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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 502

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Capítulo 502

— A senhorita está bem informada.

O senhor Gordon montou um sorriso profissional de negócios. O clima ficou um pouco mais tenso.

Bem, na verdade eu só soube disso hoje de manhã, através de uma conversa da minha mãe…

Uma vez que a reputação cai, recuperá-la de novo é extremamente difícil. Destruir leva um instante, mas construir leva tempo.

— Eu mesma vou recuperar essa confiança.

— A senhorita acha que sozinha, com o poder de uma filha nobre das cinco grandes famílias, consegue reverter uma queda tão brusca de reputação?

Ah, essa reação eu não esperava.

Realmente, o que se espera de um homem de negócios. Ele não acredita que o poder de uma simples nobre sozinha resolveria isso.

Eu também não estou sendo confiante demais em relação à minha própria força, mas acho que tenho, sim, uma influência considerável. …Se for realmente necessário, talvez eu conte com a ajuda do Duke-sama.

De vez em quando, tudo bem virar uma vilã que usa o próprio príncipe, não é?

— O Duke com certeza ia ficar super feliz com isso.

Como se tivesse lido meus pensamentos, o Jill murmurou baixinho ao meu lado.

Esse garoto tem poder psíquico ou algo assim? Ele sempre percebe na hora tudo o que envolve o Duke-sama.

— Eu sou uma mulher má.

Por isso, use qualquer meio necessário pra recuperar a reputação da companhia comercial Ojes de qualquer jeito. Com esse significado nas entrelinhas, olhei pro senhor Gordon com um sorriso carregado de intenção.

Ele encarou meus olhos por um instante e depois relaxou a expressão.

— Como foram seus dias no exílio?

— …O senhor sabia disso?

Não consegui evitar arregalar os olhos.

Como o senhor Gordon sabe disso? O povo em geral não deveria saber que fui exilada…

— Sendo assim como sou, também sou um homem malvado, sabia.

— Homens malvados não vão por aí dizendo que são malvados.

— Devolvo exatamente as mesmas palavras pra senhorita.

O senhor Gordon disse isso e soltou uma gargalhada forte.

— Mas, sério, como o senhor…

— Até informações que nem os agentes de informação profissionais conseguem obter chegam aos meus ouvidos. Não existe informação nesta cidade que eu não conheça.

Subestimei o líder da companhia comercial Ojes.

O Gilbert continuava parecendo tão desinteressado como sempre.

— Uma nobre que foi exilada não é confiável?

— De jeito nenhum.

Ele disse isso e soltou de novo aquela gargalhada forte.

Que homem estranho. Sinto uma atração por essa risada tão forte e franca dele. Uma atmosfera ousada e rigorosa ao mesmo tempo.

— O fato de a senhorita ter sido exilada e voltado a este reino é, mais do que tudo, uma prova de confiabilidade.

— Então, o negócio está fechado?

— Não.

O senhor Gordon recusou, num tom sereno.

…O que será que esse homem está pensando, afinal? Confiança sozinha não fecha um negócio… Então, o que ele realmente deseja?

— Sei muito bem que a senhorita é uma pessoa inteligente. Tem carisma, e é uma mulher extremamente atraente. Entendo perfeitamente por que as pessoas querem segui-la, e entendo também por que um príncipe do reino está apaixonado por você. Mas, ainda é cedo demais pra negociar comigo.

…Não entendo. Se ele me valoriza tanto assim, por que não me daria pelo menos algumas informações?

Sei muito bem o quanto a informação sobre a Julie-sama é valiosa.

Por mais que eu investigue, quase nada aparece. O único que tem essa informação em mãos é praticamente só o senhor Gordon.

— O que preciso fazer pra que o senhor negocie comigo?

Também não posso recuar agora.


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