora esse lugar.

…por que estou contando com a heroína pra isso? Mas, mesmo que eu melhorasse esse lugar, não teria nenhum benefício pra mim.

Ah, francamente! Eu sou uma vilã de convicções fortes. Decidi que ia virar a maior vilã do mundo. Então por que meu coração fica tão incomodado assim?

— Muito obrigado mesmo, hoje.

O vovô Will disse isso e afagou minha cabeça.

— Isso aqui… comam os dois, por favor.

Entreguei ao vovô Will o saquinho cheio de macarons coloridos.

Talvez sentindo que minha voz estava sem ânimo, o vovô Will afagou minha cabeça mais uma vez e murmurou: está tudo bem.

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