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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 573

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Capítulo 573

De alguma forma, comecei a entender o ritmo do balanço nas costas do elefante.

Continuar assim, pulando com os elefantes indefinidamente… quem está se divertindo com isso sou só eu, aparentemente.

— Vou encerrar por aqui.

Desci das costas do elefante e caí no chão, rolando. …Não consegui amortecer a queda direito. Que ruim.

Ergui um pouco o rosto e conferi a situação ao redor.

— Eh.

Não consegui evitar arregalar os olhos.

Os elefantes estavam meio cambaleantes. Já não tinham mais aquele olhar afiado de antes. O movimento dos elefantes que me cercavam estava ficando lento.

Não pode ser… será que meu plano de "deixar os elefantes tontos de tanto girar" funcionou mesmo, sem querer?

Existe um livro em potencial aí, sobre "planos idiotas que, surpreendentemente, funcionam".

Pensando isso, me levantei do chão e, aproveitando a brecha, fugi.

Não vou fazer aquele papel de "vamos ser amigas, elefantes!" tipo heroína. Não consigo imaginar a mim mesma cantando junto com os animais, tornando-me amiga deles… …Claro, o Rai é diferente.

Enquanto fugia desesperadamente, percebi que um dos elefantes tinha começado a me perseguir.

Era aquele elefante — o primeiro que tinha cruzado o olhar comigo. Vista de fora, provavelmente ninguém conseguiria diferenciar um elefante do outro, mas eu conseguia sentir isso por instinto.

Seria mais elegante reconhecer isso por meio de lógica, mas, quando o assunto é diferenciar elefantes, o instinto já basta perfeitamente.

Pensando nisso, continuei considerando aquele elefante que não parava de me perseguir.

— Ia dizer "escapei de um grande número de inimigos!", mas parece que a luta ainda está longe de terminar.

A velocidade absurda do elefante quase me alcançou.

Aquela tontura que ele tinha antes já estava passando, e ele começava a acelerar de novo. Não tinha como eu, um simples ser humano, vencer a velocidade de um elefante.

Suspirei mentalmente, "haa", e ergui os braços na frente do peito, preparando-me pro impacto. Nesse exato instante, fui lançada com toda a força pela tromba do elefante.

Aiiiiiii!!!

Meu corpo inteiro tremeu, e uma dor intensa percorreu meus braços e meu peito. Um impacto absurdo.

Doeu até os ossos, um formigamento forte. Se eu não tivesse me protegido, provavelmente teria morrido — só de pensar nisso, senti um arrepio.

O que é isso, afinal.

Será que a Alicia vai perder pra um elefante teimoso desses?

Não vou permitir isso, de jeito nenhum.

Parecia que eu estava me movendo em câmera lenta.

Era a primeira vez que eu recebia um ataque de um elefante. Se eu continuasse simplesmente sendo arremessada assim, sem reagir, com certeza quebraria algum osso ao aterrissar.

O elefante me observava com atenção, avaliando a situação.

Eu gosto de adversários fortes. E, mais do que isso, se esse adversário está mirando em mim especificamente… isso me deixa muito animada!

— É assim mesmo que tem que ser!

Falei isso, dando um giro completo no ar, e pousei num galho de árvore ali perto.

Sendo uma vilã, os inimigos também precisam ser presenças ameaçadoras!

Segurando o galho com o braço ainda formigando de dor, agachei e encarei o elefante de volta, com um olhar de desafio.

— Por que só esse elefante fica me perseguindo, afinal…

Os outros elefantes não estavam mais me seguindo.

Será uma consciência forte de eliminar o inimigo? Ou será que ele nunca deixa escapar a presa que escolheu?

Pensando nisso, me preparei enquanto o elefante se aproximava de mim.

Se eu levasse mais um ataque desses, na próxima seria minha derrota… …Não, espera. Que tal deixar que ele faça esse ataque de novo, de propósito?

Uma ideia idiota, mas repentina, brilhou na minha mente.


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