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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 500

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Capítulo 500

— Então é aqui, a companhia comercial Ojes.

Assim que desci da carruagem, fiquei observando aquela mansão imponente.

…É quase do tamanho da casa de um nobre. O estilo arquitetônico é meio peculiar, mas…

— Como direi…

— É meio pesado, hein.

Falei em voz alta exatamente o que o Jill estava pensando. Ele concordou com um "é" diante das minhas palavras.

Essa casa se destaca sozinha, no meio de toda a cidade. Será gosto pessoal do senhor Gordon? Parece meio uma ostentação de poder financeiro, mas isso não é necessariamente algo ruim.

O Jill bateu na porta: toc, toc. Depois de um tempo, a porta se abriu devagar.

De dentro, apareceu um homem alto e esguio.

…Um físico impressionante, na verdade. Fiquei encantada, sem querer, com aquele corpo de modelo. Deve ter uns vinte e poucos anos, final dos vinte… Se o rosto do senhor Gordon fosse "molho", o rosto desse aqui seria "sal".

— Quem é você?

Assim que viu meu rosto, ele perguntou com desconfiança.

Falando de forma tão informal, logo no primeiro encontro… e, pelo jeito de se vestir, ele não parece um empregado. …Alguém da companhia comercial Ojes?

— Sou Williams Alicia. Vim tratar de um assunto com o senhor Gordon.

Disse isso, cumprimentando-o formalmente.

Ele, meio incomodado, gritou pra dentro da casa: "pai~".

……………Pai?

Eu e o Jill inclinamos a cabeça, os dois ao mesmo tempo.

Esse aí também é filho do senhor Gordon? Não se parece em nada com ele. O físico é totalmente oposto, inclusive.

…Aliás, eu tinha assumido, sem base nenhuma, que o único filho dele era o Harris. Não é bom fazer suposições assim.

— …Espera, família Williams? Não, não pode ser, um assunto com a nossa casa…

Ele murmurava sozinho, confirmando meu nome tardiamente.

Que pessoa esquisita.

Vindo de mim, isso até soa engraçado, mas… ele parece meio desligado. Mas também parece que sabe fazer o trabalho dele direito.

O reino de Dulkis continua repleto de gente interessante.

— Alicia-sama!?

A voz do senhor Gordon ecoou de longe.

Mesmo sem vê-lo ainda, dava pra sentir o quanto ele estava surpreso com minha visita repentina.

— Então, você mesmo é… a filha nobre da família Williams?

O filho do senhor Gordon arregalou os olhos, me encarando fixamente.

— Correto.

Mais do que "correto", eu já tinha me apresentado antes…

— Fazia sentido, esse porte…

— Alicia-sama.

Assim que ele terminou de falar, o senhor Gordon apareceu.

Como sempre, hoje ele também estava com o terno branco. Um homem maduro, atraente, de porte robusto. …De jeito nenhum eles parecem pai e filho.

Achei que, vendo os dois lado a lado, ia notar alguma semelhança, mas eles não se parecem em nada.

Aliás, o filho tem uma pele tão pálida que dá até vontade de perguntar se ele nunca pegou sol na vida.

— Há quanto tempo, senhor Gordon.

Direcionei a ele um sorriso profissional, de negócios. O senhor Gordon também me devolveu um sorriso tranquilo.

…Mesmo com minha aparição repentina, ele não demonstrou nenhum sinal de nervosismo. Realmente, o que se espera de um empresário de primeira linha.

— Em que posso ajudar?

— Que tal tomarmos um chá?

Deixei de lado o sorriso profissional e abri um sorriso mais suave, como se algo em mim tivesse relaxado.


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